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Para Refletir (Ou Se Revoltar): O Desperdício da Advocacia

O Ministro Antonin Scalia – um dos expoentes da Corte Suprema dos Estados Unidos, e o líder intelectual da facção conservadora daquela casa – foi perguntado, numa entrevista, sobre a qualidade dos advogados que atuavam perante a Supreme Court. A sua resposta, que é motivo de reflexão, ou de revolta, ou ambos, foi a seguinte:

Eu me decepcionava pelo fato de tantas das melhores mentes do país estarem se dedicando a este mister.

Quero dizer, aparecia uma advogada ou defensora de lá do cafundó, e, sabe, a mulher era realmente brilhante. Por que que ela não está inventando o automóvel ou, sabe, fazendo algo produtivo para esta sociedade?

Quero dizer, advogados, afinal de contas, não produzem nada. Eles permitem que outras pessoas produzam e toquem a sua vida eficientemente e numa atmosfera de liberdade. Isso é importante, mas não põe comida na mesa e é necessário que existam outras pessoas que estejam fazendo isso. E eu me preocupo que nós estamos dedicando a este empreendimento [a advocacia] um número demasiado de nossas melhores mentes.

E eles aparecem aqui na Corte, mesmo os que sustentam um único caso e nunca retornam. Eu normalmente me impressiono por quanto eles são bons. Às vezes você encontra um que não é tão bom assim. Mas, no geral, não tenho nada a reclamar quanto à qualidade dos advogados, exceto talvez que estamos desperdiçando algumas de nossas melhores cabeças.

Tradução Livre da Equipe do bLex, a partir da notícia original no Wall Street Journal Law Blog, via dica do Chancellor.

2 comments to Para Refletir (Ou Se Revoltar): O Desperdício da Advocacia

  • Rodrigo V. Dias

    De verdade? Achei ele confuso pacas.

  • Marcos dos Santos Carmo Filho

    O que ele quis dizer é que o exercício da advocacia é uma via tão tortuosa, tão distante do momento presente e da atenção imediata das pessoas, que os esforços dessas mentes tão brilhantes têm pouquíssimas chances de ter um impacto real e duradouro na história, que é o que ele sente que elas seriam capazes de fazer se se dedicassem a alguma outra coisa.

    P.S.: Taí, Daniel. Esse eu já queria comentar desde antes, só não queria ser o primeiro.

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