<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>bLex &#187; Atualidades e Política</title>
	<atom:link href="http://blex.com.br/index.php/category/atualidades/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blex.com.br</link>
	<description>Blog Jurídico</description>
	<lastBuildDate>Mon, 26 Jul 2010 14:47:58 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.1</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>No Mato Sem Cachorro</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1371</link>
		<comments>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1371#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 14:47:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Lindoso e Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades e Política]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça do Trabalho]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=1371</guid>
		<description><![CDATA[
<p>A caça é  uma atividade desenvolvida pelo homem desde os primórdios. Os homens das cavernas já caçavam, há registros da atividade na bíblia e na história de um modo geral, durante as eras. E nesta atividade o homem sempre teve como fiel companheiro o cachorro, que tinha a função de captar o cheiro da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>A caça é  uma atividade desenvolvida pelo homem desde os primórdios. Os homens das cavernas já caçavam, há registros da atividade na bíblia e na história de um modo geral, durante as eras. E nesta atividade o homem sempre teve como fiel companheiro o cachorro, que tinha a função de captar o cheiro da presa e localizá-la, sendo fundamental para o sucesso da empreitada.</p>
<p>É daí que surge o sentido da expressão popular “no mato sem cachorro”. A idéia de um caçador no meio da floresta sem o fiel companheiro canino para auxiliá-lo na caçada denota, de fato, uma situação periclitante.</p>
<p>O jogador de futebol Bruno, do Clube de Regatas Flamengo, deixou seu clube no mato sem cachorro, com o perdão do trocadilho. Sem a pretensão de <span id="more-1371"></span>entrar no mérito do prejuízo à imagem do clube, o arqueiro criou com suas peripécias um difícil dilema.</p>
<p>Ventilou-se, logo após a notícia do caso mencionado, a rescisão do contrato de Bruno por justa causa, nos termos do art. 482 da CLT. Em entrevista ao portal globo.com, a presidenta do Flamengo esclareceu que o regime jurídico que rege o contrato de Bruno é celetista. Seria possível, portanto, a demissão por justa causa.</p>
<p>Muita calma nessa hora. O art. 482 da CLT, que prevê as hipóteses legais de demissão  por justa causa, traz na alínea “d” a hipótese de demissão por condenação criminal do empregado. Esta só é possível, no entanto, com o trânsito em julgado da condenação.</p>
<p>É aí que reside o dilema do Flamengo.</p>
<p>Certa vez, na transmissão de um dos jogos do Flamengo, uma faixa posta pela torcida me chamou a atenção. A faixa continha os seguintes dizeres: “O Flamengo é maior que tudo e todos”.</p>
<p>O Flamengo não  é só um clube. Faz parte não só da cultura do apaixonado por futebol, como o autor, como da cultura do brasileiro. Quando os flamenguistas falam de nação rubro-negra, ninguém está de brincadeira. Um clube da magnitude do Flamengo precisa dar uma resposta rápida ao torcedor, à mídia, enfim, à sociedade.</p>
<p>A melhor forma de fazê-lo seria a tal da justa causa. É uma expressão poderosa, que faz parte do cotidiano do brasileiro mesmo não sendo compreendida em sua correta acepção. Não precisa ser conhecedor da lei para entendê-la. “Deram as contas dele”, diriam os curiosos.</p>
<p>O Flamengo tem as seguintes opções:</p>
<p>Pode dar uma rápida resposta à sociedade e rescindir o contrato de Bruno, o que significaria perder um caminhão de dinheiro com verbas rescisórias. Afinal, o futebol é um mercado milionário e o atleta tem salários em torno de R$ 200.000,00. Façam as contas. Um clube que tem um histórico de problemas financeiros irá, definitivamente, acusar o golpe e não tem estrutura para pagar quantia de tamanho vulto sem sofrer as conseqüências do desequilíbrio financeiro desta operação.</p>
<p>E certamente, a expressão “justa causa” seria a nomenclatura atribuída pelo clube para a rescisão. Em alguns momentos, principalmente lidando com a mídia e com a sociedade, ser um tanto quanto atécnico é a melhor solução. Daqui que se explique que focinho de porco não é tomada, já está armada a confusão.</p>
<p>Esta seria, caso adotada, uma postura muito benéfica para a desgastada imagem do CRF, que estaria dando uma resposta rápida para a sociedade e mandando um recado cristalino para o resto do plantel.</p>
<p>A outra opção é esperar o trânsito em julgado da eventual (justa homenagem ao princípio da presunção de inocência) condenação criminal e, aí sim, rescindir o contrato por justa causa, nos termos do art. 482, “d”, sem maiores prejuízos financeiros, uma vez que o contrato do atleta está suspenso e este não está recebendo os salários. Mas e a resposta ao torcedor? E a resposta à sociedade?</p>
<p>“E nem deram as contas dele&#8230;”, diriam os curiosos.</p>
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fblex.com.br%252Findex.php%252F2010%252Fatualidades%252F1371%22%2C%20%22shorturl%22%3A%20%22http%3A%2F%2Fbit.ly%2FaSalwO%22%2C%20%22style%22%3A%20%22small%22%2C%20%22title%22%3A%20%22No%20Mato%20Sem%20Cachorro%22%20%7D);"><script type="text/javascript">topsyWidgetPreload({ "url": "http%3A%2F%2Fblex.com.br%2Findex.php%2F2010%2Fatualidades%2F1371", "shorturl": "http://bit.ly/aSalwO", "style": "small", "title": "No Mato Sem Cachorro" });</script></div>

 <img src="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=1371" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1371/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sugestões Para o Novo Código de Processo Civil (ii): Efeito Suspensivo Condicionado</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1263</link>
		<comments>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1263#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 Apr 2010 16:53:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Fábio Jacob Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades e Política]]></category>
		<category><![CDATA[Novo CPC]]></category>
		<category><![CDATA[Processo Civil]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=1263</guid>
		<description><![CDATA[
<p style="text-align: justify;">Tempus Fugit. Apesar de ter uma série de outras sugestões, minhas limitações temporais só permitiram que colocasse algumas por escrito enquanto ainda é possível submeter sugestões. Assim, apresento hoje as minhas duas últimas sugestões para o Novo CPC. Eis a primeira:</p>
<p style="text-align: justify;">1. Criar um sistema racional para a limitação do efeito suspensivo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;"><em>Tempus Fugit. </em>Apesar de ter uma série de outras sugestões, minhas limitações temporais só permitiram que colocasse algumas por escrito enquanto ainda é possível submeter sugestões. Assim, apresento hoje as minhas duas últimas sugestões para o Novo CPC. Eis a primeira:</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>1. Criar um sistema racional para a limitação do efeito suspensivo na apelação. </strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Um dos pontos mais anunciados do novo código será a extinção do efeito suspensivo do recurso contra a sentença, valendo este apenas para algumas hipóteses (como a transferência de bens). A ideia é interessante e visa fortalecer o poder do magistrado de primeiro grau. Com isso se acredita na resolução mais rápida dos litígios.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez a comissão não tenha percebido que tal sistema terá um efeito colateral indesejado: <span id="more-1263"></span>a multiplicação de demandas nos Tribunais. O que vai ocorrer é previsível: todos os sucumbentes – ou pelo menos a esmagadora maioria – vai manejar cautelar para obtenção de efeito suspensivo (ou mandado de segurança, dependendo do modelo do Novo CPC) em conjunto com sua apelação. Ao invés de ter os autos de um processo na apelação, os tribunais terão que ligar com dois: O pedido autônomo e emergencial de atribuição de efeito suspensivo e o próprio recurso.</p>
<p style="text-align: justify;">Basta ver o exemplo da propaganda nos Tribunais Regionais Eleitorais. Recursos eleitorais não gozam de efeito suspensivo e, portanto, a práxis dos advogados que lá militam é bem definida: para cada decisão desfavorável, um recurso e uma cautelar. Quando lidando com situações com vida útil (como a propaganda eleitoral) a cautelar acaba exaurindo a matéria na prática.</p>
<p style="text-align: justify;">Daí porque acredito que existe um sistema mais racional para todos os envolvidos (litigantes, juízes e desembargadores): A atribuição de efeito suspensivo condicionado.</p>
<p style="text-align: justify;">O modelo proposto seria o seguinte: Ao apelar, o recorrente externaria, nas próprias razões de recurso, porque necessita ou tem direito ao efeito suspensivo. A apelação, nesse momento, automaticamente suspenderia os efeitos da decisão. O apelado, em suas contrarrazões, endereçaria tanto a questão do mérito recursal quando aquela afeita ao efeito suspensivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao chegar o recurso no Tribunal, o primeiro ato do relator ao receber o processo seria uma decisão monocrática e liminar para decidir se é hipótese de se conceder efeito suspensivo. Caso contrário, o recurso seria recebido apenas no devolutivo, e seguiria seu processamento normal.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse sistema (a) privilegia o juiz de primeiro grau, pois a sua decisão não precisa aguardar o julgamento no Tribunal para ter efeitos ao mesmo tempo em que (b) assegura que duas autoridade judiciais (o juiz e o desembargador monocrático) estejam de acordo com o processamento da execução imediata, dando segurança jurídica aos jurisdicionados e evitando ocorrência de situações aberrantes. Além disso (c) não se desnecessariamente duplica a quantidade de processos tramita nos tribunais. Não fosse suficiente (d) o apelante tem a oportunidade de evitar o efeito suspensivo ao mesmo tempo que (e) ao apelado é dada a oportunidade – antes da manifestação do desembargador – de expor razões contrárias ao efeito suspensivo, oportunidade essa que não lhe é conferida pelo sistema atual.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, creio este modelo mais razoável, com mais atenção ao equilíbrio dos direitos dos envolvidos do que o atualmente adotado pela Comissão. É certo que não é tão imediatista quanto o sistema vigente, mas certamente é mais seguro. Além disso, <span style="text-decoration: underline;"><strong>duração razoável do processo</strong></span> não significa um processo lento demais mas, na mesma medida, não equivale a um processo excessivamente apressado.</p>
<p style="text-align: justify;">Afinal,  virtude está no equilíbrio: <em>in medio virtus.</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fblex.com.br%252Findex.php%252F2010%252Fatualidades%252F1263%22%2C%20%22style%22%3A%20%22small%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Sugest%C3%B5es%20Para%20o%20Novo%20C%C3%B3digo%20de%20Processo%20Civil%20%28ii%29%3A%20Efeito%20Suspensivo%20Condicionado%20%22%20%7D);"><script type="text/javascript">topsyWidgetPreload({ "url": "http%3A%2F%2Fblex.com.br%2Findex.php%2F2010%2Fatualidades%2F1263", "style": "small", "title": "Sugestões Para o Novo Código de Processo Civil (ii): Efeito Suspensivo Condicionado " });</script></div>

 <img src="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=1263" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1263/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Da Restrição da Comercialização de Medicamentos pelas Farmácias</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1258</link>
		<comments>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1258#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 12:33:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ney Bastos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades e Política]]></category>
		<category><![CDATA[Direito no Cotidiano]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=1258</guid>
		<description><![CDATA[
<p style="text-align: justify; background: white;">Como já de conhecimento geral, a Agência Nacional de  Vigilância Sanitária(Anvisa)  editou normas restritivas à comercialização de medicamentos pelas farmácias, impedindo o acesso direto dos consumidores aos produtos, no afã desestimular a automedicação.</p>
<p style="text-align: justify; background: white;">De fato as farmácias são verdadeiras lojas de conveniência, onde são expostos em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify; background: white;">Como já de conhecimento geral, a Agência Nacional de  Vigilância Sanitária(Anvisa)  editou normas restritivas à comercialização de medicamentos pelas farmácias, impedindo o acesso direto dos consumidores aos produtos, no afã desestimular a automedicação.</p>
<p style="text-align: justify; background: white;">De fato as farmácias são verdadeiras lojas de conveniência, onde são expostos em prateleiras do lado de cá do balcão produtos de higiene pessoal ao lado de uma série de medicamentos que são adquiridos pelos consumidores com a mesma desenvoltura de despreocupação com que os produtos de higiene.</p>
<p style="text-align: justify; background: white;">É sabido também que tal  determinação não vinha sendo cumprida, em face de decisão proferida pela Justiça Federal do Distrito Federal e de São Paulo que autorizaram <span id="more-1258"></span>o descumprimento de tais normas. As decisões haviam beneficiado as farmácias filiadas à Abrafarma (Associação Brasileira de Rede de Farmácias e Drogarias) e à Febrafar (Federação Brasileira das Redes Associativas de Farmácias).</p>
<p style="text-align: justify; background: white;">Ocorre que o vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Ari Pargendler, suspendeu referidas decisões, ao julgar pedido de liminar. Neste pedido, refutando os argumentos acatados na justiça federal, a Anvisa argumentou que atuou dentro de sua esfera de competência e que as normas editadas foram fruto de anos de estudos com o objetivo de proteger a saúde da população, evitando, em especial, o estímulo à automedicação.</p>
<p style="text-align: justify; background: white;">Sinceramente não vejo grande importância prática em tais decisões, é muito barulho e pouca consequência. Não vejo diminuindo a automedicação que é verdadeira característica cultural do brasileiro, que sabidamente vai à farmácia como quem vai ao supermercado. Se fosse dono de farmácia eu nem me preocuparia.</p>
<p style="text-align: justify; background: white;">A diferença entre pegar o medicamente diretamente na gôndola e indicar a um atendente este mesmo medicamento é mínima, de sorte que os medicamentos continuarão a ser comprados da maneira indiscriminada que sempre foram. Isso quando o medicamento não é receitado pelo próprio atendente.</p>
<p style="text-align: justify; background: white;">A decisão da Anvisa é, em minha humilde opinião, paliativa. Se de fato há a preocupação do poder público na automedicação, deveria investir em capanhas educacionais e principalmente em estudos que confirmassem concretamente os riscos dos medicamentos mais usados pelos brasileiros de forma indiscriminada.</p>
<p style="text-align: justify; background: white;">Apenas a exigência de receita médica poderia, quando o estudo demonstrasse a necessidade, aliado a uma efetiva fiscalização, com o devido controle dos estoques das farmácias, poderia a longo prazo mudar esta realidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto isso, medidas inócuas como a aqui noticiada em nada influenciarão nas caixinhas cheias de remédios que existe na casa de cada um dos brasileiros.</p>
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fblex.com.br%252Findex.php%252F2010%252Fatualidades%252F1258%22%2C%20%22style%22%3A%20%22small%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Da%20Restri%C3%A7%C3%A3o%20da%20Comercializa%C3%A7%C3%A3o%20de%20Medicamentos%20pelas%20Farm%C3%A1cias%22%20%7D);"><script type="text/javascript">topsyWidgetPreload({ "url": "http%3A%2F%2Fblex.com.br%2Findex.php%2F2010%2Fatualidades%2F1258", "style": "small", "title": "Da Restrição da Comercialização de Medicamentos pelas Farmácias" });</script></div>

 <img src="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=1258" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1258/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Audiência Pública do Novo CPC em Manaus</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1238</link>
		<comments>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1238#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 12 Apr 2010 14:37:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Fábio Jacob Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades e Política]]></category>
		<category><![CDATA[Novo CPC]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=1238</guid>
		<description><![CDATA[
<p>A Comissão de Juristas criada pelo Senado Federal para redigir o Anteprojeto do Código de Processo Civil realizou na sexta-feira passada uma audiência pública sobre o tema em Manaus.</p>
<p>Não estavam presentes nem o presidente (ministro Luiz Fux) nem a relatora (Teresa Arruda Alvim Wambier). Fazia as vezes de presidente em exercício o advogado Marcus Vinicius [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>A Comissão de Juristas criada pelo Senado Federal para redigir o Anteprojeto do Código de Processo Civil realizou na sexta-feira passada uma audiência pública sobre o tema em Manaus.</p>
<p>Não estavam presentes nem o presidente (ministro Luiz Fux) nem a relatora (Teresa Arruda Alvim Wambier). Fazia as vezes de presidente em exercício o advogado Marcus Vinicius Furtado Coelho e como relator <em>ad hoc</em> o Professor Doutor Benedito Cerezzo Pereira Filho.</p>
<p>A audiência se mostrou um fórum para exposição de ideias interessantes e algumas outras nem tanto.</p>
<p>O maior alvo do dia foi, de fato, <span id="more-1238"></span>o conjunto de prerrogativas processuais da Fazenda Pública, tanto no que diz respeito aos prazos, quanto naquilo que concerne ao adimplemento de obrigações por precatório. Diversas pessoas que fizeram uso da palavra para clamar pela equiparação processual da Fazenda aos litigantes comuns, com uma só voz em sua defesa (de uma procuradora da Fazenda nacional).</p>
<p>Além disso, dentre as sugestões feitas, as seguintes merecem destaque (embora nem todas sejam destaque positivo):</p>
<p>* Tornar a execução de dívida não oposta uma atividade extrajudicial ao encargo do poder executivo, sob a tese de que o judiciário existe para dirimir conflitos e &#8220;cobrança sem resistência do devedor não é lide&#8221;.  Preservar-se-ia a hipótese de recorrer ao judiciário apenas nas hipóteses de se questionar o débito. (Sugestão do Desmbargador roraimense Lupercínio Nogueira).</p>
<p>* Incluir honorários em exceções de pré-executividade; (Sugestão do advogado Jean Cleuter)</p>
<p>* Permitir extinção do feito por ausência de impulso das partes mediante intimação dos advogados (Sugestão do juiz Divaldo Martins, que também expôs enorme preocupação com o que será feito com os prazos impróprios);</p>
<p>* Criar um cadastro de intervenientes processuais habituais em cartório, com endereço preestabelecido para correspondência, permitindo, ainda, o depósito de instrumento procuratório (Sugestão do Procurador Regional Eleitoral, Edmilson Barreiros);</p>
<p>* Estabelecer como requisito formal da procuração <em>ad judicia</em> a especificação do endereço onde a parte pode receber notificações, sendo válida qualquer comunicação enviada ao referido endereço, sendo ônus da parte comunicar qualquer alteração (ainda do Procurador Regional Eleitoral)</p>
<p>* Regulamentar de uma vez por todas o processo eletrônico, vez que 40% do tempo do processo se perde em questões cartoriais (idem)</p>
<p>* Positivar o contraditório dinâmico (ou seja, permitir contraditório mesmo para as questões que o juiz pode decidir de ofício) (Dr. Ariosto, defensor público).</p>
<p>* Criar mecanismos para que respeitem os prazos impróprios. (idem)</p>
<p>* Positivar regra que faça incluir em mandados de citação a recomendação expressa de consultar advogado, incluindo ainda telefone e endereço da defensoria (ibidem)</p>
<p>* Aumentar a eficácia da sentença, que hoje é menor do que decisão antecipatória (Juiz Cássio Borges, que reservou tratamento ríspido à &#8220;abissal vantagem&#8221; da Fazenda  Pública)</p>
<p>* Para fim de efetivar a razoável duração do processo, dar ao juiz o poder-dever de proporcionalizar ou até tornar completamente inexigível as custas processuais de feitos que tramitem em prazo superior ao estipulado em lei</p>
<p>* Autorizar ao Magistrado, nas hipóteses de bens não serem encontrados, a arquivar o processo com baixa na distribuição, permitindo seu desarquivamento se o credor encontrar bens (Juiz Elci Simões)</p>
<p>* Acabar com a audiência conciliatória como primeiro ato do processo (Prof. Marcelo, pelas razões já expostas em seu blog).</p>
<p>* Positivar a suspeição por prejulgamento do feito, para hipóteses em que o julgador afirma em qual quantia irá condenar. (idem).</p>
<p>* Assegurar o direito do oficial de justiça de lavrar a penhora (e, digo eu, receber cu$tas) mesmo quando o bloqueio for realizado pelo juiz no sistema Bacen-Jud (não surpreendentemente, de um oficial de justiça)</p>
<p>* Exigir que todos os atos, ainda que comunicados por correios, também precisem ser comunicados por oficial de justiça (sugestão de outro meirinho).</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://blex.com.br/wp-content/uploads/2010/04/041210_1436_AudinciaPbl12.png" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Também estive lá, e tinha uma pequena lista de sugestões para fazer:</p>
<p style="text-align: justify;">i) Acabar com as assistemias provocadas pelas reformas do CPC, tais como:</p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 36pt;">a.) No agravo de instrumento (que passará a lidar com tutelas de urgência) permitir sustentação oral (que não era permitida, pois na redação atual do atual CPC, só matérias menores era agraváveis)</p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 36pt;">b.) Definir em que momento se executam as astreintes (ou multas comunatórias) que não estavam previstas no CPC original e para as quais não há clara definição de quando passam a ser exequíveis;</p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 36pt;">c.) Nos embargos de declaração, havendo pedido de efeito infringente, autorizar contraditório, realizar publicação de pauta e permitir sustentação oral;</p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 36pt;">d.) Positivar a exceção de pré-executividade fiscal</p>
<p style="text-align: justify;">ii) Incluir uma versão modificada do período de graça do direito argentino, como mecanismo de aproximar o direito processual do material;</p>
<p style="text-align: justify;">iii) Criar um mecanismo misto que tanto asseguraria a eficácia imediata da sentença quando o duplo grau de jurisdição, ao mesmo tempo que impediria a profusão de instrumentos para atribuição de efeito suspensivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente, mesmo tendo recebido extensão de tempo do presidente da mesa, não consegui formular todas as propostas, mas em conversa posterior, fiquei de encaminhá-las por email.  Algumas das sugestões que pretendia fazer já foram objeto de post aqui no bLex; para as demais, espero preparar um post explicando-as ainda essa semana.</p>
<p style="text-align: justify;">No todo, tive uma impressão que espero estar equivocada. Apesar do esforço e do trabalho bem realizado pelo Marcus Vinicus e pelo do Cerezzo, tive a pequena impressão de que a audiência pública do Norte existiu apenas para cumprir o protocolo. A impressão que ficou é que iam fazer no resto do país e ia ficar feio se não viessem a pelo menos uma cidade do Norte.</p>
<p style="text-align: justify;">Honestamente espero estar equivocado.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto ocorria essa audiência pública – que é anterior ao texto do anteprojeto e portanto ainda em nível conceitual – o relator e o presidente estavam ocupados redigindo o texto que pretendiam entregar ao Senado.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, pergunto: qual o real peso que pode ter um novo viés conceitual se o anteprojeto já está em fase de redação?  Se a reencarnação de J.J. Calmon de Passos aparecesse na sexta-feira com um conceito fabuloso e absolutamente revolucionário, a comissão teria condições práticas de incluir essas sugestões?</p>
<p style="text-align: justify;">Fiquei com a impressão de que essas últimas audiências estão ocorrendo exatamente no pior momento possível. Fossem mais cedo, poderiam servir de verdadeira fonte para os conceitos que serão utilizados na redação do anteprojeto; fossem mais tarde (depois de pronto o texto do anteprojeto), admitiriam propostas concretas a partir de um texto concreto. No momento que aconteceu a audiência de Manaus, temo que não tenha sido possível nem uma coisa nem outra.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, mais uma vez, repito: Honestamente espero estar equivocado.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fblex.com.br%252Findex.php%252F2010%252Fatualidades%252F1238%22%2C%20%22style%22%3A%20%22small%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Audi%C3%AAncia%20P%C3%BAblica%20do%20Novo%20CPC%20em%20Manaus%22%20%7D);"><script type="text/javascript">topsyWidgetPreload({ "url": "http%3A%2F%2Fblex.com.br%2Findex.php%2F2010%2Fatualidades%2F1238", "style": "small", "title": "Audiência Pública do Novo CPC em Manaus" });</script></div>

 <img src="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=1238" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1238/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Texto do ETC_MANAUS: Twitter &amp; Cidadania</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1167</link>
		<comments>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1167#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 28 Feb 2010 12:42:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Fábio Jacob Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades e Política]]></category>
		<category><![CDATA[Discursos]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=1167</guid>
		<description><![CDATA[
<p>Se você não tem uma conta no Twitter provavelmente não ficou sabendo que ontem, na MegaStore da Saraiva, ocorreu o Primeiro ETC_Manaus. O evento foi um absoluto sucesso,  graças ao empenhado esforço do professor Sérgio Freire e sua equipe, sem esquecer do apoio essencial dos patrocinadores.</p>
<p>Mantenho um perfil pessoal no Twitter (@danielnogueira)  e sou um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Se você não tem uma conta no Twitter provavelmente não ficou sabendo que ontem, na MegaStore da Saraiva, ocorreu o <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2Jsb2dzZXJnaW9mcmVpcmUud29yZHByZXNzLmNvbS8yMDEwLzAyLzIzLzFvLWV0Y19tYW5hdXMv" target=\"_blank\">Primeiro ETC_Manaus</a>. O evento foi um absoluto sucesso,  graças ao empenhado esforço do professor Sérgio Freire e sua equipe, sem esquecer do apoio essencial dos patrocinadores.</p>
<p>Mantenho um perfil pessoal no Twitter (<a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3R3aXR0ZXIuY29tL2RhbmllbG5vZ3VlaXJh" target=\"_blank\">@danielnogueira</a>)  e sou um dos que usa o perfil do bLex (<a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3R3aXR0ZXIuY29tLmJyL2JMZXhfY29tX2Jy">@bLex_com_br</a>) e talvez por isso fui convidado a ser mediador de uma das mesas, a de Twitter e Cidadania. As regras do ETC estipulavam que cada mediador deveria preparar uma curta apresentação contextualizando o tema. Abaixo, o breve  discurso de introdução  que preparei.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://blex.com.br/wp-content/uploads/2010/02/022310_1450_OPapeldosMa1.gif" alt="" width="251" height="39" /></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';">Twitter é um grande equalizador. Não importa o poder, dinheiro ou influência do usuário. É indiferente a equipe e os recursos que ele tem a seu dispor. Não interessa se é alguém como Barak Obama e CNN ou alguém como o Steven Conte e a Isabella Jacob. Todos começam a conta com a mesma oportunidade de amealhar followers e com os mesmo 140 toques.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';">Essa equalização tem um poder democrático importantíssimo pois <span id="more-1167"></span> dá  ao cidadão comum o mesmo poder de expressão e comunicação que antes era reservado a alguns poucos. Esse fenômeno de democratização, que de certa forma também ocorreu com sites e blogs, foi potencializado no twitter. Afinal de contas, noutros cantos da internet, o orçamento disponível para um projeto significa um diferencial de design, arquitetura e recurso tecnológicos. Mas não no twitter: todos tem 140 caracteres para emprestar para o timeline daqueles que decidem segui-lo.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';"> Com essa pulverização de “poder” e equilíbrio de oportunidades, o cidadão comum passa a ter um mecanismo igualitário para expressar sua voz. Por consequência, temos um ambiente ideal para o que o cidadão conheça e pratique seus direitos. Noutras palavras, o twitter é um meio que tem se mostrado importante para o exercício da cidadania.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';">Essa prática de cidadania a 140 toques por vez pode não é mera aspiração ou um conceito teórico. Preste atenção na sua timeline e você provavelmente verá isso ocorrendo na prática.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';"> Partindo do meu exemplo pessoal, <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL2luZGV4LnBocC8yMDEwL2V0Yy8xMTEx" target=\"_blank\">quando escrevi no blog mantido pelo meu escritório um texto reclamando da qualidade do serviço do cinema do Manaura</a>, postei o link no twitter. A partir daí fui surpreendido com a quantidade significativa de retweets que o link recebeu. Cada twitteiro que leu o artigo e se incomodou com os fatos descritos exerceu um ato de cidadania quando repassou a informação aos seus próprios seguidores. Mas isso não é nem a ponta do iceberg.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';">Protestar é cidadania. Que o diga a NET  e outras empresas que viram alvo fácil e recorrente de criticas no twitter.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';">Debater uma posição política independentemente da ideologia é um dos maiores exercícios de cidadania que existe. Não interessa o que você é: trotskista, integralista, objetivista, eduardista, alfredista, tanto faz. Defender a sua política, por mais errada que ela seja, é uma conquista constitucional enorme e o twitter é um ambiente propício para popularizar o “marketplace of ideas” no âmbito político. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';"> Os debates políticos do twitter têm sido fundamentais para retirar uma enorme parcela de jovens, senão do marasmo, mas pelo menos da apatia política. <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL2luZGV4LnBocC8yMDEwL2V0Yy8xMDkz" target=\"_blank\">Num texto escrito por um jovem colega</a> do escritório o <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3R3aXR0ZXIuY29tL2ZhYmlvbGluZG9zbw==">@fabiolindoso</a>, ele disse:</span></p>
<ul><span style="font-family: 'Times New Roman';"><em>Faço parte de uma geração politicamente apática. Não vi a ditadura e durante o primeiro aborto democrático do país eu ainda me interessava muito mais por bola de gude e futebol de botão. Durante a sanha das privatizações eu ouvia muito e entendia muito pouco. Até confesso que mais por desinteresse do que por qualquer outra coisa.</em></span></ul>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';">Para muitas pessoas da idade o Fábio, e outras tantas que são mais jovens, o twitter tem sido o primeiro fórum que lhes dá a oportunidade de praticar o ato cidadão de pensar politicamente e escolher suas convicções. Alias, é mérito de certos grupos políticos de saber explorar o twitter com mais maestria do que outros. Estão plantando sementes que germinarão daqui umas três ou quatro eleições.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';">Apesar de política &#8211; que é espécie do gênero cidadania – fazer parte de outra mesa, eu seria omisso se não citasse aqui o ato de cidadania que cerca o movimento de protesto da taxa do lixo. Independente do mérito do protesto, a democracia é o produto da confluência das vozes da sociedade. O twitter foi o mecanismo que permitiu que o debate se organizasse e que o tema se tornasse um tópico relevante da nossa sociedade a partir de um movimento aparentemente de base. E, como disse acima, é direito constitucional e exercício de cidadania a manifestação de posições políticas, <strong>ainda que manifestamente equivocadas</strong>.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';">Afora a política e a crítica, há outros claros exemplos de cidadania nas timelines manauaras.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';">É um exercício cidadão e louvável usar o twitter para convidar as pessoas a doar sangue.  Esse ato de cidadania é maior ainda quando um usuário comum, além de receber o convite do HEMOAM e ir doar sangue, instiga os seus próprios seguidores a fazer o mesmo.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';">Também  é cidadania informar as pessoas de seus direitos. Qualquer um que segue a Dra. Jussara Pordeus (ou agora o MP_Cidadania) com certeza já viu as longas e sequenciais listas de links que se dispõem a fazer exatamente isso, muito embora o conceito do que o Ministério Público acha certo nem sempre seja unanimidade. Aliás, como normalmente a minha relação profissional com o MP é análoga à relação profissional que o goleiro mantem com o atacante adversário, não é de se espantar que as nossas opiniões nem sempre convirjam.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';">Agora, uma das funções cidadãs dos usuários do twitter que eu acho mais interessante de se pensar a respeito é a que é exercida por perfis como o PostosManaus e o TrânsitoManaus. Não sei se o Júlio ou o Luiz Eduardo já refletiram sobre seu papel social sob a vertente econômica, mas se o fizeram já perceberam que a sua existência está acabando com uma falha que causava o fracasso da operação eficiente da mão invisível do mercado.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';">A Lei de Mercado sustenta que o mercado se auto-regula. Se “opção A” for melhor do que “opção B”, as pessoas vão escolher “A” em detrimento de “B”. Logo “A” terá sucesso e “B” não.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';">Mas para que a lei do mercado opere eficientemente alguns pressupostos precisam ocorrer. Um deles é a informação perfeita (ou pelo menos simétrica). Se eu não sei que tem um posto de gasolina vendendo combustível mais barato, como é que posso exercer a opção de comprar naquele posto. Com o papel exercido pelo Júlio do PostosManaus e seus colaboradores, essa informação passa a ser disponível para todo mundo, dando uma chance melhor para que mercado se auto-regule.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';">De idêntico modo, a vertente social da Lei de Mercado deveria operar no trânsito. Se tenho três caminhos possíveis para ir para casa, tenho sempre interesse de pegar o menos engarrafado. Se todos fizerem isso, o trânsito se espalha pelas três vias de modo uniforme, otimizando o uso das vias públicas e todos ficam felizes.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';">Mas se não sei onde estão os pontos de engarrafamento, não tenho como optar de modo informado sobre o melhor caminho a tomar.   Ou melhor, não podia.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';">Com o trabalho coletivo do pessoal do TrânsitoManaus agora é possível ter alguma noção sobre as ruas que devem ser evitadas. Aliás, essa utilidade pública é talvez a demonstração mais clara de como o twitter e pessoas de boa vontade podem ter um impacto positivo. É um conceito simples, elegante, sem maiores complicações tecnológicas e que existe graças às pessoas que estão dispostas a compartilhar informações em prol da coletividade e, com isso, exercitar a sua cidadania.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';">Antes de encerrar e passar a palavra aos debatedores, tenho que fazer uma ressalva. O twitter não é panaceia de todos os males. O protesto feito de pijama na frente de um computador não se substitui à real atuação na vida política da nossa sociedade. De nada adianta criticar um empresa, mas continuar sustentando a sua incompetência. Dar RT em convites para doar sangue não adianta nada – e é até de certo modo hipócrita – se você não sai de casa para colocar uma agulha no braço. Além disso, existe um problema enorme que pode facilmente ocorrer no twitter , que é a autosustentação e alienação ideológica de quem só se relaciona com pessoas afins, mas essa é uma discussão longa demais para o tempo que tenho.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';"> Mas mesmo com todos esses problemas, realmente acredito que um usuário ativo do twitter tem uma oportunidade melhor de ver, vivenciar e praticar cidadania do que, por exemplo, o telespectador médio do Big Brother Brasil. Com todos seus defeitos, o twitter dá as ferramentes para que a cidadania seja um pouco mais viva.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"><br />
</span></span></p>
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fblex.com.br%252Findex.php%252F2010%252Fatualidades%252F1167%22%2C%20%22style%22%3A%20%22small%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Texto%20do%20ETC_MANAUS%3A%20Twitter%20%26%20Cidadania%22%20%7D);"><script type="text/javascript">topsyWidgetPreload({ "url": "http%3A%2F%2Fblex.com.br%2Findex.php%2F2010%2Fatualidades%2F1167", "style": "small", "title": "Texto do ETC_MANAUS: Twitter & Cidadania" });</script></div>

 <img src="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=1167" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1167/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Caso do Bolão da Loteria!</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1164</link>
		<comments>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1164#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 20:13:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ney Bastos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades e Política]]></category>
		<category><![CDATA[Consumidor]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=1164</guid>
		<description><![CDATA[
<p style="text-align: justify; background: white;">Fui questionado por um aluno a respeito da minha opinião quanto ao caso de grande repercussão na mídia nacional, em que 40 apostadores de Novo Hamburgo dizem haver acertado as seis dezenas do concurso nº 1.155 da Mega-Sena, num bolão feito na lotérica Esquina da Sorte, que acabou não sendo registrado.
</p>
<p [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify; background: white;"><span style="color: #333333;">Fui questionado por um aluno a respeito da minha opinião quanto ao caso de grande repercussão na mídia nacional, em que 40 apostadores de Novo Hamburgo dizem haver acertado as seis dezenas do concurso nº 1.155 da Mega-Sena, num bolão feito na lotérica Esquina da Sorte, que acabou não sendo registrado.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify; background: white;"><span style="color: #333333;">Em face do ocorrido a Caixa i suspendeu temporariamente os serviços da lotérica, mantendo o entendimento de que não houve acertadores na faixa principal e o prêmio acumulou.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify; background: white;"><span style="color: #333333;">A polícia já abriu inquérito e trabalha com a hipótese de estelionato, acreditando que o dinheiro é arrecadado e que os jogos não são feitos, ficando o lucro para o dono do estabelecimento comercial.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify; background: white;"><span style="color: #333333;">O advogado da loteria sustenta <span id="more-1164"></span>a ocorrência de erro de digitação e não má- fé. Os apostadores &#8211; supostos ganhadores &#8211; têm como comprovação do jogo apenas um impresso fornecido pela lotérica com os números supostamente apostados no estabelecimento. A Caixa, porém, só aceita o comprovante emitido pelo terminal de apostas como documento para recebimento de prêmios. Até agora, ninguém apresentou este comprovante &#8211; que deveria estar guardado no cofre da lotérica, mas ainda não foi apresentado.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify; background: white;"><span style="color: #333333;">O questionamento especifico do meu aluno foi no sentido de quem seria o responsável na hipótese de que se confirme se de fato o jogo foi adquirido e nas dezenas do prêmio sorteado.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify; background: white;"><span style="color: #333333;">Na minha opinião, para os apostadores, confirmado-se que adquiriram o jogo e que as dezenas adquiridas são as sorteadas, torna-se indiferente o motivo de não haver sido computado o jogo, se por má-fé(que gerará as conseqüências  penais cabíveis) ou se foi fruto de erro de digitação.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify; background: white;"><span style="color: #333333;">Digo isso porque a meu ver é inegável que a relação existente entre o apostador a lotérica e a Caixa é uma relação tripartite de consumo, pois há a materialização dos requisitos do art. 2º do Código de Defesa do Consumidor.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify; background: white;"><span style="color: #333333;">A partir de tal constatação, aplica-se ao caso o tratamento diferenciado de tais relações, sobretudo, da responsabilidade objetiva e da solidariedade entre os fornecedores.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify; background: white;"><span style="color: #333333;">Exatamente em face disso, os apostadores podem voltar-se contra a Caixa Econômica, que certamente possui capacidade econômica de arcar com o prejuízo e esta que, posteriormente, exercite o direito de regresso em face da lotérica.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify; background: white;"><span style="color: #333333;">Não é demais destacar que o referido direito de regressar sequer seria possível nos mesmos autos, por intermédio de denunciação à lide, pois o CDC veda intervenções de terceiros em ações que discutam relação de consumo. A teleologia desta regra é clara, se ao consumidor é ofertada a opção de escolher o fornecedor contra quem litigar, inadmissível que se permitisse a trazida aos autos de um dos partícipes não escolhidos.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify; background: white;"><span style="color: #333333;">A chamada da loteria aos autos traria uma discussão tangencial ao direito dos consumidores, alongando-se injustificadamente a ação por eles movida.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify; background: white;"><span style="color: #333333;">Certamente a Caixa alegaria ilegitimidade passiva, o que, contudo, não há como prosperar por ser partícipe da relação de consumo, agravado pelo fato de um detalhe indiscutível, praticamente todas as lotéricas brasileiras realizam tais bolões, o que certamente sempre deu a esta operação uma aparência de chancela por parte da Caixa, pois não há como saber de sua existência e nunca as proibiu, demonstrando-se ainda mais sua responsabilidade objetiva.</span></p>
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fblex.com.br%252Findex.php%252F2010%252Fatualidades%252F1164%22%2C%20%22style%22%3A%20%22small%22%2C%20%22title%22%3A%20%22O%20Caso%20do%20Bol%C3%A3o%20da%20Loteria%21%22%20%7D);"><script type="text/javascript">topsyWidgetPreload({ "url": "http%3A%2F%2Fblex.com.br%2Findex.php%2F2010%2Fatualidades%2F1164", "style": "small", "title": "O Caso do Bolão da Loteria!" });</script></div>

 <img src="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=1164" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1164/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>14</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>[Código Fux, o Novo CPC] Ouvindo a Voz do “Direito Em Tempo Real”?</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1145</link>
		<comments>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1145#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 15:34:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Fábio Jacob Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades e Política]]></category>
		<category><![CDATA[Novo CPC]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=1145</guid>
		<description><![CDATA[
<p>Nota: Este post é parte de um movimento de postagem coletiva sobre o Novo CPC (veja detalhes aqui) agendada para hoje graças ao ilustre colega Gustavo D&#8217;Andrea, um dos maiores organizadores da blogosfera jurídica brasileira.
</p>
<p>O Novo CPC tem sido um dos assuntos mais debatido pelo bLex nos últimos tempos. Só para que tenha ideia dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><em>Nota: Este post é parte de um movimento de postagem coletiva sobre o Novo CPC (<a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2RhbmRyZWEud29yZHByZXNzLmNvbS8yMDEwLzAxLzE2L3Bvc3RhZ2VtLWNvbGV0aXZhLWNvZGlnby1mdXgtby1ub3ZvLWNwYw==">veja detalhes aqui</a>) agendada para hoje graças ao ilustre colega <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2RhbmRyZWEud29yZHByZXNzLmNvbQ==">Gustavo D&#8217;Andrea</a>, um dos maiores organizadores da blogosfera jurídica brasileira.<br />
</em></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">O Novo CPC tem sido um dos assuntos mais debatido pelo bLex nos últimos tempos. Só para que tenha ideia dos debates até agora:</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">* Logo que publicado o primeiro produto de trabalho da Comissão de Juristas, o Ney Bastos escreveu sobre o <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL2luZGV4LnBocC8yMDA5L2F0dWFsaWRhZGVzLzk3NA==">Novo Paradigma Conceitual do Anteprojeto</a>;</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">* Depois disso, o Ney inaugurou uma série denominada &#8220;<a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL2luZGV4LnBocC8yMDEwL2F0dWFsaWRhZGVzLzEwMDI=">Entendendo o Novo CPC</a>&#8221; onde começou a analisar, de modo mais detido, as propostas da Comissão;</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">* No ensejo, publiquei dois posts da mesma série, enfrentando duas questões pontuais e novas do anteprojeto: <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL2luZGV4LnBocC8yMDEwL2F0dWFsaWRhZGVzLzEwMTA=">Incidente de Coletivização</a> e <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL2luZGV4LnBocC8yMDEwL2F0dWFsaWRhZGVzLzEwMzA=">Amicus Curiae</a>;</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">* Além disso, iniciei discussão sobre <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL2luZGV4LnBocC8yMDEwL2F0dWFsaWRhZGVzLzEwNzI=">sugestão de matérias que poderiam ser consideradas</a> pela comissão dos doutos.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Hoje, na minha contribuição à postagem coletiva, vou deixar um pouco de lado o aspecto técnico – que tem sido a tônica dos nossos comentários e certamente será melhor discutido por nossos pares da blogosfera – para comentar o interessante fenômeno social que aparentemente está ajudando a forjar essa norma nascitura.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Na verdade, falo da convergência de dois acontecimentos sociais distintos.<span id="more-1145"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Primeiro, a comissão de jurista tem o imenso mérito de não se encastelar. Os jornais noticiam que o primeiro relatório estará redigido até março, após o que ocorrerá a consulta pública &#8220;<em>pela internet, videoconferências e audiências públicas</em>&#8220;, para só então redigir a versão final que será submetida à tal análise prévia de constitucionalidade pelo Supremo (que aliás é um mecanismo atípico, embora bem intencionado, que merece discussão futura). Nada obstante, para todos que acompanham os trabalhos da comissão é fácil perceber que os incumbidos de redigir esse novo código decidiram realmente colocar o ouvido nas ruas e considerar as opiniões da sociedade. Alguns membros tem ativamente recolhido ideias e acompanhado a repercussão do anteprojeto de modo que o <em>input </em>do público sobre o trabalho não parece ser uma mera formalidade: ao contrário, ao que tudo aparenta, a voz da sociedade realmente está sendo escutada.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">O que nos leva ao segundo fenômeno social: a nova voz do direito brasileiro. Até algum tempo atrás, escrever sobre o direito era domínio quase que exclusivo do meio acadêmico. Basta olhar para o passado e ver que os grandes autores do direito quase sempre tinham laços com instituições de ensino. A voz do direito vinha dos militantes do ensino jurídico muito mais do que dos verdadeiros operadores do direito. Aqueles que escolhiam uma carreira eminentemente profissional raramente se dedicavam a pensar o direito por escrito. Afinal, não havia qualquer incentivo para que um aplicado mas desconhecido praxisjurista dedicasse tempo à redação de artigos ou livros que jamais teriam ampla divulgação. Além da falta de incentivos havia o problema da escassez de meios, pois a publicação não era algo fácil de conseguir. Portanto, se escrever era de inutilidade imediata à atividade profissional do direito, tais profissionais dedicavam-se à carreira. Basta ver a discussão quando da confirmação do (hoje) Ministro Tóffoli Dias. Seu currículo foi construído na barra dos tribunais. Isso <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL2luZGV4LnBocC8yMDA5L2F0dWFsaWRhZGVzLzUzNA==">criou um grande debate acerca da sua indicação</a> e alguns criticaram a ausência de &#8220;produção intelectual&#8221; do então candidato, como se peticionar em juízo não fosse isso. O único problema é que a produção intelectual de quem optava pelas carreiras de práxis jurídica ficava escondida dentro de autos de processos.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A internet veio a mudar isso.  Os juristas brasileiros de todas as cepas – advogados, professores, promotores, juízes, desembargadores, defensores, procuradores – não demoraram para descobrir e criar blogs jurídicos. A ferramenta do blog permitiu que muitos profissionais passassem a discutir o direito fora das limitações do universo acadêmico. Juristas profissionais e praticantes encontraram nos blogs um canal para debater o direito e escrever sobre o assunto.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">O bLex – e meu caso pessoal – é um exemplo disso. Terminei o mestrado muito cedo na vida e antes de escolher meu caminho profissional. Optei por virar advogado militante. Apesar de já ter ministrado aulas em faculdades, sempre o fiz como hobby. Nunca tive mais que duas turmas e lecionava por puro amor ao ofício. Era, em suma, um advogado que dava aulas (e não um professor que também advogava), sem maiores pretensões acadêmicas. Por isso, afora minha dissertação de mestrado, nunca escrevi uma linha de &#8220;produção intelectual&#8221; estranha à prática da advocacia. A criação do bLex em Agosto de 2009 veio a mudar esse cenário. Continuo sendo um advogado praticante, mas escrevo sobre o direito regularmente: este é o <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL2luZGV4LnBocC9hdXRob3IvYWRtaW4=">75º post que assino</a> em menos de 6 meses. O mesmo pode ser dito do resto do conselho editorial (Ney e Fábio).</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">O nosso exemplo é, contudo, um mero reflexo de um fenômeno que se repete Brasil afora. Centenas de operadores do direito encontram nos blogs um meio para escrever sobre o direito e muitos deles o fazem pela primeira vez nesta mídia.  Dessa multidão, começam a despontar novas vozes do direito brasileiro. Claro que existem muitos blogs desnecessários ou supérfluos, como também muitos blogs escritos por juristas mas que não se dedicam ao debate do fenômeno jurídico. Nada obstante, existem blogs de altíssimo nível técnico. Como exemplos (que nem de perto exaurem a lista), basta ver as didáticas explicações do fantástico <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3d3dy5kaXJlaXRvaW50ZWdyYWwuY29tLzIwMDcvMDQvYmxvZy1wb3N0Lmh0bWw=">Direito Integral</a>, as análises do <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2ludGVsaWdlbmNpYWp1ZGljaWFyaWEuYmxvZ3Nwb3QuY29tLw==">Inteligência Judiciária</a>, a expressão de ideologia judicial de <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2dlcml2YWxkb25laXZhLmJsb2dzcG90LmNvbS8=">Gerivaldo Neiva</a> – com a qual, aliás, eu quase nunca concordo – ou dezenas de outros exemplos de publicações de elevada qualidade intelectual (o bLex vai atualizar seu <em>blogroll</em> antes do final do mês).</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Aliás, uma visita diária – ou em alguns casos, semanal – a alguns desses blogs jurídicos de qualidade permite que o leitor assista a excelentes debates sobre direito quase que concomitantemente aos avanços legais e jurisprudenciais do Brasil. Na blogosfera é possível assistir – enquanto ela acontece – ao nascimento da nova doutrina brasileira, forjada não só por estrelas do mundo acadêmico, mas também por pessoas que decidiram dedicar suas carreiras jurídicas profissionais.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Do coletivo dessas vozes – tanto dos doutrinadores acadêmicos estabelecidos quando dessa nova de comentaristas viabilizados pelo advento da internet – podemos assistir ao movimento que chamo de &#8220;Direito em Tempo Real&#8221;. Aliás, este é o movimento jurídico mais <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2VuLndpa2lwZWRpYS5vcmcvd2lraS9HcmFzc3Jvb3Rz"><em>grassroots</em></a><em> </em>de que tenho conhecimento.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Pois bem. Temos de um lado uma comissão de juristas disposta a ouvir. De outro lado, um novo movimento jurídico-social disposto a falar sobre o tema do Novo CPC (como prova o esforço coletivo de hoje).</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">São condições perfeitas para que o &#8220;Direito em Tempo Real&#8221; tenha oportunidade de verdadeiramente contribuir na construção da nova norma. Não quer dizer que as análises que fazem estão corretas ou que as sugestões devem ser acatadas. Quer dizer apenas que a Comissão – que está aberta a sugestões – tem a oportunidade de apreciar o que é dito. Mesmo que a esmagadora maioria do que for dito seja descartado, é possível que um advogado desconhecido de um Estado longínquo sugira algo importante ou demonstre um problema pragmático que ninguém foi capaz de enxergar. O simples fato de saber que o dito por uma voz outrora anônima foi <span style="text-decoration: underline;"><strong>considerado</strong></span> na criação de uma norma de tamanha importância mostra o quando a internet e as suas ferramentas estão impactando o avanço da nossa sociedade.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Mais uma vez, falo de experiência própria. Tomei um susto quando vi, via twitter, que um dos ilustres membros da Comissão de Juristas estava replicando alguns dos alfarrábios do bLex sobre o Novo CPC. Susto maior ainda tomei quando o mesmo jurista respondeu com um &#8220;Vou analisar essa proposta&#8221; a uma sugestão que despretensiosamente lhe foi oferecida.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Em suma, o anteprojeto pode ser histórico não apenas por ser um marco normativo e o início de uma nova era do direito processual pátrio. Pode também ser histórico pelo modo de sua concepção, que admite o debate amplo com atores que noutras épocas – seja por razões tradicionalistas, seja por razões logísticas – estariam absolutamente à margem do processo de criação legislativa.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">O Código Fux pode vir a ser o primeiro exemplo de legislação de impacto que – por opção consciente de seus idealizadores – deu ouvidos àquilo que chamo de &#8220;Direito em Tempo Real&#8221;. Isso, por si só, é uma demonstração extraordinária de amadurecimento democrático que, independentemente do resultado do anteprojeto, merece os nossos aplausos.</span><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"> </span></p>
<p>===================================================</p>
<p>Esta matéria foi útil? Então <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=Li4v">conheça o bLex</a>. Para receber notificações de artigos como este por email, preencha o formulário abaixo com seu endereço eletrônico, e clique em SUBSCRIBE.</p>
<form method="post" action=""><input type="hidden" name="ip" value="38.107.191.109" /><p>Your email:<br /><input type="text" name="email" value="Enter email address..." size="20" onfocus="if (this.value == 'Enter email address...') {this.value = '';}" onblur="if (this.value == '') {this.value = 'Enter email address...';}" /></p><p><input type="submit" name="subscribe" value="Subscribe" />&nbsp;<input type="submit" name="unsubscribe" value="Unsubscribe" /></p></form>

<p>Nós nunca, NUNCA, divulgaremos os emails de nosso assinantes a terceiros e nem mandaremos spam.</p>
<h1><a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3R3aXR0ZXIuY29tL2JsZXhfY29tX2Jy" target=\"_blank\">Siga o bLex no Twitter!!!</a></h1>
<p>Também não esqueça de deixar seus comentários. O sucesso deste projeto dependa da participação de leitores como você.</p>
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fblex.com.br%252Findex.php%252F2010%252Fatualidades%252F1145%22%2C%20%22style%22%3A%20%22small%22%2C%20%22title%22%3A%20%22%5BC%C3%B3digo%20Fux%2C%20o%20Novo%20CPC%5D%20Ouvindo%20a%20Voz%20do%20%E2%80%9CDireito%20Em%20Tempo%20Real%E2%80%9D%3F%22%20%7D);"><script type="text/javascript">topsyWidgetPreload({ "url": "http%3A%2F%2Fblex.com.br%2Findex.php%2F2010%2Fatualidades%2F1145", "style": "small", "title": "[Código Fux, o Novo CPC] Ouvindo a Voz do “Direito Em Tempo Real”?" });</script></div>

 <img src="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=1145" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1145/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Na Lanterninha Do Ensino Jurídico</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1140</link>
		<comments>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1140#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Feb 2010 20:35:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Fábio Jacob Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades e Política]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino Jurídico]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=1140</guid>
		<description><![CDATA[
<p>O Ensino Jurídico de hoje, e sua questionável qualidade, tem sido um dos temas que o bLex debate com certa frequência. (Veja os posts sobre o tema neste link).
</p>
<p>Na mesma linha, o Ney Bastos já usou este espaço para publicar um post polêmico para reclamar da (falta de) qualidade técnica de alguns profissionais do direito.
</p>
<p>Hoje, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">O Ensino Jurídico de hoje, e sua questionável qualidade, tem sido um dos temas que o bLex debate com certa frequência. (<a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL2luZGV4LnBocC90YWcvZW5zaW5vLWp1cmlkaWNv">Veja os posts sobre o tema neste link</a>).<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Na mesma linha, o Ney Bastos já usou este espaço para publicar um <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL2luZGV4LnBocC8yMDA5L2FuYWxpc2UvNzg2">post polêmico para reclamar da (falta de) qualidade técnica de alguns profissionais do direito</a>.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Hoje, com verdadeira tristeza no coração, é possível constatar – a partir da análise de dados concretos – que nossas reclamações não eram infundadas. Aliás, os números mostram que o Amazonas está na lanterninha do ensino jurídico brasileiro.<span id="more-1140"></span><br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">&#8220;Qualidade do Ensino Jurídico&#8221; é um conceito muito subjetivo para ser objetivamente mensurável. No entanto, hoje é possível utilizar o sucesso no exame da OAB como meio de medir o sucesso da empreitada de ensinar o direito aos jovens (e não-tão-jovens) acadêmicos de direito, pois a prova é unificada. A prova que candidatos à advocacia fazem no Ceará é a mesma realizada no Amazonas.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Pois bem. Analisando os resultados da OAB para a prova 2009/2 (pois os números da 2009/3 não estão disponíveis, uma vez que ainda está em andamento), esta é a proporção de aprovados para cada Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil:<br />
</span></p>
<div style="text-align: center;">
<table style="border-collapse: collapse;" border="0">
<colgroup>
<col style="width: 75px;"></col>
<col style="width: 179px;"></col>
</colgroup>
<tbody>
<tr style="height: 78px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">Seccional</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: solid 0.5pt; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">% de aprovados na 2a Fase em Relação aos presentes (incluíndo liminaristas)</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">OAB / CE</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">41,60</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">OAB / SE</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">39,41</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">OAB / BA</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">34,43</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">OAB / RJ</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">31,41</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">OAB / PE</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">30,96</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">OAB / DF</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">27,70</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">OAB / PA</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">26,98</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">OAB / RS</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">26,39</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">OAB / SC</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">24,76</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">OAB / PR</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">24,35</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">OAB / PI</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">20,87</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">OAB / PB</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">20,51</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">OAB / ES</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">20,48</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">OAB / SP</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">19,86</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">OAB / TO</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">19,55</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">OAB / RO</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">19,12</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">OAB / GO</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">18,96</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">OAB / MT</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">18,72</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">OAB / AL</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">18,64</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">OAB / MS</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">18,04</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">OAB / RN</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">17,29</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">OAB / AP</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">16,83</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">OAB / RR</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">16,67</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">OAB / AC</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">16,44</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">OAB / MA</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">15,48</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="background: yellow none repeat scroll 0% 0%; height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">OAB / AM</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">14,54</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;"><strong>TOTAL</strong></span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;"><strong>24,45</strong></span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Ou seja, enquanto, a grosso modo, dois de cada cinco candidatos obtiveram sucesso na OAB do Ceará, apenas um de cada sete bacharéis amazonenses fez o exame de ordem com êxito.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Ainda que uma taxa de aprovação entre 30 a 40% não seja nada a comemorar, é nesta faixa que se situam os melhores Estados da Federação. Com isso em mente, veja o desempenho por instituição:<br />
</span></p>
<div style="text-align: center;">
<table style="border-collapse: collapse;" border="0">
<colgroup>
<col style="width: 193px;"></col>
<col style="width: 176px;"></col>
</colgroup>
<tbody>
<tr style="height: 78px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">Instituição de Ensino</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: solid 0.5pt; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="middle">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">% de aprovados na 2a Fase em Relação aos presentes (incluíndo liminaristas)</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="bottom">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">UEA</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="bottom">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">45,83</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="bottom">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">UFAM</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="bottom">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">34,88</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="bottom">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">CIESA</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="bottom">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">16,19</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="bottom">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">UNINILTONLINS</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="bottom">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">15,96</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="bottom">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">UNINORTE</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="bottom">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">14,08</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="bottom">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">UNIP</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="bottom">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">9,30</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="bottom">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">CEULM/ULBRA</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="bottom">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">7,78</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="bottom">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">Faculdade Martha Falcão</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="bottom">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">6,67</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="bottom">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">ESBAM</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="bottom">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">0,00</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 20px;">
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: solid 0.5pt; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="bottom">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">FAMETRO</span></p>
</td>
<td style="padding-left: 5px; padding-right: 5px; border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid 0.5pt; border-right: solid 0.5pt;" valign="bottom">
<p style="text-align: center;"><span style="color: black;">0,00</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">É patente a diferença entre as públicas (UEA é Estadual e a UFAM, Federal) e as privadas.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Aliás, algo vale ser notado: A Fametro só tinha um inscrito, portanto a sua participação foi estatisticamente irrelevante. Agora a Esbam merece a &#8220;menção deshonrosa&#8221;: nenhum de seus 18 alunos obtiveram sucesso. [De outra banda, a jovem UEA merece louros, por ter desbancado a centenária Universidade Federal do Amazonas, minha <em>alma mater, </em>do topo da lista].<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"> De um ou de outro modo, eis é um retrato do estado do ensino jurídico do Amazonas e do Brasil. Aos interessados nos relatórios completos, que contemplam todas as faculdades do Brasil e que dão várias outras informações Estado por Estado, basta baixar os arquivos nos links seguintes:<br />
</span></p>
<p><a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3d3dy5vYWIub3JnLmJyL2V4YW1lZGVPcmRlbS9wZGYvT0FCXzA5XzJfRGVzZW1wZW5ob1NlY2Npb25haXNDb21TdWJKdWRpY2UucGRm"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">http://www.oab.org.br/examedeOrdem/pdf/OAB_09_2_DesempenhoSeccionaisComSubJudice.pdf</span></a><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><br />
</span></p>
<p><a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3d3dy5vYWIub3JnLmJyL2V4YW1lZGVPcmRlbS9wZGYvT0FCXzA5XzJfRGVzZW1wZW5ob0lFUy5wZGY="><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">http://www.oab.org.br/examedeOrdem/pdf/OAB_09_2_DesempenhoIES.pdf</span></a><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><br />
</span></p>
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fblex.com.br%252Findex.php%252F2010%252Fatualidades%252F1140%22%2C%20%22style%22%3A%20%22small%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Na%20Lanterninha%20Do%20Ensino%20Jur%C3%ADdico%22%20%7D);"><script type="text/javascript">topsyWidgetPreload({ "url": "http%3A%2F%2Fblex.com.br%2Findex.php%2F2010%2Fatualidades%2F1140", "style": "small", "title": "Na Lanterninha Do Ensino Jurídico" });</script></div>

 <img src="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=1140" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1140/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>16</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Brasil Progredindo: Prisão Preventiva de Arruda Decretada</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1138</link>
		<comments>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1138#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 23:19:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Fábio Jacob Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades e Política]]></category>
		<category><![CDATA[Política Nacional]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=1138</guid>
		<description><![CDATA[
<p>Nota: Graças à queda da internet no escritório, este post &#8211; que ficou pronto logo após veiculada a notícia &#8211; só foi publicado agora.</p>
<p>Toda vem que debatia a impunidade no Brasil, eu construía o seguinte argumento:
</p>
<p style="margin-left: 36pt;">Três dos últimos oito governadores do Estado Norte-Americano de Illinois estão presos, atrás das grades, e um quarto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Nota: Graças à queda da internet no escritório, este post &#8211; que ficou pronto logo após veiculada a notícia &#8211; só foi publicado agora.</em></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Toda vem que debatia a impunidade no Brasil, eu construía o seguinte argumento:<br />
</span></p>
<p style="margin-left: 36pt;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Três dos últimos oito governadores do Estado Norte-Americano de Illinois estão presos, atrás das grades, e um quarto está sofrendo persecução criminal. Essa estatística revela duas coisas: De um lado, mostra que a corrupção dos governantes não é um problema que existe só por aqui ao sul da linha do Equador. Mas, de outro lado, mostra que o Judiciário Norte-Americano se respeita, e respeita a sua missão constitucional. Estatisticamente, é mais arriscado ser Governador do Illinois do que cometer um assalto à mão armada, pois a taxa de condenação desde último crime certamente não é maior do que 37,5%. Agora pergunto: Qual o ex-governador – de qualquer Estado do Brasil – que hoje está preso? Nenhum? Será isso em função de existir mais corrupção no alto executivo de Illinois do que em todos os Estados brasileiros reunidos? Ou será isso por conta de termos um judiciário que ainda não aprendeu a exercer a sua missão constitucional?<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Fui surpreendido hoje – junto com o resto do Brasil – <span id="more-1138"></span>com a notícia da expedição de mandado de prisão preventiva contra um Governador da ativa. <span style="background-color: yellow;"><strong>Da Ativa!</strong></span> Não sei se, no caso concreto do Arruda, a decisão é justificada ou não, nem tenho elementos para dizer se está tecnicamente correta (pois nem conheço os autos do processo e tampouco atuo na esfera criminal comum). Mas posso dizer, como cidadão, que este ato representa mais um passo da nossa nação no caminho da real maturidade democrática e republicana. Há dez anos, quem diria que isso seria possível no Brasil?<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A mensagem aos Governadores Brasil afora é clara: aquela época de absoluta impunidade acabou. O fato de ser chefe do executivo já não mais é garantia de inabalável &#8220;passe livre&#8221; para o que der o vier. E quando as normas &#8220;tem dentes&#8221; e a Madame Justiça mostra que está disposta a usar a sua espada, floresce nas pessoas a necessidade de se preocupar um pouco mais com o respeito à Lei. Assim como o CNJ, com todas as suas falhas, criou nos magistrados brasileiros a preocupação de potencial responsabilização (que, para todos os efeitos práticos, inexistia naquela tenebrosa época pré-CNJ), a posição de hoje do STJ pode começar a incutir na cabeça do mandatário executivo brasileiro que a lei não é só para os súditos.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Termino dizendo que – se verdadeiras as alegações que pesam contra ele – os Arrudas do Brasil são fruto de um grave defeito na concepção de nossa Constituição, sobre a qual falaremos nos próximos dias.<br />
</span></p>
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fblex.com.br%252Findex.php%252F2010%252Fatualidades%252F1138%22%2C%20%22style%22%3A%20%22small%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Brasil%20Progredindo%3A%20Pris%C3%A3o%20Preventiva%20de%20Arruda%20Decretada%22%20%7D);"><script type="text/javascript">topsyWidgetPreload({ "url": "http%3A%2F%2Fblex.com.br%2Findex.php%2F2010%2Fatualidades%2F1138", "style": "small", "title": "Brasil Progredindo: Prisão Preventiva de Arruda Decretada" });</script></div>

 <img src="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=1138" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1138/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sugestões Para o Novo Código de Processo Civil (i): Sustentação em Agravo e Arbitragem</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1072</link>
		<comments>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1072#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 20:56:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Fábio Jacob Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades e Política]]></category>
		<category><![CDATA[Arbitragem]]></category>
		<category><![CDATA[Novo CPC]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentação Oral]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=1072</guid>
		<description><![CDATA[
<p>O Código Fux tem não apenas a oportunidade – mas também a missão – de aprimorar o direito processual. Conquanto as &#8220;decisões acerca das proposições temáticas&#8221; apresentadas pela Comissão de Juristas ao Senado Federal (como momento anterior à efetiva elaboração da redação dos dispositivos propostos) já apresentem diversos avanços importantes, existem muitos outros aspectos que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">O Código Fux tem não apenas a oportunidade – mas também a missão – de aprimorar o direito processual. Conquanto as &#8220;<span style="color: black;">decisões acerca das proposições temáticas&#8221; apresentadas pela Comissão de Juristas ao Senado Federal (como momento anterior à efetiva </span>elaboração da redação dos dispositivos propostos) já apresentem diversos avanços importantes, existem muitos outros aspectos que poderiam ser apreciados pelos doutos membros. Aliás, é grande mérito do Ministro Fux reconhecer a necessidade de participação dos jurisdicionados e usuários dos serviços jurisdicionais através de uma etapa de consultas públicas para colher sugestões para o novo diploma.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Com isso em mente, inauguramos hoje uma nova série onde os autores do bLex humildemente apresentarão, em doses homeopáticas, algumas sugestões que gostariam de ver discutidas pelos Juristas que compõem a Comissão.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Abro as sugestões com as seguintes:<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>1. Permitir Sustentação Oral em agravo contra decisão que defere ou indefere antecipação de tutela.</strong></span> Certas situações processuais são geradas por conta das sucessivas modificações do Código de Processo Civil, que não se preocuparam em manter um conjunto sistêmico coerente. Exemplo disso é o caso <span id="more-1072"></span>de sustentação oral em agravo de instrumento.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A redação original do CPC de 1973 já positivava a regra do art. 554. &#8220;Na sessão de julgamento, depois de feita a exposição da causa pelo relator, o presidente, se o recurso não for de embargos declaratórios ou de agravo de instrumento, dará a palavra, sucessivamente, ao recorrente e ao recorrido pelo prazo improrrogável de 15 (quinze) minutos para cada um, a fim de sustentarem as razões do recurso.&#8221;<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Esse dispositivo era razoável quando visto pela ótica da redação original do CPC: Os agravos se restringiam, em essência, à insurgência contra decisões processuais: oitiva de testemunhas, saneamento do processo, e, no máximo, decisão de natureza puramente cautelar (ou seja, assecuratória da eficácia do processo).<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">No entanto, com o advento da minirreforma processual de 1994, o juiz de primeiro grau passou a ter a possibilidade de antecipar os efeitos da tutela jurisdicional que seria devida ao final do feito. Com isso, passou a poder proferir uma decisão interlocutória (que, por definição, é mais precária) com efeito similar ao de sentença, sem que se tivessem esgotadas todas as etapas cognitivas do litígio. Essa decisão precária que antecipa os efeitos de sentença continuou sendo atacável por agravo, mas como a redação do art. 554 se manteve inalterada, quando o recurso chegava ao Tribunal o advogado se via impossibilitado de defender oralmente as razões de seu cliente.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Ora, se o advogado pode realizar sustentação oral quando do recurso contra a sentença (que é proferida quando esgotada a cognição), é evidente que a prudência e razoabilidade exigem que seja autorizado em fazê-lo quando o Tribunal aprecia uma decisão liminar, lastreada em cognição incompleta, mas que tem para a parte – pelo menos temporariamente – o mesmo efeito que teria a sentença final.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Segundo a Comissão de Juristas, será extinta &#8220;a figura do agravo, ressalvado o agravo de instrumento para as decisões de urgência satisfativas ou cautelares&#8221;.   Assim sendo, se o agravo de instrumento persistir única e tão somente para combater decisões liminares, a nova regra deveria contemplar a hipótese de sustentação oral em todas as oportunidades de manejo do referido recurso.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>2. Implementar mecanismos processuais de fomento à arbitragem e acabar com o atual desestímulo de celebração de compromisso arbitral endoprocessual.</strong></span> A Comissão, mui sabiamente, reservou a Arbitragem à lei específica que já regula esse instituto, concentrando as alterações na realização de conciliações processuais. Nada obstante, sem alterar os objetivos declarados da Comissão, é possível fazer alguns pequenos ajustes que viabilizam a eleição de arbitragem durante o curso do processo como umas das possíveis soluções para conciliação das partes e extinção do processo judicial.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Essa alternativa existe hoje no plano jurídico, mas por razões econômicas, o atual sistema acaba desestimulando a eleição da arbitragem após distribuído o feito na Justiça Comum.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">O novo CPC pode fomentar a substituição da via judicial já iniciada pela arbitral se incluir essas três pequenas mudanças:<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><span style="background-color: yellow; text-decoration: underline;">2.a.) Incluir a proposta de realização de compromisso arbitral como proposta padrão do juízo durante a audiência de conciliação se o judiciário não for capaz de levar as partes a transigirem e se nenhuma das partes for beneficiária da gratuidade de justiça.</span> Se o juízo passar a oferecer a opção de arbitragem às partes, pode transportar à esfera privada a resolução do litígio, fazendo que um feito a menos tramite desnecessariamente na justiça comum. Muitas vezes litígios com todas as características de resolução por arbitragem (por exemplo, causas com ação e reconvenção, ambas de elevado valor, onde litigam entre si duas empresas e cuja resolução depende da compreensão de aspectos técnicos) deixam de passar por uma solução privada mais eficiente simplesmente em função de ninguém sugerir essa opção. Assim, se o judiciário pudesse se livrar de alguns litígios complexos melhor adequados à arbitragem, poderia dedicar mais tempo e energia àqueles litígios para os quais a arbitragem não seria uma opção viável.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="background-color: yellow;">2.b.) Eximir de custas os litigantes que optarem pela celebração de compromisso arbitral judicial</span>.</span> Ainda que o juiz sugerisse a arbitragem em todos os litígios, essa sugestão seria inócua diante do  atual problema de custas. Diferente do que acontece com a celebração de acordo quanto ao mérito da demanda – que finaliza o litígio –, a opção pelo compromisso arbitral significa apenas que o litígio será decidido por um privado que é remunerado por esse serviço. Em estados onde as custas são muito caras (como acontece no Amazonas) um litígio pode facilmente representar R$15.000,00 (quinze mil reais) só de custas. O autor precisa antecipar esse valor das custas e, se optar pela arbitragem, além de arcar com sua parte dos honorários arbitrais, perderá as custas já pagas. Por essa razão, para o autor é inviável pensar em outra forma de solucionar seu litígio. Se assim proceder, perderá aquilo que já pagou de custas.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Para auxiliar na solução desse problema, a norma processual poderia isentar litigantes de custas se firmassem compromisso arbitral judicial. Com isso, se criaria um incentivo a pensar num caminho privado que – por óbvio – desafoga o judiciário.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Aliás, como proposta mais ampla, se a Comissão realmente quisesse um código que fomentasse a conciliação, poderia utilizar tal regra (isenção de custas) para todos aqueles que celebrassem acordo de qualquer natureza até a data da audiência de conciliação.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><span style="background-color: yellow; text-decoration: underline;">2.c.) Exigir as custas da execução de sentença arbitral apenas ao final.</span> Até a minirreforma que criou a fase de cumprimento de sentença, os litigantes primeiro promoviam o processo de conhecimento (pagando as custas respectivas) e depois promoviam um novo processo, de execução, onde novamente se viam obrigados a recolher custas. Os litigantes que submetiam originariamente os seus conflitos à jurisdição arbitral não arcavam com as custas do processo de conhecimento, mas pagavam os honorários arbitrais. Com a sentença arbitral em mãos, a executava, pagando custas tal e qual fazia quem tinha em mãos uma sentença judicial transitada em julgado. O custo relativo da arbitragem era apenas a diferença entre as custas processuais do processo de conhecimento e o valor dos honorários arbitrais.<br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Justiça Comum =  <span style="text-decoration: underline;"><strong>(Custas Para o Processo de Conhecimento)</strong></span> + <span style="text-decoration: underline;"><strong>(Custas Para A Execução)</strong></span><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Arbitragem =  <span style="text-decoration: underline;"><strong>(Honorários Arbitrais)</strong></span> + <span style="text-decoration: underline;"><strong>(Custas Para A Execução)</strong></span><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">LOGO:<br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Custo Relativo da Arbitragem = <span style="text-decoration: underline;"><strong>(Honorários Arbitrais)</strong></span> – <span style="text-decoration: underline;"><strong>(Custas Para o Processo de Conhecimento)</strong></span><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;">
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Com a implementação do cumprimento de sentença como fase do processo de conhecimento, os demandantes arbitrais ficaram em patente desvantagem econômica. Enquanto um litigante normal paga as custas apenas uma vez ao início do processo, quem opta pela via arbitral – e portanto tem seu primeiro contato com o judiciário quando quer fazer executar a sentença arbitral – paga pelos honorários dos árbitros e pelo valor das custas integrais quando promove a execução.  Isso aumenta o custo relativo da arbitragem e portanto torna a sua eleição menos viável:<br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Justiça Comum =  <span style="text-decoration: underline;"><strong>(Custas Para o Processo de Conhecimento)</strong></span><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Arbitragem =  <span style="text-decoration: underline;"><strong>(Honorários Arbitrais)</strong></span> + <span style="text-decoration: underline;"><strong>(Custas Para A Execução)</strong></span><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">LOGO:<br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Custo Relativo da Arbitragem = <span style="text-decoration: underline;"><strong>(Honorários Arbitrais)</strong></span><br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">É obvio que os modelos acima citados são imperfeitos, pois o autor/exequente/demandante adianta as custas, mas essas serão suportadas pelo vencido. Nada obstante, ao antecipar tais valores o autor empata seu capital de giro para cobrir os custos transacionais.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A solução para esse desestímulo é simples: Para a específica hipótese de execução de sentenças arbitrais, o ideal seria permitir o recolhimento das custas ao final, pelo vencido. Com isso, o detentor do direito não ficaria desestimulado a usar a arbitragem, enquanto o devedor teria um incentivo econômico de promover o pagamento da obrigação constante da sentença arbitral sem necessidade de execução judicial dessa obrigação.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><br />
</span></p>
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fblex.com.br%252Findex.php%252F2010%252Fatualidades%252F1072%22%2C%20%22style%22%3A%20%22small%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Sugest%C3%B5es%20Para%20o%20Novo%20C%C3%B3digo%20de%20Processo%20Civil%20%28i%29%3A%20Sustenta%C3%A7%C3%A3o%20em%20Agravo%20e%20Arbitragem%22%20%7D);"><script type="text/javascript">topsyWidgetPreload({ "url": "http%3A%2F%2Fblex.com.br%2Findex.php%2F2010%2Fatualidades%2F1072", "style": "small", "title": "Sugestões Para o Novo Código de Processo Civil (i): Sustentação em Agravo e Arbitragem" });</script></div>

 <img src="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=1072" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1072/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>As sentenças nulas da Meta 2</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1067</link>
		<comments>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1067#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 19:46:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ney Bastos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades e Política]]></category>
		<category><![CDATA[Meta 2]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=1067</guid>
		<description><![CDATA[
<p style="text-align: justify;">Retorno ao bLex para realizar a triste constatação de tal temor, em face da qualidade(ou melhor, falta dela) dos julgamentos &#8220;a rodo&#8221; que a Meta 2 está gerando.
</p>
<p style="text-align: justify;">Tenho me deparado com algumas decisões absurdas que, ao meu ver, só podem ser causadas pela obrigação desumana(o Daniel tem um post que faz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Retorno ao bLex para realizar a triste constatação de tal temor, em face da qualidade(ou melhor, falta dela) dos julgamentos &#8220;a rodo&#8221; que a Meta 2 está gerando.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Tenho me deparado com algumas decisões absurdas que, ao meu ver, só podem ser causadas pela obrigação desumana(o Daniel tem um <em>post </em>que faz interessante análise estatística da questão) do julgador realizar um sem número de julgamentos em exíguo prazo. Não pode ser desconsiderada a participação do certo desinteresse com que alguns magistrados exercem a função que lhes cabe.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Dentre os julgados que se enquadram nesta triste constatação, o abaixo citado é certamente um dos mais teratológicos, senão vejamos:<strong><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 72pt;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><strong><em>&#8220;Sentença<br />
</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 72pt;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><strong><em>Autos n°:<span id="more-1067"></span> xxxxxxxxxxxxx<br />
</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 72pt;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><strong><em>Ação: Cobrança/Ordinário<br />
</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 72pt;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><strong><em>Requerente: xxxxxxxxxxxxx<br />
</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 72pt;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><strong><em>Requerido: xxxxxxxxxxxxx<br />
</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 72pt;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><strong><em>META 02<br />
</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 72pt;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><em>Vistos etc.<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 72pt;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><em><strong>xxxxxxxxxxxxx.</strong>, por seu advogado, propôs ação de cobrança em face de <strong>xxxxxxxxxxxxx</strong>, pelos fatos e fundamentos expostos com a inicial.<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 72pt;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><em>Instada a manifestar-se, a parte Requerida deixou transcorrer in albis o prazo da contestação.<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 72pt;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><em>É o breve relatório.<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 72pt;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><em>Decido.<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 72pt;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><em>Possível aferir que o ato omissivo do Requerido é hipótese que se subsume ao previsto no artigo 319 do CPC. Assim, tomo por verdadeiros os fatos afirmados pela parte Requerente.<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 72pt;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><em>Por todo o exposto, com fincas do CPC 269 I, julgo totalmente improcedente o pedido formulado na inicial, condenando a parte Requerente ao pagamento de custas e honorários advocatícios no montante de 10% sobre o valor da causa.<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 72pt;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><em>Oposto recurso de embargos de declaração, com efeito modificativo, intime-se a parte Embargada para se manifestar no prazo legal.<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 72pt;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><em>Oposto recurso de apelação, será recebida no duplo efeito (CPC 520), e determino seja intimado a parte Apelada para responder no prazo de lei. Após, proceda-se a remessa ao E. Tribunal de Justiça do Amazonas.<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 72pt;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><em>Transitada em julgado, arquivem-se os presentes autos com as cautelas devidas.<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 72pt;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><em>P.R.I.C.<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 72pt;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><em>Manaus, 15 de outubro de 2009.&#8221;<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Ahn? Pois é, também foi essa minha reação e há de ser a de qualquer operador do direito ou mesmo de qualquer estudante que já haja cumprido a disciplina Processo civil I de sua grade acadêmica. Releva ressaltar que &#8216;isso&#8221; é uma sentença de uma ação que tramita na Justiça Comum.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A teratologia da sentença é tamanha que prescindiria maiores digressões, contudo, como um dos objetivos do bLex é a discussão técnica do direito, serão, posteriormente destacados seus vícios mais nítidos.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Já foi discutido, em <em>posts</em> anteriores, o risco de que a busca atabalhoada da celeridade processual negligenciasse outros caros objetivos da prestação jurisdicional.  É certo que se a tutela jurisdicional tardia não é justiça, mas injustiça, outra adjetivação não merece aquela que embora rápida é prestada de maneira míope.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Quando o jurisdicionado provoca o judiciário, buscando a resolução de seu litígio, almeja, e tem o direito de cobrar, que tal resolução se efetive, não apenas de forma célere, mas também de forma adequada. Buscando: um processo legal devido; o reconhecimento do direito material a quem realmente lhe faça jus; verdade real etc.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Trata-se de verdadeira obrigação estatal, até como contraprestação ao monopólio da jurisdição. Ao impedir que o cidadão resolva seus litígios através da própria força, submetendo-se ao que o estado entende adequado, há de se ofertar aos litigantes uma resolução que efetivamente seja capaz de pacificá-los.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">O mínimo que os cidadãos têm o direito de exigir é que seus litígios verdadeiramente sejam analisados pelos julgadores, através do confronto de fatos e de argumentos jurídicos. Não se olvidando que é importante que esta tarefa seja cumprida da maneira mais rápida possível.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Não é nenhuma novidade que o judiciário não tem conseguido equacionar estes dois objetivos de maneira satisfatória, sendo em tese esta a justificativa para a Meta 2, criada pelo CNJ.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A referida Meta, em que pese a grandeza de seu objetivos, <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL2luZGV4LnBocC8yMDA5L2F0dWFsaWRhZGVzLzM3Mg==">sempre gerou preocupações nos membros deste <em>blog </em>(conforme já externado em <em>posts</em> anteriores)</a>, no sentido de que  na maneira em que foi concebida poderia até mitigar um dos fatores da equação, mas dificilmente os dois.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Pois bem, direciono-me agora a sentença citada.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Inicialmente, de se atestar que a sentença é absolutamente nula, pela mais pura e total falta de fundamentação, afrontando diretamente os artigos 458, II do CPC e, sobretudo, o artigo 93, IX da CF/88. O conteúdo da sentença é quão simplório que nem mesmo o exercício do direito recursal é possível (com exceção aos embargos declaratórios que teriam justamente o objetivo integra a decisão a parte essencial que lhe falta).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Impossível a interposição de um recurso de apelação, visto que não se sabe quais as razões que levaram o julgador a proferir tal sentença.  O julgamento foi de improcedência total, mas sabe-se lá por que.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Não há ainda como se olvidar a cabal contradição interna do decisório, ao aplicar a presunção de veracidade dos fatos alegados pelo requerente, em face da aplicação da revelia e, sem qualquer razão lógica, julgar o feito totalmente improcedente.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">De certo, que não há(embora alguns juízes ignorem tal fato) a costumeira relação entre revelia e procedência total da demanda. a presunção de veracidade se aplica tão somente quanto aos fatos, sendo certo que isso não significa que a pretensão o se transforma automaticamente em totalmente procedente. A conseqüência jurídica indicada pelo autor aos fatos tidos como verdadeiros pode ser descabida.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Mesmo em casos de revelia, continua o magistrado obrigado: a analisar o preenchimento por parte do autor, das condições da ação e dos pressupostos processuais; a aplicar direito da maneira adequada aos fatos articulados; bem como averiguar a veracidade das alegações(não se pode desconsiderar a possibilidade de que um documento juntado pelo próprio autor faça prova contrária ao que alega).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Conforme entendimento jurisprudencial majoritário, a presunção contida na norma do artigo 319 advinda da decretação da revelia não é absoluta.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Ocorre que no caso citado, como a sentença não indica sequer sugestivamente o que poderia ter causado a improcedência, em que pese a revelia do requerido, a contradição é patente. O ordinário na hipótese de se considere verdadeiro o que o autor alega é que o julgado seja ao menos parcialmente procedente, sendo certo que o extraordinário exigiria alguma justificativa.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">O fato é que a justificava não veio, mesmo porque não há no julgado justificativa quanto a nada.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Pois bem, garanto-lhes que meu cliente preferia esperar mais um pouco pela sentença, mas ver verdadeiramente prolatada uma em seu processo.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Obs.: Na semana que vem, retorno a análise  da proposta de Anteprojeto do CPC.</span></p>
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fblex.com.br%252Findex.php%252F2010%252Fatualidades%252F1067%22%2C%20%22style%22%3A%20%22small%22%2C%20%22title%22%3A%20%22As%20senten%C3%A7as%20nulas%20da%20Meta%202%22%20%7D);"><script type="text/javascript">topsyWidgetPreload({ "url": "http%3A%2F%2Fblex.com.br%2Findex.php%2F2010%2Fatualidades%2F1067", "style": "small", "title": "As sentenças nulas da Meta 2" });</script></div>

 <img src="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=1067" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1067/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Entendendo o Anteprojeto do CPC: Amicus Curiae</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1030</link>
		<comments>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1030#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 20:30:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Fábio Jacob Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades e Política]]></category>
		<category><![CDATA[Novo CPC]]></category>
		<category><![CDATA[Processo Civil]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=1030</guid>
		<description><![CDATA[
<p>Continuando com a análise dos paralelos norte-americanos aos novos institutos propostos no Anteprojeto do Novo Código de Processo Civil, falarei hoje brevemente sobre o amicus curiae (ou amicus curiæ) . Segundo o trabalho já publicado pela comissão de juristas, a previsão é permitir ao magistrado &#8220;a seu critério, o chamamento de amicus curie, sem modificação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Continuando com a análise dos paralelos norte-americanos aos novos institutos propostos no Anteprojeto do Novo Código de Processo Civil, falarei hoje brevemente sobre o <em>amicus curiae </em>(ou amicus curiæ) <em>. </em>Segundo o trabalho já publicado pela comissão de juristas, a previsão é permitir ao magistrado &#8220;<span style="color: black;"><em>a seu critério, o chamamento de amicus curie, sem modificação de competência</em></span></span><em>&#8220;.<br />
</em></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Amicus curiae, que significa literalmente &#8220;amigo da corte&#8221;, nada mais é do que alguém que não é parte no processo, e que não necessariamente tem <span style="text-decoration: underline;"><strong>interesse jurídico</strong></span> no resultado do caso concreto, mas que tem interesse na decisão a ser tomada pelo judiciário.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A perfeita compreensão do papel dos <em>amici</em> (o plural é escrito assim) depende da compreensão do papel dos precedentes nos sistemas de <em>common law</em>. (Eu sei que eu já comecei a falar sobre essas diferenças de <em>common law </em>e<em> civil law</em> no post sobre a coletivização da ação, então para que a repetição não fique muito enfadonha, adicionei algumas ilustrações).<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Até pouco tempo atrás, o papel do magistrado brasileiro podia ser representado da seguinte forma:<br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://blex.com.br/wp-content/uploads/2010/01/011410_2029_Entendendoo1.png" alt="" /><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><br />
</span></p>
<p><span id="more-1030"></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Como típico julgador de sistema de países de <em>civil law </em>(de ascendência romana), o juiz brasileiro aplicava aos fatos do caso o direito, sendo que o direito era aquilo que o juiz interpretava diretamente a partir da leitura da própria lei pelo magistrado. Nesse sistema, pouco interessa – pelo menos do ponto de vista formal – como haviam decidido outros magistrados ou tribunais superiores em relação a casos idênticos. Cada juiz, para decidir o litígio posto à jurisdição, fazia uma interpretação pessoal e direta da lei (ou seja, interpretava a lei como bem quisesse), pois o direito a ser aplicado aos fatos do caso era apenas a própria lei.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Não é essa a lógica que rege os países de <em>common law </em>tal como os Estados Unidos, cuja representação pode ser a seguinte:<br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://blex.com.br/wp-content/uploads/2010/01/011410_2029_Entendendoo2.png" alt="" /><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A fonte do &#8220;direito&#8221; no <em>common law </em>não é necessariamente a lei, mas sim os precedentes que o interpretam. Para exemplificar o modo de pensar do jurista norte-americano, lembro de uma frase de um professor meu de mestrado, ao comentar um dispositivo da <span style="text-decoration: underline;"><strong>lei</strong></span> americana de propriedade intelectual de topografia de circuitos integrados: &#8220;<em>It&#8217;s an interesting rule, but unfortunately there is no law on this subject</em>&#8220;.  {É uma regra (lei) interessante, mas infelizmente não existe direito quanto a essa matéria}. Ou seja, apesar de existir um lei aprovada pelo Congresso, e sancionada pelo presidente da república, não há &#8220;direito&#8221; pois não há decisão judicial interpretando a norma positivada.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Segundo a lógica do <em>common law, </em>a não ser que seja a primeira vez em que o judiciário interpreta um dispositivo legal (<em>case of first impression</em>) a interlocução do magistrado com a lei é mediata, e acontece por intermédio dos precedentes. É o conjunto de precedentes que, <em>a priori</em>, desenha o que é o direito a ser aplicado no caso concreto.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Com isso em mente, percebe-se que existe um fator extremamente relevante que diferencia um sistema precedencialista de outro que não o seja. Na <em>civil law</em>, cada caso é um caso, e a lei será originariamente interpretada pelo julgador cada vez que uma demanda for posta à jurisdição. Portanto, se não sou parte ou juridicamente interessado no resultado de um litígio, não há motivo qualquer formal para me preocupar com as decisões que o judiciário tome antes de decidir o meu caso.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">O contrário é verdade nos sistemas precedencialistas. Digamos que exista um litígio (vamos chamá-lo de &#8220;Caso Z&#8221;) que debata uma tese jurídica que já é objeto de outro litígio, com outras partes (o &#8220;Caso X&#8221;), que está prestes a ser julgado. Num sistema de precedentes, a decisão do Caso X influenciará formal e diretamente o resultado do Caso Z:<br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://blex.com.br/wp-content/uploads/2010/01/011410_2029_Entendendoo3.png" alt="" /><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Se é assim, o resultado do Caso X interessa não só às partes do Caso X, mas também às partes do Caso Z e, em última análise, à  sociedade em geral, principalmente se o Caso X é o primeiro que decide uma nova tese jurídica.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">É por conta do reconhecimento do impacto dos precedentes na sociedade e no direito que os sistemas de <em>common law</em> adotaram a moderna sistemática do <em>amicus curiae. </em><br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Através da figura do <em>amicus</em> a sociedade civil tem a oportunidade de se manifestar num processo onde não é parte e nem tem interesse jurídico, para submeter razões e argumentos à corte no interesse de auxiliar o tribunal a tomar uma decisão – e fixar um precedente – considerando o mais amplo leque de interesses sociais que serão afetados. O papel do <em>amicus curiae</em> é ajudar o julgador a tomar uma decisão acertada (daí porque &#8220;amigo da corte&#8221;) e não necessariamente o de defender um ou outro lado da demanda, muito embora sua manifestação na maior parte das vezes culmine em auxílio à posição de uma das partes.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">No sistema americano, o <em>amicus</em> deve obter autorização do julgador para se manifestar antes de entranhar suas razões aos autos, exceto na hipótese de entes públicos, que têm o direito de atuar como <em>amici</em> sempre que assim desejarem. Na prática, a petição de autorização de manifestação já vem acompanhada das razões do <em>amicus</em>, e deve ser oferecida dentro de prazos preestabelecidos.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">O <em>amicus curiae</em> não pede providências do juiz, não recorre e, excetuadas situações excepcionalíssimas, não profere sustentação oral. Simplesmente submete razões, no interesse de contribuir com bons precedentes e com a boa aplicação do direito.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Esse instituto é um veículo para o exercício de cidadania no seio de processos judiciais. Basta ver o exemplo de <em>amici</em> de alguns casos recentes nos Estados Unidos. Além dos previsíveis (Ordem dos Advogados, Estados da União, Associações de Classe, Câmaras de Comércio etc&#8230;), submeteram razões como amigo da corte em processos diversos professores de economia; promotores aposentados; igrejas; cientistas; <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3d3dy5zY290dXNibG9nLmNvbS93cC1jb250ZW50L3VwbG9hZHMvMjAwOS8xMS8wOS0xOThfYW1pY3VzLUFwcGxlLUluYy4tQ2lzY28tU3lzdGVtcy1JbmMuLUdvb2dsZS1JbmMuLU1pY3Jvc29mdC1Db3JwLi1TeW1hbnRlYy1Db3JwLi1hbmQtWWFob28tSW5jLi1TdXBwb3J0aW5nLVBldGl0aW9uZXJzLnBkZg==">Google, Apple e Microsoft (juntas)</a>; psicólogos, professores, Associação de Bibliotecários, etc&#8230;<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A introdução da figura do <em>amicus </em> no sistema brasileiro não é nenhuma surpresa; é sim consequência natural do movimento de dar cores precedencialistas ao nosso sistema de <em>civil law. </em>Por inúmeros motivos já discutidos em posts anteriores (<a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL2luZGV4LnBocC8yMDA5L2FuYWxpc2UvMzY1">aqui</a> e <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL2luZGV4LnBocC8yMDEwL2F0dWFsaWRhZGVzLzEwMTA=">aqui</a>) o direito brasileiro está dando força aos precedentes e permitido que os mesmos passem a ter um papel (ainda que secundário) na definição formal do direito. Esse movimento é salutar, pois além de racionalizar o sistema e dar segurança jurídica ao jurisdicionado, um sistema de precedentes diminui a quantidade de recursos e é um balde de água fria naqueles que promoviam litígios apenas para apostar na variante interpretação do judiciário.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Se queremos dar força aos precedentes judiciais, precisamos também oportunizar à sociedade voz em processos judiciais que podem impactar indiretamente grande parcela da coletividade. É a isso que se presta a figura de <em>amicus</em>.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A comissão de juristas já antecipou três características da aplicação do conceito de amicus entre nós. Primeiro, a discricionariedade do juízo para autorizar a manifestação (tal como ocorre nos EUA, exceto para entes públicos, que sempre têm o direito de se manifestar como <em>amici</em> em qualquer feito). Segundo, disse que a apresentação de razões do amigo da corte não alterará competência. Assim, a União pode se manifestar como <em>amicus </em> de um processo estadual, sem que isso atraia a competência da justiça federal. Por último – e o que me parece uma interessante inovação – é a aparente possibilidade do próprio juízo chamar terceiros a se manifestarem como <em>amici</em>. Assim, como se depreende da atual redação do documento da Comissão de Juristas, se um julgador decidir ser valioso ouvir a CUT, o Greenpeace e a Fiesp antes de decidir uma lide entre privados, vai aparentemente poder chamá-los a se manifestarem na condição de <em>amici</em>.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"> Vale lembrar que em processo de controle concentrado de constitucionalidade, o Supremo já vinha aceitando a manifestação de entidades na condição de <em>amici</em> diante da eficácia <em>erga omnes</em> de suas decisão. Positivar o instituto como possibilidade para todo o judiciário é, a meu ver, uma das atitudes mais democráticas da atual reforma, e sistematiza o nosso processo à nova eficácia que vem se dando aos precedentes de cortes brasileiras.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><br />
</span></p>
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fblex.com.br%252Findex.php%252F2010%252Fatualidades%252F1030%22%2C%20%22style%22%3A%20%22small%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Entendendo%20o%20Anteprojeto%20do%20CPC%3A%20Amicus%20Curiae%22%20%7D);"><script type="text/javascript">topsyWidgetPreload({ "url": "http%3A%2F%2Fblex.com.br%2Findex.php%2F2010%2Fatualidades%2F1030", "style": "small", "title": "Entendendo o Anteprojeto do CPC: Amicus Curiae" });</script></div>

 <img src="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=1030" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1030/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Entendendo o Anteprojeto do CPC: Incidente de Coletivização e Class Action Lawsuits</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1010</link>
		<comments>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1010#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 03:57:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Fábio Jacob Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades e Política]]></category>
		<category><![CDATA[Novo CPC]]></category>
		<category><![CDATA[Processo Civil]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=1010</guid>
		<description><![CDATA[
<p>O processo civil brasileiro está num momento crucial. Todos assistimos ansiosos ao trabalho da Comissão de Juristas, que promete entregar em menos de seis meses um Anteprojeto científico, pensado pelos maiores processualistas do país, e debatido por vários setores da sociedade.
</p>
<p>O primeiro produto de trabalho da Comissão de Juristas já formalizou e sistematizou alguns conceitos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">O processo civil brasileiro está num momento crucial. Todos assistimos ansiosos ao trabalho da Comissão de Juristas, que promete entregar em menos de seis meses um Anteprojeto científico, pensado pelos maiores processualistas do país, e debatido por vários setores da sociedade.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">O primeiro produto de trabalho da Comissão de Juristas já formalizou e sistematizou alguns conceitos que, em grandes linhas, pretende incluir no Anteprojeto.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Três dos conceitos propostos – o Incidente de Coletivização, o <em>Amicus Curiae, </em>e o procedimento pré-judicial de produção de provas – merecem destaque, por possibilitarem melhor entendimento a partir da ótica do direito comparado. Todas as três figuras encontram eco, por exemplo, no processo judicial norte-americano.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Portanto, esta semana falarei dos três conceitos tal como adotados no processo estadunidense, com o objetivo de que podem vir a ser adotados os seus paralelos entre nós.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">O Tópico de hoje é a <span style="text-decoration: underline;"><strong>O Incidente de Coletivização e o <em>Class Action Lawsuit<span id="more-1010"></span></em></strong></span><br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Quando a doutrina comparativa clássica confronta o papel do juiz nos sistemas de vocação romana (denominados <em>Civil Law Jurisdictions</em>) com seu contraparte nos ordenamento de tradição anglo-saxã (ou <em>Common Law Jurisdictions</em>) é comum ler que enquanto os julgadores de <em>civil law</em> são, nas palavras de Montesquieu, <em>la bouche de la loi </em>(ou a boca da lei), os magistrados do <em>common law</em> são os depositários do direito.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Essa diferenciação se justificava pois, em sistemas como o nosso. Cada magistrado, do mais recente empossado na carreira ao presidente da Corte mais alta do país, tinha a mesma função de interpretar diretamente o direito positivo. Noutras palavras, para cada caso concreto, cada julgador fazia interlocução direta com a lei e interpretava seu sentido como melhor entendesse. Os julgamentos de outros juízes ou tribunais poderiam até influenciar na decisão mas, a rigor, nada impedia que o juiz substituto de <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3B0Lndpa2lwZWRpYS5vcmcvd2lraS9TYW50YV9DcnV6X2RlX01pbmFz">Santa Cruz de Minas</a> pudesse muito bem dizer que a interpretação que o Supremo deu à Constituição Federal estava equivocada. Nesse cenário, todo juiz era, de fato, apenas a boca da lei; cada magistrado poderia dizer o que achava que a lei dizia e os pronunciamentos jurisdicionais anteriores não vinculavam de qualquer modo os posteriores. No sistema clássico de <em>civil law </em>a lei positivada <span style="text-decoration: underline;"><strong>é</strong></span> o direito.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">No <em>common law</em> a situação é bem diferente. Para julgar um caso concreto, um magistrado deve olhar para a lei tal como interpretada pelos tribunais. A interlocução do julgador, neste caso, não é diretamente com a lei, mas sim com os precedentes que já aplicaram a lei a fatos idênticos ou similares (exceto, por óbvio, naqueles casos chamados <em>cases of first impression</em>, em que o julgador tem a obrigação de interpretar a norma pela primeira vez e lavrar o primeiro precedente a respeito do assunto). Assim, o conceito de direito não é &#8220;a lei positiva&#8221;, mas sim &#8220;a lei interpretada pelos julgados precedentes&#8221;. Nesta hipótese, o magistrado não é apenas a &#8220;boca da lei&#8221; que se limita a falar qual é o direito, pois se os julgados que profere são capazes de modificar o próprio conteúdo do direito é só porque o direito está depositado na função jurisdicional.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Essa diferença histórica tem se erodido nos últimos anos (<a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL2luZGV4LnBocC8yMDA5L2FuYWxpc2UvMzY1">Já escrevi aqui no bLex sobre essa evolução do nosso direito pretoriano</a>) e uma análise fria do corrente estado do nosso processo civil leva à inexorável conclusão de que o direito brasileiro está se tornando um direito precedencialista.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Os precedentes do STF e do STJ hoje têm, sim, o condão de impactar e amoldar o nosso conceito de direito. As súmulas vinculantes são uma clara demonstração da possibilidade de se dar força normativa aos entendimentos jurisprudenciais. O mesmo ocorre, ainda que de maneira mais sutil, com a lei de recursos repetitivos. Até mesmo o juiz de primeiro grau pode se valer de seus próprios precedentes para julgar improcedentes ações, mesmo sem mandar citar a parte contrária.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Essa tendência de valorização aos precedentes está ligada à racionalização da prestação jurisdicional. Afinal de contas, num sistema para o qual não importam os precedentes, cada juiz profere a decisão que bem entende e quem sofre é o jurisdicionado, pois a possibilidade de decisões díspares quanto a casos idênticos é altíssima, especialmente se considerarmos que existem cerca de 5.000 juízes, com o potencial risco – como eloqüentemente alertado por Racionais MC – de para &#8220;cada cabeça, uma sentença&#8221;.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Uma vez tomada a decisão de dar importância jurídica aos precedentes e à uniformidade de aplicação do direito pelo Poder Judiciário – como parece ter silenciosamente ocorrido entre nós – o próximo passo lógico passa a ser admitir a reunião de feitos idênticos para processamento nas instâncias ordinárias.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">É a isso que se presta a coletivização do processo. Não sabemos ainda qual o contorno que a Comissão de Juristas pretende dar a esse incidente, mas temos o claro exemplo da prática norte-americana de Class Action. Devo lembrar que todos os aspectos do direito americano citados neste post são generalizações, pois cada um dos 50 estados unidos tem seu próprio conjunto de regras processuais (isso sem falar nas regras de procedimento aplicáveis em nível federal). Mas, a grosso modo, o processo de lá funciona do seguinte modo: propõe-se uma ação com um indivíduo (ou um pequeno grupo de indivíduos) que tem uma prototípica causa de pedir, representativa de um problema de fato e de direito que ocorre uniformemente. Noutras palavras, várias outras pessoas que ainda não são partes do litígio se situam num estado fático-jurídico similar aos autores (ou, em casos tão raros que nem serão comentados aqui, dos réus). A parte então pede que o juiz certifique a existência de uma classe, que o magistrado só pode fazer se perceber que os seguintes requisitos se encontram reunidos.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">(a) a classe deve ser grande o suficiente que tornaria impraticável a promoção de ações individuais;<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">(b) a causa de pedir, tanto no aspecto jurídico quanto no fático, deve ser em comum a todos os indivíduos da classe;<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">(c) a ação do autor original deve ser típica dos problemas dos demais indivíduos da classe;<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">(d) o autor original (ou &#8220;parte representativa&#8221;) deve ter os meios para proteger os interesses das classe (o juiz pode determinar, por exemplo, que a classe seja representada por um escritório de advocacia com mais meios, capacidade e recursos do que o profissional que atua em nome da parte representativa); e<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">(e) a resolução do conflito se resolverá de modo mais eficiente mediante a ação de classe, ao revés de ações individuais.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Certificada a existência da classe, seus membros são identificados e tentativas razoáveis serão feitas para notificá-los da existência desta ação. (Essa notificação pode se dar por correio, por rádio, jornal, e-mails etc.). Pessoas que não tenham interesse de participar da classe devem informar aos advogados da classe ou ao juízo. Assim fazendo, preservam o direito de promover a ação por conta própria. Quem não comunicar tempestivamente seu interesse de ser removido é considerado como membro da classe e seus interesses serão representados pelos advogados da classe.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A <em>class action</em> é uma figura muito interessante, pois possibilita litígios que seriam outrora inviáveis. Digamos que o banco cobre de cada um de seus clientes uma tarifa indevida de R$ 0,80. Com raríssimas exceções, ninguém vai à justiça reclamar por menos de um real. Agora, se o banco tem um milhão de clientes numa classe idêntica, promove-se uma <em>class action </em>para receber o dinheiro indevidamente descontado em dobro. Se a ação for julgada procedente, o banco vai ser obrigado a devolver em dobro os oitocentos mil reais que tomou indevidamente de seus clientes. Cada membro da classe deve receber cerca de R$ 1,28 sem ter feito nada a não ser assistir a justiça ser feita em seu nome.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Por que R$ 1,28, você pergunta, já que o dobro de R$ 0,80 é R$ 1,60? É que os diligentes advogados que representaram a classe têm direito a 20%, que representa apenas R$ 0,32 de cada membro da classe (ou R$ 320.000,00 reais no total).<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Exceto o réu derrotado, todos saem felizes. Os advogados da classe, os membros da classe, e o judiciário.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">É claro que o incidente de coletivização precisa vir construído com as necessárias salvaguardas para evitar abusos, mas são instrumentos de imensa valia para os réus também. Quando certificada a classe, os réus não precisam administrar milhares de ações separadas, o que diminui os custos transacionais.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Doutro giro, se o réu for vencedor numa <em>class action</em> se vê livre de um problema, exceto para aquela minúscula parcela de pessoas que optou por se excluir da classe. Mesmo que seja parcialmente derrotado, tem a benção de uma só decisão de aplicação uniforme a todos os membros da classe ao invés de perder 400 ações, cada uma com uma forma diferente de condenação (o que aumenta os custos de administração do cumprimento das múltiplas decisões.)<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Além disso, as <em>class actions</em> são importantes por impossibilitarem aquela conhecida miopia de que sofrem alguns magistrados quando a autora é uma doce velhinha nonagenária que não tem absolutamente nenhum direito. Nestes casos, alguns juízes fingem desconhecer o impacto que têm as decisões e tendem a praticar <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL2luZGV4LnBocC8yMDA5L2FuYWxpc2UvNzIz">a tal justiça social judicial</a> que tanto criticamos. Se o julgador tem obrigação de tomar uma decisão uniforme para uma classe gigante, tende a medir mais os seus atos e pesar as consequências gerais do seu comando para todas as partes envolvidas.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Portanto, é um instrumento que favorece os autores quando estes têm razão, favorecem os réus quando estes estão corretos, ajudam na eficiência do judiciário transformando centenas ou milhares de processos num só.  A coletivização é um instrumento que – se bem regulado, para evitar abusos – pode ser de extrema valia para a sociedade. Pessoalmente, estou ansioso para ver a próxima versão mais detalhada do texto do Anteprojeto neste ponto e mais, não vejo a hora de estar litigando num feito coletivizado.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><br />
</span></p>
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fblex.com.br%252Findex.php%252F2010%252Fatualidades%252F1010%22%2C%20%22style%22%3A%20%22small%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Entendendo%20o%20Anteprojeto%20do%20CPC%3A%20Incidente%20de%20Coletiviza%C3%A7%C3%A3o%20e%20Class%20Action%20Lawsuits%20%22%20%7D);"><script type="text/javascript">topsyWidgetPreload({ "url": "http%3A%2F%2Fblex.com.br%2Findex.php%2F2010%2Fatualidades%2F1010", "style": "small", "title": "Entendendo o Anteprojeto do CPC: Incidente de Coletivização e Class Action Lawsuits " });</script></div>

 <img src="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=1010" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1010/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>10</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Entendendo o Anteprojeto do Novo Código de Processo Civil: Parte Geral (I)</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1002</link>
		<comments>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1002#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 07 Jan 2010 20:29:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ney Bastos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades e Política]]></category>
		<category><![CDATA[Novo CPC]]></category>
		<category><![CDATA[Processo Civil]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=1002</guid>
		<description><![CDATA[
<p style="text-align: justify;">Caros leitores, conforme destaquei em meu último post, em 30 de setembro de 2009, foi instituída, pelo Ato n. 379/2009 do Presidente do Senado Federal, a Comissão de Juristas encarregada de elaborar o Anteprojeto do Novo Código de Processo Civil, já havendo sido realizadas as primeiras indicações a respeito do anteprojeto a ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><span style="color: black;">Caros leitores, </span>conforme destaquei em meu último <em>post</em><span style="color: black;">, em 30 de setembro de 2009, foi instituída, pelo Ato n. 379/2009 do Presidente do Senado Federal, a Comissão de Juristas encarregada de elaborar o Anteprojeto do Novo Código de Processo Civil, já havendo sido realizadas as primeiras indicações a respeito do anteprojeto a ser apresentado futuramente. Naquela oportunidade, prometi enfrentar as principais alterações propostas, ao menos aquelas em que já é possível se vislumbrar como iriam se procedimentalizar, sendo o que passo a fazer a partir deste momento.<br />
</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">As alterações propostas são várias e estão dividas em: Parte Geral, Procedimentos Especiais, Processo de Conhecimento, Processo de Execução e Recursos, sendo esta a ordem de enfrentamento neste <em>blog.</em><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">De antemão destaco dois pontos: <span id="more-1002"></span>primeiro que será apresentado um <em>post </em>semanal para cada um destes pontos, visto que estão subdividos em várias propostas e; segundo, que o objetivo neste momento é mais acadêmico que prático, visto que se trata da primeira proposta de anteprojeto, sendo certo que quando o próprio anteprojeto estiver consolidado haverá alterações em decorrência de seu trâmite no congresso.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Colocando a mão na massa, as propostas quanto a parte geral estão elencadas em alíneas que vão de &#8220;a&#8221; a &#8220;m&#8221; que, por motivos lógico-sistemáticos serão enfrentados nesta mesma ordem.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">As duas primeiras propostas, apresentadas pelas alíneas &#8220;a&#8221; a &#8220;e&#8221;, devem ser analisadas em conjunto por se completarem:<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><em><strong>a) </strong>O Anteprojeto do Novo Código de Processo Civil será dividido em 6 (seis) Livros: Parte Geral, Processo de Conhecimento, Processo de Execução e Cumprimento de Sentença, Procedimentos Especiais, Recursos e Disposições Finais e Transitórias.<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><em><strong>b) </strong>Inclusão das matérias sobre jurisdição, ação, partes, procuradores, Ministério Público, Órgãos Judiciários e auxiliares, atos processuais, formação, suspensão e extinção do processo na Parte Geral, excluídas do livro de Processo de Conhecimento.<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><em><strong>c) </strong>Incluir na Parte Geral as disposições gerais sobre as Tutelas de cognição, execução e de urgência, temas estes previstos no atual Capítulo VII (Processo e procedimento) do Livro I (Do Processo de Conhecimento) e no Livro IV, que será substituído com a eliminação da parte referente aos procedimentos cautelares específicos.<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><em><strong>d) </strong>Incluir na Parte Geral as disposições referentes à competência, suspeição e impedimento.<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><em><strong>e) </strong>Permanência do sistema de provas no livro da Parte Geral.<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Trata-se de alterações que buscam sistematizar as disposições processuais do código de maneira a melhor adequar a técnica legislativa com a técnica jurídica. A proposta cria, inicialmente, um livro novo &#8211; que seria &#8220;<em>Parte Geral&#8221; -</em> onde seriam tratadas matérias hoje incluídas no livro de procedimentos (<em>jurisdição, ação, partes, procuradores, Ministério Público, Órgãos Judiciários e auxiliares, atos processuais, formação, suspensão, competência, suspeição e impedimento, provas</em>). Não se trataria aqui de inovação, mas de redistribuição da matéria constante do código.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A alteração espelha moção não nova da doutrina pátria, adequadamente balizada no fato dos institutos, que passariam a ser tratados no novo livro, encontrarem-se mal alocados no Livro do Processo de Conhecimento por não lhe serem específicos, mas sim, verdadeiramente, gerais, com incidência também no Processo de Execução, Cautelar e Procedimentos Especiais.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A noção de jurisdição, de ação, de impedimento e suspeição, apenas à guisa de exemplo, afeta ao processo como um todo desde sua provocação, passando todas as etapas de seu procedimento, prolongando-se na fase recursal e, segundo a nova visão constitucional-democrática do direito, efetivando-se na fase executiva ou no processo executivo quando assim se faz necessário (destacando-se que algumas espécies de tutela jurisdicional dispensam tal fase, como a declaratória e a mandamental).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Trata-se, em verdade, de aplicação do princípio processual constitucional do devido processo legal que se espalha por todas as fases procedimentais do processo e, em todas as espécies de tutela jurisdicional buscadas, que define a espécie de processo em que a jurisdição será prestada.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Qualquer espécie de processo, para ser constitucionalmente devido, precisa respeitar as características de jurisdição (não pode se iniciar de ofício, por exemplo), do direito de ação (a legitimidade ativa há de se reanalisada, quando da instauração da fase executiva, por exemplo), não pode dispensar um julgador imparcial, estranho aos interesses discutidos nos autos etc.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">O Livro de Execução passaria a ser denominado &#8220;<em>Processo de Execução e Cumprimento de Sentença&#8221;</em> o que faz com que a fase executiva, hoje também alocada no livro do Processo de Conhecimento, faça parte o Livro Geral.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A fase denominada cumprimento de sentença, instituída pela Lei 11.232/05, fez com que deixasse de existir o processo de execução de título judicial (com exceção da execução de sentença arbitral) transformando-o em uma fase do processo de conhecimento. Criou, pois, o que a doutrina denominou procedimento sincrético, com uma fase cognitiva e uma executiva, ambas na mesma relação jurídica de direito processual.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Inalteradas, contudo, a meu ver, permanecem as classificações clássicas de sentença ou ação, seja a trinária ou a quinária (declaratória, constitutiva, condenatória, executiva <em>latu sensu </em>e mandamental, sejam estas duas últimas autônomas ou espécies de condenatória de acordo com cada uma das classificações), pois a fase executiva, seja ela alocada no livro do processo de conhecimento, seja no Livro de Execução, continua sendo exclusiva do Processo de conhecimento em que se prestou uma tutela jurisdicional condenatória &#8220;transitiva&#8221; (como defende o professor Cássio Scarpinella), por prescindir de complementação de atos de efetivação daquele direito reconhecido.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Creio que o objetivo dos autores do Anteprojeto foi o de deixar claro que, embora sejam fases do mesmo processo, a cognição e os atos de efetivação (execução) são tutelas jurisdicionais diversas.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">De se notar ainda que o atual Livro III, Processo Cautelar, será retirado do CPC passando a ser tratado no âmbito da nova Parte Geral pelo mesmo motivo já exposto quanto a Jurisdição e Ação.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Como o processo cautelar tem indiscutível natureza assecutória, resguardando a efetividade das decisões proferidas no âmbito do processo de conhecimento, de execução e procedimentos especiais, parece razoável que reste incluído na Parte Geral, afeta que é a todas as espécies de processo.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Aqui há dúvidas quanto a forma que as cautelares passarão ser tratadas, pois serão eliminadas as previsões quanto aos procedimentos específicos, passando a ser o processo de execução regulado apenas na parte geral, o que faz imaginar que todas as cautelares serão genéricas, baseadas no poder geral de cautela e nos requisitos gerais do perigo da demora e da fumaça do bom direito.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Em verdade, parte da doutrina sempre discutiu a necessidade de previsão de procedimentos específicos quando havia previsão genérica a respeito das cautelares. Vislumbro tal alteração como mais uma das novas técnicas legislativas que vêm sendo adotadas no direito brasileiro a partir da Constituição Federal, ou seja, norma aberta e não rígida, genérica e não casuística, sem que tal constatação carregue qualquer crítica ao sistema anterior de tentar legislar os casos específicos, em acordo que estava com o sistema então vigente.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Não se pode deixar ainda de vislumbrar que tal alteração pode ser interpretada como mais um exemplo da nova técnica de dar cada vez mais poderes ao julgador para que este, em uma atuação ativa, possa ofertar uma tutela jurisdicional que surta o maior efeito possível na esfera material, ou seja, fora do processo.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Portanto, não está o julgador amarrado em qualquer norma específica, mas, sim, adequa o procedimento genérico ao direito material que deu causa a prestação jurisdicional, aproximando o plano processual do material. Seria a materialização, neste particular, do que a doutrina moderna tem clamado: de que o julgador seja imparcial, mas não neutro, pois ele, tal qual as partes, possui interesse total que a tutela jurisdicional seja a mais adequada e efetiva possível.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A alínea &#8220;f&#8221; inicia a etapa de alterações propriamente dita, ou melhor, de inovações, propondo:<em>&#8221; <strong>f) </strong>Inovação de um sistema de provas obtidas extrajudicialmente, como mera faculdade conferida às partes. e realização de perícia judicial, ex offício e ad eventum, após a juntada de peças pelos assistentes técnicos das partes.&#8221;<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A abstração da proposição dificulta sua discussão, pois não há qualquer indicação de como seria procedimentalizado este sistema de provas obtido extrajudicialmente, tampouco seu valor <em>probandi</em>, não se determinando se a participação da parte adversa seria indispensável (em respeito ao princípio do contraditório) ou se o magistrado poderia, a seu livre-arbítrio, determinar nova realização da prova. Sequer é possível a definição de que se é uma fase extrajudicial propriamente dita ou se é uma fase pré-processual como ocorre no sistema americano, por exemplo. (O Daniel explicará melhor isso em comentário futuro.)<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">O que pode ser percebido desde logo é que seria facultativo, ou seja, não há que se falar em preclusão na hipótese das partes deixarem a produção de provas apenas para fase instrutória do processo.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A mesma proposição legislaria, ainda, o que já é defendido há certo tempo na doutrina pátria e que já foi inclusive abordado aqui, no sentido de ofertar ao julgador a liberdade de utilizar todas as ferramentas possíveis para chegar ao julgamento mais acertado e mais próximo da realidade distribuindo, efetivamente, a justiça.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">De nada adiantará a defesa de tal escopo se não forem dadas as ferramentas necessárias ao julgador para efetivá-lo. É em verdade materialização, no âmbito do processo civil, do que a doutrina mais tradicional indicava apenas ao direito penal, qual seja, a busca da verdade real.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Em um estado democrático de direito não se há de conceber a existência de um processo, seja ele penal ou cível, que não tenha como um de seus objetivos mais caros alcançar, no plano processual, a reconstrução efetiva do direito material violado ou mesmo para evitar sua violação.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Por isso, a proposição de que o magistrado possa <em>ex offício e ad eventum </em>determinar a realização de provas. As expressões indicam que o magistrado, analisando o caso concreto, possa determinar a realização de qualquer prova(constitucionalmente aceita) que entenda necessária para formar seu convencimento, ainda que não haja sido sequer ventilada pelas partes. A pertinência da prova com o direito material discutido seria discrição do julgador.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Outra grita doutrinária que seria transportada ao novo Código seria a: <em>&#8220;Exclusão da possibilidade jurídica do pedido como condição da ação, tornando-a matéria de mérito&#8221;</em>, tal qual propõe a alínea &#8220;e&#8221;.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">De fato há quem defenda que apenas e tão somente a falta de interesse de agir seria verdadeira condição da ação, sendo as outras duas (legitimidade passiva e possibilidade jurídica do pedido) afetas ao mérito gerando, portanto, a extinção do feito com resolução de mérito (art. 269) e, por via de conseqüência, coisa julgada material.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A alteração, contudo, retira apenas a possibilidade jurídica por ser esta, sem dúvida, questão diretamente ligada ao mérito, ou seja, a tutela jurisdicional pleiteada.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A alínea &#8220;h&#8221; traz a seguinte proposição:<strong><br />
<em></em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><strong><em>&#8220;</em></strong><em>Desburocratização cartorária através da definição mais clara dos atos ordinatórios a serem praticados pelo escrivão e pela concessão aos advogados da faculdade de promover a intimação pelo correio do advogado da parte contrária, de testemunhas etc., com o uso de formulários próprios e juntada aos autos do comprovante do aviso de recebimento.&#8221;</em><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A proposta da alínea &#8220;h&#8221; busca, como ela própria alardeia, a desburocratização cartorária e a celeridade processual, deixando sob a atuação do julgador aqueles atos que efetivamente precisarem do exercício de jurisdição.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Destaca-se que o art.162, §4º do CPC já possibilitava que atos meramente ordinatórios pudessem ser praticados de ofício pelo servidor e apenas revistos pelo julgador, quando necessário, sendo certo que o vagar da norma sempre dificultou sua aplicação. O objetivo da proposta seria, portanto, a definição mais clara destes atos e o que há de ser louvado.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">De outro lado é proposta, ainda, uma interessante inovação quanto à possibilidade de intimação pelo correio realizada pelo advogado com o uso de formulários próprios e juntada aos autos do comprovante do aviso de recebimento. Como tal medida seria procedimentalizada ainda não se sabe, mas é certo que merece aplausos, considerando-se que muitas vezes entre o despacho do magistrado, a confecção do mandado e a assinatura do mandado pelo magistrado transcorrem vários dias, o que pode ser facilmente resolvido com a proposta, sendo certo que as intimações pessoais continuam resguardadas ao oficial de justiça.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Trazendo a discussão para uma questão prática do judiciário local, medida muito parecida ocorre com a expedição de ofícios que, embora elaborados nos cartórios, são instrumentalizados e cumpridos pelos advogados que devolvem aos autos o comprovante de recebimento.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A alínea &#8220;i&#8221; indica a <em>&#8220;Exclusão das figuras da oposição, da nomeação à autoria e do chamamento ao processo, mantendo-se a denunciação à lide, com espectro mais amplo, e a assistência em suas duas modalidades&#8221;.<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Mais uma vez há de aguardar como será procedimentalizada esta denunciação à lide com um espectro mais amplo para que se defina se as figuras excluídas foram integralmente por ela abrangidas ou foram extintas.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Não me parece haver grandes dificuldades para o enquadramento do chamamento ao processo (art. 77 do CPC), dentre as hipóteses de denunciação à lide, em face da similitude entre estas espécies de intervenção de terceiros. Da mesma forma ocorre com a nomeação à autoria, ao menos quanto ao cabimento, resguardada a especificidade de substituição do pólo passivo que não se sabe se será mantida pelo novo código.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Mais difícil parece ser o caso da oposição que, por suas peculiaridades, não me parece ser possível o enquadramento em uma nova denunciação à lide, ainda que alargada, tampouco nas hipóteses de assistência, onde o terceiro sempre se agrega a um dos pólos da demanda o que dá a idéia de que de fato será suprimida.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">De seu turno, a alínea &#8220;j&#8221; indica a &#8220;Inclusão <em>de Poder ao magistrado, permitindo-o, a seu critério, o chamamento de amicus curie, sem modificação de competência&#8221;.<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Oriundo do direito norte-americano, o &#8220;<em>Amicus Curiae&#8221;</em> (amigo da corte) é um instituto que permite que terceiros inicialmente estranhos à lide passem a integrá-la, discutindo objetivamente teses jurídicas que vão afetar a sociedade como um todo.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Inicialmente, destaca-se que a oferta de mais poderes ao magistrado na condução do processo já foi debatida em pontos anteriores, sendo este, sem dúvida, mais um exemplo.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Trata-se da inclusão de um instituto próprio de um sistema de precedentes, com o que tem se aproximado o brasileiro com as alterações mais recentes, onde há súmula vinculante, repercussão geral, possibilidade de negativa monocrática de recursos que contrariem precedentes etc. Neste sistema, determinados setores da sociedade podem ter interesse no precedente que será formado em um processo em que originariamente não são partes, participando, portanto, da discussão jurídica nele travada.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Conforme já dito, trata-se de um instituto próprio do sistema americano e, mais uma vez, farei uso dos conhecimentos do binacional Daniel Nogueira, que posteriormente elucidará melhor a questão.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A alínea &#8220;K&#8221; indica que a reforma pretende: <em>&#8220;Não incluir no novo Código, o processo coletivo, em tramitação no Congresso Nacional, bem como os processos e procedimentos previstos em leis especiais.&#8221; </em>Os autores do anteprojeto acharam por bem manter o sistema de leis extravagantes de processos e procedimentos especiais (lei do inquilinato, lei do mandado de segurança, Ação Civil Pública, ADIN, etc.), no que acredito que acertaram, primeiro para se manter coerente com a proposta de um sistema geral e aberto, menos casuístico e, segundo, até como conseqüência do primeiro, para evitar que em pouco tempo o novo código já esteja todo recortado por novas reformas.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Por seu turno, a alínea &#8220;l&#8221; propõe: <em>&#8220;Incluir na Parte Geral em parte própria à legitimidade para agir, um incidente de coletivização (nome provisório), referente à legitimação para as demandas de massa, com prevenção do juízo e suspensão das ações individuais.&#8221;<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Esta proposta é o reconhecimento de que o Código atual não oferta tratamento adequado a um especial tipo de conflitos subjetivos, não mais individualistas, como historicamente se desenvolveu no processo (reflexo do padrão de sociedade). Trata-se, a meu ver, de desenvolvimento do que Capelletti chamou de <em>&#8220;segunda onda de acesso à justiça&#8221;.<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Outro viés deste mesmo tema é a indiscutível racionalização da prestação da tutela jurisdicional, pois ao invés de decidir uma miríade de processos a respeito do mesmo tema, resolve de maneira coletiva a demanda, daí a determinação de suspensão das ações individuais, impedindo ainda julgamentos divergentes.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">É a materialização dos princípios da efetividade da tutela jurisdicional, da eficiência da atividade estatal e da segurança jurídica.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A alínea &#8220;m&#8221; apresenta a intenção de: <em>&#8220;Adequar o Novo Código de Processo Civil à lei referente ao processo eletrônico, compatibilizando a comunicação dos atos processuais com o novel sistema moderno&#8221;.</em><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><span style="color: black;">No caminho já iniciado pela Lei nº 11.419/06, que </span>dispõe sobre a informatização do processo judicial, a alteração adequaria o processo ao caminho sem volta da internet, o que viria ao encontro ao anseio social de celeridade processual, com a economia dos autos processuais, sendo, portanto, a tutela jurisdicional prestada de forma mais efetiva.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">De grande relevância é também as propostas contidas nas alíneas &#8220;n&#8221; e &#8220;o&#8221; de:<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman;"><em><span style="font-size: 12pt;">n &#8211; Regular, na Parte Geral, a desconsideração da Pessoa Jurídica na forma da lei civil como condição para a fixação da responsabilidade patrimonial dos sócios na futura fase de cumprimento da sentença bem como regular o instituto na execução extrajudicial, garantido o contraditório prévio, aos sócios no próprio processo satisfativo</span><span style="font-size: 11pt;">;<br />
</span></em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-size: 11pt;"><span style="font-family: Times New Roman;"><em>o &#8211; Adotar um incidente prévio para manifestação dos sócios antes da constrição dos bens. </em></span><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Sempre me pareceu absurda a forma com que vem sendo aplicado o importante instituto da desconsideração da pessoa jurídica, realizada sem qualquer exercício de contraditório prévio.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Ao lecionar Direito das Relações de Consumo, sempre fui partidário da tese que mesmo a desconsideração prevista no CDC, que dispensa o elemento volitivo do sócio em violar os direitos dos credores (patente na previsão do Código Civil), não pode se efetivar sem que seja instaurada uma discussão judicial específica, estranha a discussão meritória do processo que reconheceu o crédito.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">O processo em que o crédito foi reconhecido teve toda a tutela jurisdicional prestada para este fim, sendo indispensável que haja uma fase cognitiva específica (com o respeito ao contraditório e ampla defesa) para que seja decidida a possibilidade e a extensão da responsabilidade pessoal dos sócios (da forma como é feita hoje, ignora-se que sócios respondem preferencialmente, qual o limite da responsabilidade etc.)<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Imaginando a desconsideração prevista no Código Civil que, como dito, sempre exigem o dolo dos sócios (desvio de finalidade e confusão patrimonial), absurdo que o magistrado pudesse simplesmente, sem sequer ofertar-lhes o direito de lhe convencer do contrário, decidir que houve dolo e determinar a constrição patrimonial pessoal dos sócios (que sequer são partes do processo). Pois é exatamente isso que acontecia na maior parte dos casos.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">De se destacar que não se trata de qualquer diminuição deste importante instituto de direito material, mas tão somente sua adequada procedimentalização no âmbito do direito processual, impondo-lhe o respeito, como sempre, ao princípio do devido processo legal.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Por fim, mas não menos importante, há a proposta de que: <em>&#8220;A coisa julgada entre as mesmas partes abrangerá as questões prejudiciais, tornando dispensável a propositura de ação declaratória incidental, observada a competência do juízo.&#8221;<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A partir da referida mudança, a coisa julgada, em certas hipóteses, também fará coisa julgada, o que atualmente está adstrito à parte dispositiva da sentença, salvo propositura de ação declaratória incidental.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Digo em certas hipóteses pelo fato de que nem todo processo tem questão prejudicial de mérito a ser resolvida. Apenas quando houver necessidade de decisão a respeito de uma relação jurídica prejudicial àquela discutida nos autos é que a decisão a respeito da primeira relação integrará a coisa julgada material.<br />
</span></p>
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fblex.com.br%252Findex.php%252F2010%252Fatualidades%252F1002%22%2C%20%22style%22%3A%20%22small%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Entendendo%20o%20Anteprojeto%20do%20Novo%20C%C3%B3digo%20de%20Processo%20Civil%3A%20Parte%20Geral%20%28I%29%22%20%7D);"><script type="text/javascript">topsyWidgetPreload({ "url": "http%3A%2F%2Fblex.com.br%2Findex.php%2F2010%2Fatualidades%2F1002", "style": "small", "title": "Entendendo o Anteprojeto do Novo Código de Processo Civil: Parte Geral (I)" });</script></div>

 <img src="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=1002" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blex.com.br/index.php/2010/atualidades/1002/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Paradigma Conceitual do Anteprojeto do Novo Código de Processo Civil</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/atualidades/974</link>
		<comments>http://blex.com.br/index.php/2009/atualidades/974#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 18:42:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ney Bastos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades e Política]]></category>
		<category><![CDATA[Novo CPC]]></category>
		<category><![CDATA[Processo Civil]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=974</guid>
		<description><![CDATA[
<p style="text-align: justify">Foi instituída, em 30 de setembro do corrente ano, pelo Ato n. 379/2009 do Presidente do Senado Federal, a Comissão de Juristas encarregada de elaborar o Anteprojeto do Novo Código de Processo Civil.
</p>
<p style="text-align: justify">A referida Comissão é formada pelos juristas Luiz Fux (Presidente), Teresa Arruda Alvim Wambier (Relatora), Adroaldo Furtado Fabrício, Benedito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Foi instituída, em 30 de setembro do corrente ano, pelo Ato n. 379/2009 do Presidente do Senado Federal, a Comissão de Juristas encarregada de elaborar o Anteprojeto do Novo Código de Processo Civil.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">A referida Comissão é formada pelos juristas Luiz Fux (Presidente), Teresa Arruda Alvim Wambier (Relatora), Adroaldo Furtado Fabrício, Benedito Cerezzo Pereira Filho, Bruno Dantas, Elpídio Donizetti Nunes, Humberto Theodoro Júnior, Jansen Fialho de Almeida, José Miguel Garcia Medina, José Roberto dos Santos Bedaque, Marcus Vinicius Furtado Coelho, Paulo Cesar Pinheiro Carneiro.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Passadas as festas natalinas apresentarei uma análise das principais alterações já propostas pela Comissão (<a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL2luZGV4LnBocC8yMDA5L3ByYXhpcy85NDY=">nos mesmos moldes da análise da Nova Lei do Inquilinato</a>). É pertinente, contudo, um preâmbulo a respeito da teleologia das mencionadas preposições, conforme &#8220;exposição de motivos&#8221; apresentada pela própria Comissão.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">No mesmo caminho de todas as últimas micro-reformas do CPC, o Anteprojeto <span id="more-974"></span>(que ainda há de ser modificado) caminha na busca da celeridade da prestação jurisdicional através da consolidação das lições doutrinárias, dando enorme valoração a precedentes jurisprudenciais e aproximando razoavelmente nossa estrutura de direito ao <em>comum law (</em>guardadas as devidas proporções), sobretudo na questão dos precedentes jurisprudenciais. (Aliás, o Daniel está preparando um <em>post</em> exatamente sobre esse assunto). <em><br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">As principais alterações  (que, como já dito serão analisadas de forma aprofundada em <em>posts</em> futuros) são as seguintes: incidente de coletivização dos denominados litígios de massa; redução do número de recursos hodiernamente existentes; irrecorribilidade das decisões interlocutórias (como regra); procedimento único para o processo de sentença, adaptável pelo juiz em face do caso concreto;  prestígio à força da Jurisprudência; privilegio à conciliação incluindo-a como o primeiro ato de convocação do réu a juízo.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">A busca da celeridade, com a possibilidade do incidente de coletivização e a força quase normativa dos precedentes serão analisadas de maneira pormenorizada nos próximos <em>posts</em>, vez que o presente é voltado a indicar a estrutura interpretativa com que analisarei as mudanças, a saber,  à luz da Constituição Federal.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Em que pese não haver sido indicado de maneira explícita pela Comissão, em sua &#8220;exposição de motivos&#8221;, vislumbro nas preposições apresentadas uma releitura dos institutos processuais à luz das regras constitucionais pátrias, instituidoras de um estado democrático de direito, mesmo porque conceber uma reforma sobre outro viés é inaceitável na nova ordem jurídica pátria pós Constituição Federal de 1988.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">As principais alterações exalam essa nova forma de se ver, aplicar e interpretar o direito, centrada na efetivação de justiça em prol do cidadão, sendo este o verdadeiro sujeito do direito material e, via de consequência do direito processual.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">A aplicação ao processo de princípios constitucionais que não lhe são particulares, em especial o da dignidade da pessoa humana e outros específicos como o da duração razoável do processo ou do acesso ao judiciário hão de ser o norte para qualquer preposição de alteração da lei processual.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">O processo civil e todos os seus institutos devem ser compreendidos de maneira a realizar os direitos fundamentais em sua plenitude.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">A nova visão de processo há de partir da premissa de que o cidadão não está tendo respeitados seus direitos constitucionais apenas por possuir a faculdade de buscar o judiciário para tentar defender a violação ou o risco de violação a seu direito.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Deve-se enxergar a nova disciplina jurídica do processo em um sentido multiforme, onde o processo nasce, desenvolve-se e se efetiva de maneira a alcançar seu fim precípuo de pacificação social.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Diz-se multiforme porque a necessidade de releitura se dá em várias frentes:<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Por exemplo, partindo de uma análise das partes, a elas há de ser ofertado o direito de acesso ao judiciário de maneira ampla e irrestrita (sendo importante, neste tocante, as defensorias públicas e a concessão dos benefícios da justiça gratuita). Já no processo, a materialização dos princípios do devido processual legal, da ampla defesa e do contraditório deverá se efetivar não no campo da abstração, mas sim na prática, tomando como base a realidade do processo em cotejo com o direito material discutido.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Essa interrelação entre direito material e processo é, em conjunto com a busca de um processo mais célere, o que há de mais moderno na visão atual do processo, mesmo porque são instrumentos diversos que levam ao mesmo fim.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">A mesma angústia do cidadão por um processo célere é por um processo efetivo e seguro, pautado na busca efetiva de resolução &#8220;justa&#8221; do litígio.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">A concepção de um processo estanque e apartado do direito material discutido não mais se coaduna com a visão constitucional do processo, pois este &#8211; como já defendido há muito pela mais balizada doutrina &#8211; não tem um fim em si mesmo. Nasce e respira às custas do direito material por ele discutido.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Esta visão de instrumentalidade não deve se apresentar apenas no viés de que o processo depende do direito material para existir, ou melhor, da violação ou ameaça de violação do direito material, mas sim que ele deve ser construído sob a ótica das características do direito material que lhe deu origem.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">A existência, conforme proposto pela Comissão, de um procedimento não estanque, mais adaptável ao direito material em litígio é, portanto, a materialização do que aqui é defendido: o processo não apenas nasceu em função de certo direito material, mas se desenvolverá de maneira simbiótica com este. Só assim a resolução do litígio se dará de maneira mais efetiva e segura, resguardando uma miríade de princípios constitucionais.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Sem dúvida, o direito material (cuja aplicação ou observância controvertida pode dar ensejo à atividade jurisdicional) há influenciar e moldar a olhos vistoso próprio processo. </span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">No tocante à atuação do magistrado, há de se por fim à dicotomia entre o direito processual civil e o penal, no sentido de apenas este tem na busca da verdade real seu norte. Não há como se conceber, em um estado democrático de direito centrado no cidadão, a idéia de um processo que não busque a verdade real, que não tenha por escopo dar aos litigantes uma prestação jurisdicional que seja a mais próxima possível do que é justo, devolvendo o direito material ao seu estado mais próximo do <em>status quo ante.<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Nesta visão, há de se fazer uma releitura do princípio da imparcialidade, no sentido de que um julgador imparcial não pode ser confundido com um julgador neutro, pois seu papel, em visão constitucional, exige uma atuação pró-ativa, materializando o princípio da cooperação com as partes.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Essa nova percepção de processo ainda gera calafrios nos mais antigos, mas é &#8211; sem dúvida &#8211; o desenvolvimento normal de uma nação que caminha no sentido da democratização jurídica, política e social.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Trata-se de um movimento natural de uma nação que depois de décadas em que a existência de um ordenamento rígido, imaculável e inalterável pelo Poder Público era muito importante ao cidadão, tamanha era insegurança jurídica existente.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Nos dias de hoje, a estabilização e modernização das instituições democráticas pátrias transcende ao direito, o que permite uma legislação não mais rígida e casuística, mas aberta, genérica e, sobretudo, adaptável.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Não se pode negar a existência do risco de corrupção das instituições jurídicas, mesmo porque isto existe desde o início dos tempos por ser da própria natureza humana. É igualmente inegável, no entanto, que existe uma série de instrumentos de repressão desta conduta.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Este movimento foi visto também no âmbito do direito material, onde as regras rígidas foram substituídas por normas programáticas como o CDC e o Código Civil de 2003. Os tempos são outros e precisam ser analisados sob esta nova visão também quanto ao direito processual.</p>
<p></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Abraços e Feliz Natal!</p>
<p></span></p>
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fblex.com.br%252Findex.php%252F2009%252Fatualidades%252F974%22%2C%20%22style%22%3A%20%22small%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Paradigma%20Conceitual%20do%20Anteprojeto%20do%20Novo%20C%C3%B3digo%20de%20Processo%20Civil%22%20%7D);"><script type="text/javascript">topsyWidgetPreload({ "url": "http%3A%2F%2Fblex.com.br%2Findex.php%2F2009%2Fatualidades%2F974", "style": "small", "title": "Paradigma Conceitual do Anteprojeto do Novo Código de Processo Civil" });</script></div>

 <img src="http://blex.com.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=974" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blex.com.br/index.php/2009/atualidades/974/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
