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Serviço Baré

Manaus é uma das maiores capitais do Brasil. Por conta da generosidade na natureza tem vocação natural para o turismo (pelo menos como porta de entrada para o ecoturismo). Nesse cenário, seria natural que houvesse uma bem estruturada indústria de serviços destinada a atender esse público.

Infelizmente, as coisas na prática não são bem assim. Por alguma razão que não consigo entender, Manaus não tem cultura de serviço. Não me considero um cidadão particularmente propenso a reclamar, mas é raro o fim de semana em que não tenha algo a criticar sobre a atitude de um garçom, de um atendente de cinema ou de um vendedor de loja.

Por exemplo: comer na nossa cidade é um exercício de paciência. Pedir delivery é loteria, pois você nunca sabe se aquela malfadada previsão de entrega “entre 30 a 45 minutos” é brincadeirinha ou não. Eu já tive que cancelar pedidos depois de esperar mais de duas horas e meia para receber uma simples refeição (e depois de ouvir da a atendente : “Senhor, você precisa entender que hoje temos muitos pedidos para entregar”).

Comer fora, de igual modo, é consistentemente inconsistente. Nunca se sabe se a comida e o serviço vão valer a pena ou não.

Devo dizer que uma má experiência de quando em quando é inevitável. É claro que acidentes podem acontecer. É possível ter uma péssima noite mesmo num ótimo estabelecimento. Afinal de contas, o serviço é prestado por pessoas, e pessoas são falíveis.

O que diferencia os estabelecimentos é a forma de lidar com esses acontecimentos imprevisíveis.

Por exemplo, logo que o Bernardino’s virou Alentejo, fomos visitar a casa. O jantar foi uma desgraça. As entradas estavam oleosas demais. As torradas de alho salgadíssimas. A porção de couve portuguesa sem graça. E o bacalhau intragável. Chamamos o garçom, que constatando o problema com a comida, substituiu o prato. Para nossa surpresa, o prato substituto estava pior que o original. Ambos estavam com um amargor insuportável. O gerente (sem ser chamado) veio à mesa para pedir desculpas e garantiu que se tratava da uma anomalia. Deixou o jantar por conta da casa, e pediu apenas que retornássemos noutra data para que pudéssemos nos certificar que qualidade do estabelecimento não tinha decaído com a mudança do proprietário.

Resultado: voltamos outras vezes, e não nos arrependemos. Aliás, há umas duas semanas estivemos no Alentejo, e a refeição foi absolutamente impecável, digna de louros. A atitude do gerente mostra que o restaurante se preocupa com seus consumidores, e por conta disso, não é por causa de uma esporádica experiência ruim que a casa perderá seus clientes.

Ressalto que não é necessário ser um restaurante de luxo para ser um restaurante preocupado com bom serviço. Às vezes almoço num restaurante de comida simples, caseira e gostosa chamado D’licianas (fica naquela rua ao lado do Angelo Ramazzoti) e o tratamento dispensado pelos proprietários – que pessoalmente dirigem a cozinha, atuam como garçons e comandam o balcão – sempre foi extraordinário.

No entanto, na maioria das vezes, a atitude dos estabelecimentos de Manaus em relação ao serviço que dispensam à clientela pode ser resumida na seguinte frase: “Gostou, ótimo. Não gostou? Paciência!”.

Foi exatamente por isso que passei um desses dias ao comer no Waku Sese, um restaurante que serve comida regional amazônica. Eu e Ana queríamos um lanche rápido, e pedimos um tacacá, um tucupi com jambú e uma unha de caranguejo. Depois de esperar por mais de meia hora por um prato que poderia ser servido em dez minutinhos, descobrimos que o tucupi estava completamente sem sabor. Parecia água levemente salgada e levemente azeda. Tanto o tucupi com jambú quanto o tacacá ficaram absolutamente intocados (exceto pela prova inicial de cada um deles).

Como estávamos com pressa pedi a conta, e rachamos a unha de caranguejo. A conta – de uns trinta e poucos reais – chegou, e fui pagá-la diretamente à gerente. Disse a ela que não tínhamos comido dois dos três os pratos pedidos, pois o tucupi estava com gosto de água suja.

A gerente, sem qualquer cerimônia, disse : “Ah é? Tá bom.” Recolheu o dinheiro da conta das minhas mãos, me deu as costas, e sem mesmo desejar boa noite ou “volte sempre”, continuou com seus afazeres.

Essa indiferença com a satisfação do cliente é que me revolta. Pior do que pagar por uma refeição que não vale comer, é ser tratado como um mero incômodo sem importância ao reclamar de algo. Nem precisava deixar de cobrar pelos pratos (que, aliás, para mim é a maior marca de um estabelecimento que realmente se preocupa com seus clientes). Bastava dar real atenção à reclamação, e mostrar que o restaurante se interessa com o bem estar daqueles que pagam os salários dos funcionários.

Como é que Manaus pretende sediar uma copa do Mundo com esse serviço de baixíssima qualidade com a qual estamos acostumados? Sim, estamos acostumados a serviço ruim. Caso contrário, a lei do mercado funcionaria, e os estabelecimentos que não se preocupassem com o bem estar e a qualidade da experiência de seus clientes estariam falidos.

Noutros mercados, onde a disputa por clientes é acirrada, a satisfação dos consumidores é levado a sério. Nos Estados Unidos, se a pizza não chegar em 30 minutos é de graça. O proprietário da pizzaria não faz isso por caridade. É que ele sabe que existem mais 30 pizzarias de onde se pode pedir entrega. Se, por algum imprevisto, o entregador atrasa, faz mais sentido perder o valor de uma pizza do que perder um cliente que pede uma pizza por mês.

Aqui, talvez diante da falta de opções de entretenimento e gastronomia, o empresário do ramo pode se dar ao luxo de esnobar clientela. Mas essa é uma mentalidade que precisa mudar. Afinal de contas, Manaus precisa se preparar para ser um polo turístico.

Hoje, a expressão “serviço baré” é usada em tom pejorativo. Vou usar uma abordagem Iheringiana para fazer a minha pequena parcela na tentativa de melhorar esse cenário. Como tenho uma enorme quota de posts na regra dos 20% (quem não sabe o que é isso deve ler o Guia de Categorias do bLex), vou usar alguns deles para expor aqui episódios de desrespeito doloso à satisfação dos clientes. Faço isso como a minha contribuição para melhorar os serviços de nossa cidade. E conclamo você, leitor, a fazer a sua parte também (afinal, só somos maltratados pois permitimos que isso aconteça).

Tenho esperança. Se cada um de nós fizer a sua parte, quem sabe em algumas décadas, quando não existir mais Zona Franca e Manaus precisar do turismo para realmente sobreviver, talvez a expressão “serviço baré” passe a descrever de um altíssimo padrão de qualidade no atendimento ao cliente. Para que isso aconteça, só temos que desacostumar com o “serviço baré” que recebemos hoje.

27 comments to Serviço Baré

  • Danilo Germano

    Waku Sese é uma desgraça no atendimento.

    A última vez que fui lá – há mais de 7 meses – pedi um tacacá e a garçonete conseguiu jogar o mesmo em cima de mim. Ok, merd# acontece, mas eu esperava, um pedido de desculpa e um simples pano pra poder voltar pra casa com o mínimo de dignidade, pelo menos.

    Resultado: sem desculpas, sem assistência ou auxílio e ainda briga em razão da minha recusa de pagar o tacacá e os 10%. Quem me conhece sabe como eu fiquei puto.

    Infelizmente o exemplo acima apenas retrata o péssimo atendimento que sofremos quase todos os dias, poderia citar vários estabelecimentos aqui. E não adianta se é o McDonald’s, que tem bandeira americana, ou o Carrefour, que tem bandeira francesa, é simplesmente se instalar em Manaus e o desrespeito com o cliente começar.

    E quando vamos para fora de Manaus, voltamos comentando o bom atendimento que nos dão. Mas é que nem aquela história do post que você fez acerca do tratamento dado aos advogados nos tribunais superiores: somos tão maltratados aqui que ficamos impressionados quando recebemos apenas o que a educação mediana exige.

    Abraços.

  • jpl

    Olá Daniel!
    O pior de td é vc esperar 10 min para ser atendido, 30 min para chegar a comida e 20 min para trazerem a conta. Além daqueles 10%. É pra morrer !!!

  • Ótimo post ! Precisamos mudar essa triste realidade dos serviços prestados em Manaus. Ainda há tempo pra essa mudança ocorrer.

  • Matheus Nogueira

    Esse post caiu muito bem ao que estou vivenciando atualmente!

    Estou passando férias em uma cidade que é realmente voltada para o turismo.

    Ontem mesmo, eu e meus familiares estavamos comentando o tipo de atendimento que estamos recebendo aqui e sua diferença frente ao “serviço baré”.

    Realmente, assim como o anterior post do Daniel, bem lembrado pelo Danilo em seu comentário, nós recebemos um atendimento tão péssimo em Manaus, que quando experimentamos um tratamento digno, acabamos ficando impressionados.

    Mas como bem falou minha irmã ontem: na verdade esse é o tratamento normal que deve ser esperado daqueles que trabalham com atendimento ao público, o tratamento de Manaus que é péssimo mesmo.

    Assim, concordo plenamento com o post e os comentários.

    Quanto a questão de Manaus ser sede da copa… melhor nem comentar…

  • [...] This post was mentioned on Twitter by Carlos Oshiro, LucianaJacobNogueira. LucianaJacobNogueira said: Vale a pena ler e comentar. RT @DanielNogueira "Serviço Baré" (sobre a qualidade no antendimento ao cliente em Manaus) http://tiny.cc/tUtHb [...]

  • Marco Aurélio Choy

    Caro Daniel,

    Esse post remete a uma sugestão sua que nós sempre debatemos… a atuação dos órgãos locais de turismo, seja municipal, seja estadual, no sentido de promover treinamento aos empregados do setor de serviços, em especial de restaurantes, bares e similares, criando um “selo” uma “certificação” de excelência no atendimento. Essa preocupação é bem oportuna em face da Copa de 2014.

  • Mario Abrigato

    Concordo plenamente, outro exemplo interessante é o McDonald’s, com sua proposta de “fast food” a espera de quinze à trinta minutos é insuportável, o pior que percebemos que isto não acontece nas lojas da mesma rede em São Paulo, onde o cliente fica no máximo “quatro minutos” no balcão, que é o tempo máximo de confecção de um de seus lanches, onde está o respeito, pois quando procuramos uma rede de “fast food” é que estamos com pressa, e queremos um padrão de refeição e atendimento, é muito pertinente sua ajuda ao esclarecer para o público leigo, ao qual me incluo, a noção de “desrespeito doloso à satisfação do cliente” e outros recursos cabíveis a esta questão. Manaus é uma capital de um Estado brasileiro, e o povo amazonense não é “resto”, o dinheiro que se paga é o mesmo que se paga em São Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais, quando um show vem para Manaus, tem uma configuração, o mesmo show em SãoPaulo ou Rio de Janeiro tem outra totalmente diferente, não podemos concordar com isso, o tempo de “baré”, no sentido pejorativo da palavra já passou.

  • Luciana Jacob Nogueira

    Caro Daniel,

    Não é necessário ser um cidadão propenso a reclamar para ter uma infindável lista de queixas do tratamento recebido aqui. Só esta semana me aconteceram duas situações (e hoje ainda é quarta-feira!). Em uma pizzaria, além de me servirem uma entrada de asinhas de frango fria e dura (certamente aproveitada de um pedido cancelado), trouxeram a pizza com pimentão apesar da expressa recomendação de fazê-la sem. No dia seguinte, marquei uma hora num salão de beleza bem freqüentado e esperei por exatamente DUAS horas até decidir que não iria mais fazer o serviço e que nunca mais pisaria lá. Isso só pra ilustrar acontecimentos dos últimos dias.

    Trabalho, dentre outras coisas, dando treinamento de atendimento e fico impressionada com esse discurso dos atendentes a que você se refere (“Gostou, ótimo. Não gostou? Paciência!”) e percebo que muitas vezes isso reflete a cultura do dono do negócio.

    É bem verdade que Manaus carece de mão de obra qualificada, mas isso não justifica tamanha falta de consideração com os clientes. Se o empresário não consegue encontrar no mercado pessoas gentis, educadas e simpáticas para assumirem os postos de trabalho, tem a OBRIGAÇÃO de orientá-las, capacitá-las, treiná-las para que dêem um tratamento, no mínimo, razoável. E depois que a cultura do bom atendimento já está impregnada na empresa pequenos problemas são mais facilmente compreendidos, “afinal de contas, o serviço é prestado por pessoas, e pessoas são falíveis.”

  • Parabéns pelo post. Expressa realmente meu sentimento. Estou batendo nesta tecla à muito tempo, mas nunca achei uma forma tão boa de descrever a situação atual dos serviços de Manaus. Sempre que tentei fazer um comparativo à qualidade dos serviços prestados no Sudeste, a comparação, mesmo que em sentido construtivo, era ofuscada pela vaidade.

    Manaus merece uma boa prestação de serviços para ocupar uma posição de destaque como ocupa hoje na esfera industrial.

  • Rodrigo Dias

    Concordo 100% com suas críticas. Gostaria muito que a maioria dos empresários dessem uma lidinha neste post. E mais, não resume-se ao ramo alimentício, mas a todos os ramos. Tenho exemplos pessoais nos mais variados seguimentos.
    Só pra ilustrar, conto uma.
    A primeira foi em uma ótica. No Shopping, perguntei a atendente se eles consertavam óculos de sol, pois as hastes do mesmo estavam abertas. Em seguida ela, pergunta-me:”você usa óculos na cabeça?” No mesmo instante, respondi que: NÃO, NA BARRIGA!! Ela, já P. da vida tentou refazer, perguntado: Perguntei se você usa na cabeça ou no rosto? Porra, aí fui a loucura. Falei que o rosto, só pra o conhecimento dela, fica situado na cabeça. E mais, disse que o corpo é divido em 3 grandes partes: CABEÇA, TRONCO E MEMBROS. Se não uso no tronco e nem nos membros, onde mais poderia utilizar um par de óculos escuros? Pronto. Não bastando toda a ignorância cultural da jumenta, ela chamou de grosso e estúpido. Respondi de imediato: sou sim mesmo, principalmente com pessoas que são pagas para me prestar um serviço e não me respondem um simples pergunta: Consertam-se óculos aqui? Dei as costas e fui embora.
    É por isso que acredito que SAC significa: Serviço de Avacalhação com o Cliente

  • Viana

    huahuahuahua!!! Esse Rodrigo num fica devendo nada pro seu lunga. http://culturanordestina.blogspot.com/2007/09/piadas-de-causos-de-seu-lunga.html

  • Fabio Nascimento

    Excelente artigo, penso que TODOS os empresários de Manaus deveriam ler este POST.

  • Eduardo Bonates

    É por isso que o Amazonas é a terra das oportunidades! A população baré não se cansa de ser destratada e mesmo assim ainda retorna aos lugares, vide bares e restaurantes conhecidos pelo péssimo atendimento e que vivem lotados!

    Não sei se o fato de se deve pelos anos em que “não fomos parte do Brasil” (situação em que ainda perdura em muitos aspectos) e os empresários achavam (ou acham) que aqui pode se fazer o que quiser que o povo ainda assim lhe dará muito lucro, ou se a culpa é de nos mesmos, amazonenses, que ainda admitimos estes estabelecimentos em nosso Estado!

    Costumo viajar com frequência e digo com toda certeza: As franquias (melhor forma de comparação, já que teoricamente deveria ser tudo igual) que aqui estão instaladas não chegam nem perto, seja em atendimento, seja em qualidade do produto, as demais localizadas no “Sul Maravilha”, né Macdonalds, Bobs, Pizza Hut, Subways da vida!!

  • Rodrigo Dias

    Se a MC Donalds soubesse da bagunça que é aqui em Manaus, já tinha tomado a franquia de volta.
    Só pra informar, anos passado, sob uma chuva torrencial, fui a MC comprar uns 13 sadubas. Não é nada, comparando quem vende uns 1000 por dia, sei lá. Depois da mega fila do drive-thru, conseguimos fazer os pedidos, passados uns 15 minutos, recebemos o pedido (sem poder conferir na horar,claro).
    Pô, quando chegamos em casa, dos 15, só 10 vieram certos. Os 5 errados beirava a sacanagem pura do chapeiro. Um haburger veio sem carne. Um cheddar veio com com o pão com as duas parte de baixo do pão. Um outro veio sem a parte de cima do pão. Os outros dois não foi tão grave assim, pedimos frango e veio peixe. Tá pra ti?

  • Ewerton Almeida Ferreira

    A grande verdade nisso tudo não cabe somente a falta de controle dos empresários.

    O que ocorre na esmagadora maioria das vezes é a cultura (falta), pois o serviço como disse o nobre colega Dr. Daniel é prestado por pessoas e estas é que não estão nem ai para nós simples mortais.

    Tenho certeza de que tudo isso pode ser mudado, com força de vontade dakeles que prestam o serviço.

    Abraço Fraterno.

  • Maro Nogueira

    O reforçar o relato do grande Matheus, compartilho aqui a miha experiencia tb. Qdo mudeicom a minha família para Sorocaba-SP, minhas filhas diziam que os atendentes, principalmentes as mulhres, eram tão gentis no atendimento que ficava difícil reclamar qdo se estava insastisfeitas, demorou um tempo para verem entenderem que a reclamação tb não era ofensa.

    Mas, o que mais incomoda é que todos nós sabemos muito bem da qualidade do atendimento e mesmo assim não tomamos uma atitude coletiva, por exemplo fui com uns amigos no Labib’s no Pq das Laranjeiras, sempre reclamei do atendento e de férias na cidade volto lá (isso é irracional) vi um cliente em ataque de nervos devido a demora e a confusão no atendimento e a atendente me disse que todo os dias é assim mesmo!!!!

    Nào é somente a qualidade do atendimento Baré que é de baixa qualidade, mas a postura dos clientes tb!!!

  • Erik Lorenzzo Silva

    Excelente post! Para uma cidade que almeja o desenvolvimento em patamares internacionais, é primordial uma revisão dos conceitos relacionados à prestação de serviços, principalmente os tratados diretamente com o público. Concordo com o Marcelo, ainda há tempo pra essa mudança ocorrer…
    Um abraço

  • Cleone

    O post relata extamente o que se passa em Manaus. O pior é que nas cidades do interior do estado a situação piora mil vezes. Em Parintins só volta quem realmente gosta do festival, pois o atendimento nos bares e restaurantes é um exercío de paciência oriental. Não é só em Manaus que esta mentalidade deve mudar, mas em todo o estado, pois o turismo é o que nos trará divisas. Deixei de comer no Labib’s depois de passar quase 30 minutos para o pedido chegar na mesa e comer sem refrigerante porque o garçon não trouxe o que pedi e simplesmente não atendeu a nenhum pedido meu depois da comida chegar a mesa.
    Fui ao caixa e não paguei os 10%. Também não peço pelo delivery do Labib’s, pois demora e o pedido vem errado.
    Minha sogra prefere comer em casa, pois diz que se ela sabe fazer melhor não vai pagar para comer porcaria.
    O pior é o atendimento, tem garçon que o corpo está presente, mas a mente sabe lá aonde estará.
    Já levantei e deixei o restaurante depois de esperar por quase uma hora antes do pedido chegar.
    O Mcdonalds aqui em Manaus é brincadeira de mal gosto. Perdi as contas quantas vezes já reclamei do atendimento deles.
    Carrefour:Passei uma hora e meia para conseguir a nota fiscal de um produto que comprei.
    É melhor para por aqui, pois são muitas reclamações. Devemos reclamar sim, pois senão esta situação não mudará nunca.

  • Jane

    Olá Daniel,
    É a primeira vez que venho aqui e achei muito interessante seu post, principalmente por que vc toca num ponto muito importante:Copa do mundo.
    Antes de falar disso quero dizer que o atendimento realmente é péssimo sem medo de exagerar, porém pior situação passei no Rio de Janeiro em uma rede de fast food quando era adolescente e pedi um sachet de pimenta para comer com meu sanduíche, o atendente simplesmente olhou para mim e perguntou:
    - Você é nortista não é?
    Respondi:
    - Sim, sou de Paraense e moro em Manaus, mas por que?o que isso tem a ver com meu pedido?
    Ele respondeu:
    - É por que quando vcs vem para cá acham que podem encontrar todas aquelas coisas estranhas que comem por lá,como pimenta,farinha estas coisas aí!
    Respondi:
    - Meu amigo, estranho para mim é não poder andar com meu relógio e com os meus cordões de ouro, não poder portar dinheiro e não pedir informações por que ninguém para me dar, isso para mim é estranho, quanto a pimenta e a farinha se vc não sabe não é somente o norte que consome e pode ficar com esta m…de sanduíche malfeito que eu não vou mais comer,me deu enjôo!!!!
    E o pior de tudo isso foi ouvir da pessoa que estava comigo e que era de lá dizer que com a minha cara de índia era difícil as pessoas não reconhecerem que eu sou do Norte!!!
    Nunca mais voltei naquela cidade que discrimina meus traços e nem quero mais, eu prefiro ser mal atendida, mas ter minha pimentinha e ninguém olhar na minha cara pra saber se sou nortista ou não,como se eu fosse um ET.
    Quanto a copa do mundo,eu quero estar a km daqui no mês que acontecer tal evento.
    Você não imagina o que são as ruas de Manaus e o trânsito dentro dos hospitais num final de semana prolongado, carnaval,festas de fim de ano,imagine vc com milhares de pessoas de outros estados e países aqui, fora os bandidos que virão para cá, fora nosso trânsito caótico, nossos pobres restaurantes mal atendedores, nossos poucos shoppings que basta um feriado para lotar, enfim nosso tudo!!!
    Eu quero ir para bem longe,onde não possa ouvir a sirene da ambulância e a loucura que vai virar isto aqui!!!!
    Ninguém percebe, que não temos serviços suficientes nem para nós!!!!
    ABS

  • Amanda

    Olá Daniel.
    Você realmente tem razão. O atendimento é péssimo e sempre acham que estão fazendo um favor para você.
    Quanto a questão das franquias, realmente só aqui elas não funcionam como deveriam. Fui, recentemente, na Pizza Hut e além da pizza, pedi um macarrão bem simples (sem muito molho e tempero) porque era para minha filhinha de 2 anos e ressaltei para a garçonete que era para prepararem com cuidado porque era para uma criança. Ao receber o macarrão, ele simplesmente estava apimentado, tanto que nem eu conseguia comer. Pedi então que trocassem e o segundo veio pior ainda. Outro dia, pedi uma pizza em casa da Coliseu e após esperar horas, a pizza chegou fria, a calabresa estava crua e a pizza de chocolate não dava para comer. E olha que é uma pizzaria que tem muita fama. Esses são apenas alguns exemplos de restaurantes, mas há uma variedade de lojas (até mesmo em shoppings) que as atendentes parecem que estão fazendo um favor, não querem mostrar o produto e sempre dizem que não tem a sua numeração (sapatos) ou o tamanho (roupas), só para não ter que ir procurar no estoque. E mais: o atendimento piora se você for trocar algum produto. até em consultório médico, as atendentes estão sempre de mau humor.
    Enfim, eEu também fico indignada e revoltada com esse atendimento aqui em Manaus.
    Um abraço.

  • Daniel Fábio Jacob Nogueira

    Amanda, e demais leitores,
    Como disse no texto, por mais que imprevistos aconteçam, o que separa do joio do trigo em relação aos prestadores de serviço é como lidam com a situação do serviço eventualmente falho.
    Por conta do comentário da Amanda, o proprietário da Coliseu, Sr. Carlos Oshiro, enviou ao email da Equipe do bLex a seguinte mensagem:

    Como proprietário da Coliseu, gostaria se possível ter o email ou contato da Amanda, para podermos reparar o erro cometido pela nossa empresa.
    Temos um enorme cuidado pelo nosso atendimento, e gostaríamos de fazer um contato com a consumidora aborrecida.
    Abs
    Carlos Eduardo Oshiro

    A política de privacidade do bLex não permite que divulgamos qualquer informação privada de qualquer um de nossos leitores sem autorização prévia. Portanto, tentei entrar em contato com a leitora através do email que a mesma forneceu quando postou o comentário. Eis o teor da mensagem que enviei:

    Cara Amanda,

    Por conta do comentário postado aqui no bLex, recebi o email abaixo do proprietário da Coliseu. Jamais divulgamos informações pessoais de nossos leitores sem autorização, e por isso estou te encaminhado o pedido para que possas me dizer se autoriza (ou não) que encaminhe teu endereço de email. Caso não receba resposta tua,
    comunicarei ao proprietário da Coliseu que não posso prestar a infomação que ele me pede.

    De qualquer forma, agradeço a particpação no bLex.

    Daniel

    Infelizmente, a mensagem retornou, pois o email fornecido pela Amanda foi dado como inexistente.

    De uma forma ou de outra, há de ser elogiada a atitude do estabelecimento, que ao tomar conhecimento de problema com o serviço a um de seus clientes, fez o possível para repará-lo. Diante te tal atitude louvável, achei importante trazer o episódio ao conhecimento de todos.

  • Ana Celia

    Ola Daniel,
    Conheci o “bLEX”, qndo minha irmã me enviou este artigo.
    Depois de ter estudado fora, sei bem como sao as coisas por aqui. E ela conhece minha opnião, exatamente igual a que voce conseguiu expressar tão bem! Por isso fiquei impressionada com a maneira como voce expôs de maneira simples mas real, a situação em que as pessoas que convivem aqui nesta cidade … sem ter a quem reclamar!! e simplesmente acomodam-se, acostumam-se a serem mal-tratadas. Isso é o que mais me impressiona!!
    Resumindo, achei excelente o artigo, e também penso que TODOS os empresários de Manaus deveriam ler este POST!Voces todos estão de parabéns pela excelente idéia. Pena não ter conhecido antes.
    um abraço!

  • Daniel Fábio Jacob Nogueira

    Ana Célia
    Seja bemvinda ao bLex e muito obrigado pelas gentis palavras. Sempre que precisar, utilize esse espaço para reclamar (ou elogiar) sempre que reclamações (ou elogios) forem devidos.

  • Mario Abrigato

    Caro Dr. Daniel Nogueira.

    Creio não ser ligado ao assunto serviço, porém, considero um bom tema para que o Sr. possa vir a abordá-lo, embalagens, tenho observado que muitas delas estão desrespeitando o consumidor, não abrem corretamente, não são práticas, parece que o objetivo único é conservar o produto, se alguém vai abrir, consumir ou manuseá-lo não importa. Peço desculpas por este incomodo antecipadamente, mas realmente tenho me sentido devéras aborrecido com este pequeno problema.

    Atenciosamente

    Mario Abrigato

  • [...] É que o verdadeiro milésimo comentarista não forneceu ao bLex meios para contatá-lo. O comentarista intitulado “Profissional” utilizou um email não funcional para postar o comentário. Conquanto esconder a verdadeira identidade é uma prerrogativa de quem comenta o blog, decidimos privilegiar aqueles que, pelo menos, utilizam um endereço eletrônico de verdade. (Aliás, vale lembrar que teve gente que deixou de ganhar cortesia na Coliseu em função de não for…). [...]

  • [...] os mesmos padrões de atendimento. Apesar do post no blog do conhecido advogado Daniel Nogueira (http://blex.com.br/index.php/2009/etc/989 ) falar sobre seu atendimento no Waku Sese do [...]

  • Oi, Daniel
    Achei ótimo vc abordar o assunto “serviços”.
    Sou proprietária do restaurante Click Sushi, onde o forte é o delivery.
    No delivery, costumo ligar para os clientes perguntando se chegou tudo bem, no restaurante vou às mesas pra saber como foi o atendimento, se gostaram da comida, etc e rara vez teve reclamações.
    Tenho mais de 1.000 clientes cadastrados no site http://www.clicksushi.com.br e qdo envio emails solicitando pesquisa de satisfação, acredite no máximo 5 pessoas respondem.
    Já fui conversar com clientes pq detectei falhas no atendimento dos meus funcionários e simplesmente dizem que não perceberam ou quiseram poupar os funcionários.
    Todos nós somos consumidores, se não fizermos as reclamações devidas, os serviços da cidade de Manaus nunca vão melhorar. Então, por favor, quem já teve problemas com a Click Sushi, só vou poder melhorar se vcs reclamarem e vou agradecer muitooooo!!
    Qto a demora no delivery, existe um grande problema que vou relatar e podem acreditar pq é a pura verdade:
    Resolvi pegar meu carro juntamente com uma funcionária e fazer 3 entregas (Efigênio Sales, final Paraíba e D`avinci Hotel, que começou o atraso na primeira. Tinha um motoqueiro fazendo entrega de pizza e o porteiro estava comunicando ao apto, depois comunicou sobre minha entrega, aí tivemos que esperar o porteiro chamar um outro para levar o meu sushi e a pizza para os referidos aptos, pois não é todo prédio que deixa o motoqueiro entrar. O relógio correndo e eu já estava agoniada. Depois desse longo tempo, fomos para outra entrega, onde a demora foi na maquina do GPS do cartão Visa, mas que demorou menos que a primeira. A última foi no hotel e q demorou muitoooo. O hospede custou a atender pq estava no banho, depois foi a demora do mensageiro chegar a recepção pra levar ate ao apto, que demorou a retornar pq o hospede ainda foi atrás do dinheiro que não achava a bolsa rsrs Ufa, foi um sufoco! Passei a acreditar nos motoqueiros, mas continuo enchendo o saco deles, cobrando rapidez rsrs Até pq acredito que nem todas as vezes deve ter esses tipos de problemas. Ahhh, nessa quinta-feira, o motoqueiro me ligou dizendo que a cliente não estava atendendo o interfone e nem o fone. Qdo consegui contactar, disse pra esperar só um pouco pq já estava chegando em casa. Ainda bem que o motoqueiro não estava com outro pedido. Não façam isso, pq se for um Hot, já vai estar frio, se for temaki a alga já vai estar amolecida e não crocante, ou seja, vão achar que a comida está ruim. Procuro ter motoqueiros suficientes para agilizar o atendimento, mas, preciso da colaboração dos clientes em, deixar o dinheiro separado, dizer qdo ainda não estão em casa, marcar um horário pra entrega e solicitar agilidade nas portarias para evitar tumulto e insatisfação. Obrigada!

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