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	<title>bLex &#187; Serviço Baré</title>
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	<description>Blog Jurídico</description>
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		<title>Serviço Baré III: O Lixo Que Querem Nos Vender Para Comer</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Apr 2010 13:52:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Fábio Jacob Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Regra dos 20%]]></category>
		<category><![CDATA[Interesse Local]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço Baré]]></category>
		<category><![CDATA[Tema Livre]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">ATUALIZADO COM CONTRIBUIÇÃO DO LEITOR RODRIGO DIAS. </p> <p style="text-align: justify;">Nota: Este post – que não tem abordagem jurídica e faz parte da quota de temas livres do autor – faz parte de uma série que comenta os problemas crônicos de prestação de serviços em Manaus. Para visitar os demais posts da série, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ATUALIZADO COM CONTRIBUIÇÃO DO LEITOR RODRIGO DIAS.</strong></span><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Nota: Este post – que não tem abordagem jurídica e faz parte da quota de temas livres do autor – faz parte de uma série que comenta os problemas crônicos de prestação de serviços em Manaus. <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL2luZGV4LnBocC90YWcvc2Vydmljby1iYXJl">Para visitar os demais posts da série, clique neste link</a>.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Uma das músicas nacionais que mais me incomodou na adolescência foi O Resto do Mundo de Gabriel, o Pensador. A letra é uma narrativa de primeira pessoa do cotidiano de um indigente, cuja maior aspiração na vida é morar num barraco de favela. Em determinado trecho – que, devo dizer, deixou marcas profundas na minha impressionável consciência adolescente – a música fala da experiência de sobreviver do lixo alheio:</p>
<p><em>Eu gostaria de ter um pingo de orgulho<br />
Mas isso é impossível pra quem come o entulho<br />
Misturado com os ratos e com as baratas<br />
E com o papel higiênico usado<br />
Nas latas de lixo<br />
Eu vivo como um bicho ou pior que isso<span id="more-1277"></span><br />
</em></p>
<p><em>Eu sou o resto<br />
O resto do mundo<br />
Eu sou mendigo, um indigente, um indigesto, um vagabundo<br />
Eu sou&#8230; Eu num sou ninguém<br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;">Das cenas provocadas pela miséria humana, uma das que mais me parte o coração é ver pessoas procurando por alimento no lixo.</p>
<p style="text-align: justify;">Afinal, ver um cidadão tão necessitado, tão dobrado pela fome que se vê forçado a catar comida dentre os detritos dos mais abastados é o suficiente para tirar o sossego de qualquer um que não tenha um coração de pedra. É a memória dessas cenas que me leva a contribuir para amenizar as desigualdades sociais herdadas por esses pobres cidadãos. E é assombração dessa visão que me leva a dobrar os joelhos e agradecer ao Senhor por ser um daqueles que – sem qualquer mérito próprio – foi abençoado de nascer numa família que me deu condições, desde o berço, de viver dignamente.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://blex.com.br/wp-content/uploads/2010/04/042610_1350_ServioBarII1.gif" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">Aparentemente, o supermercado Carrefour da Paraíba está praticando uma ação social pouco difundida: quer que todos os seus consumidores sintam na pele como é ter que catar verduras no lixo. Mas tem um diferencial: para ter o privilégio de escolher comida no lixo, querem que os consumidores paguem preços exorbitantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Explico.</p>
<p style="text-align: justify;">Normalmente faço compras supermercados de outras redes. Mas, no final de semana retrasado, fui fazer compras com a minha digníssima e, por conveniência (estávamos indo ao Manauara) decidimos experimentar o Carrefour da Paraíba.</p>
<p style="text-align: justify;">Lá, descobri esse relevante projeto social empreendido pela multinacional francesa.</p>
<p style="text-align: justify;">Para ser sincero, levou um tempo para sacar o que estava acontecendo. Começou quando vi o sofrível estado das cebolas oferecidas ao consumidor. Até então, pensava que era apenas um vacilo do controle de qualidade.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;"><img src="http://blex.com.br/wp-content/uploads/2010/04/042610_1350_ServioBarII2.png" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">No entanto, comecei a desconfiar de algo quando fui comprar os tomates. Além de podres, e com fungos à mostra, os tomates – em pleno supermercado – estavam infestados de pequenos insetos voadores. Achei muita coincidência: cebolas podres, tomates podres&#8230;.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://blex.com.br/wp-content/uploads/2010/04/042610_1350_ServioBarII3.png" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">&#8230; mas só pude ter certeza mesmo depois de ver o estado da couve-flor, que ao invés da costumeira cor branca, estava infestada de fungos, amassada, aguanda, recheada de  misteriosos pontos marrons e pretos&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://blex.com.br/wp-content/uploads/2010/04/042610_1350_ServioBarII4.png" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">&#8230; ai só então tive certeza do que estava acontecendo. Um produto podre nas prateleiras é atribuível a erro do controle de qualidade. Dois produtos podres, podem até ser coincidência. Três ou mais produtos podres, só pode ser campanha institucional do estabelecimento. Como não consigo acreditar que uma rede multinacional como o Carrefour tenha a cara de pau de simplesmente tentar empurrar injustificadamente múltiplas verduras podres para as cestas seus consumidores, a única explicação lógica que resta é essa tentativa de conscientização.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, quem quiser saber quão degradante é a experiência de escolher sua comida no lixo, mas não quer se aporrinhar &#8220;<em>com os ratos e com as baratas/ E com o papel higiênico usado<br />
/ Nas latas de lixo</em>&#8220;, basta se dirigir ao Carrefour da Paraíba. Ah, e também tem que estar disposto a pagar preço de verduras normais.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">*****</p>
<p style="text-align: justify;">Atualizaçao: O Leitor Rodrigo Dias entrou em contato com bLex para dizer que a campanha está ocorrendo, pelo jeito, em várias lojas do Carrefour em Manaus. Prova disso é o estado dos maracujás encontrados pelo leitor  noutro estabelecimento da rede:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDEwLzA0L21hcmEuanBn"><a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDEwLzA0L21hcmEuanBn"><img class="aligncenter size-full wp-image-1280" title="mara" src="http://blex.com.br/wp-content/uploads/2010/04/mara.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
 <img src="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=1277" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Serviço Baré II: Desventuras em Série (no novo Playarte de Manaus)</title>
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		<comments>http://blex.com.br/index.php/2010/etc/1111#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 13:36:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Fábio Jacob Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Regra dos 20%]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço Baré]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Nota: Este post – que não tem abordagem jurídica e faz parte da quota de temas livres do autor – é o segundo de uma série que comenta os problemas crônicos de prestação de serviços em Manaus. Para visitar o primeiro post, clique neste link. </p> <p>Das duas uma: Ou eu sou inacreditavelmente azarado ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><em>Nota: Este post – que não tem abordagem jurídica e faz parte da quota de temas livres do autor – é o segundo de uma série que comenta os problemas crônicos de prestação de serviços em Manaus. <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL2luZGV4LnBocC8yMDA5L2V0Yy85ODk=">Para visitar o primeiro post, clique neste link</a>.<br />
</em></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Das duas uma: Ou eu sou inacreditavelmente azarado ou os problemas de prestação de serviços de nossa cidade são realmente endêmicos.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Basta narrar o que aconteceu nos últimos dois dias. Eu e minha mulher gostamos muito de cinema e por isso ficamos felizes quando descobrimos que o Playarte inaugurou umas salas no Manauara. Domingo à tarde checamos a programação na internet. A Ana queria assistir ao filme <em>Contatos de 4º Grau</em>, e a grade disponibilizava o filme às 18:00 o que era perfeito para os nossos planos<span id="more-1111"></span>:<br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://blex.com.br/wp-content/uploads/2010/02/020210_1334_ServioBarII1.png" alt="" /><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Fomos felizes e serelepes ao Manauara, enfrentamos a fila e na hora de comprar o ingresso fomos informados que a sala 8 estava com defeito, e portanto, o filme em questão não estava passando. Ok, um probleminha, aceitável. Reorganizamos nossos planos e fomos ao Millennium, assistir ao mesmo filme no Cinemais, que passaria uma hora mais tarde.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">(Abro aqui parênteses: O filme <em>Contatos do 4º Grau </em>é um filme razoável de ficção, mas se vende como se fosse baseado em fatos reais. Isso é um tremendo engodo – e talvez até publicidade enganosa. Assista só se quiser se divertir com um filme de ficção, filmado de modo criativo. Não perca seu tempo se tiver indo por conta dos anúncios de que a estória tem alguma relação com a realidade.)<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Ontem, segunda à noite, estávamos pensando em assistir Invictus (afinal, é um filme com rugby e eu sou jogador e fã declarado do esporte) mas os horários não estavam encaixando em nossos planos. Resolvemos então assistir <em>Avatar</em> (de novo), mas dessa vez na versão 3D/Legendado. . Mais uma vez fomos à nova Playarte do Manauara. Compramos os ingressos, entramos na sala – que tem o bônus de ter uma tela grande, mas as cadeiras não são reclináveis – e começamos a ver o filme.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Com uns vinte minutos de filme, o som desapareceu. Passamos uns cinco minutos vendo cenas de Pandora sem nenhum áudio, até que alguém resolveu intervir. Pararam o filme, funcionários do cinema foram à sala para avisar que logo reiniciaria.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Mais uns cinco minutos depois, o filme reiniciou, 3D, áudio e tudo.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">No entanto&#8230;<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Mais uns dez minutos de filme, e lá se foi o som embora de novo. A projeção, mais uma vez, suspensa. Algumas pessoas, revoltadas, começam a se retirar. São barradas pelos lanterinhas, que avisam que o gerente estava se dirigindo à sala para dar falar com os espectadores.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Uns três minutos depois o gerente aparece para nos presentear com duas pérolas.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A primeira, um óbvio ululante. Disse: &#8220;É o seguinte, a sala está com problema e o filme não vai mais passar&#8221;.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">No ensejo, prova da alta qualificação do funcionário: &#8220;Quem quiser o dinheiro de volta tem que ir lá agora, pois a bilheteria vai já fechar.&#8221;<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">?!?!?!?<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Perdi minha noite, não assisti o filme, e estava sendo informado que tinha que correr senão não me fariam o favor de ao menos devolver o dinheiro do ingresso do filme que não conseguiram projetar?<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Parece piada.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A Playarte não estendeu nenhum pedido de desculpas e muito menos reconhecimento pelo inconveniente causado.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Mais legal foi o encerramento da noite. Na foto abaixo, a fila daqueles que optaram aceitar a generosidade da Playarte para receber seu dinheiro de volta:<br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://blex.com.br/wp-content/uploads/2010/02/020210_1334_ServioBarII2.png" alt="" /><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">&#8221;<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">O mínimo esperado seria a devolução do dinheiro do ingresso acompanhado de um pedido de desculpas. Se eu fosse o gerente, além das desculpas e do ressarcimento, teria dado um ingresso de cortesia a todos os clientes prejudicados.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Minha recomendação à Playarte: Feche as portas, resolva todos os problemas técnicos, treine seu pessoal e reinaugure. Caso contrário, não aparecerei por lá de novo tão cedo. </span></p>
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		</item>
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		<title>O &#8220;Chefão&#8221; Que Manda Mais Que A Lei</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 12:34:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bandeira de Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Regra dos 20%]]></category>
		<category><![CDATA[fumo]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço Baré]]></category>

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		<description><![CDATA[ <p>Parece que alguns bares da cidade de Manaus ainda não tomaram conhecimento ou simplesmente ignoraram – alternativa que acho ser a mais apropriada – os termos da lei que proíbe o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos e derivados em ambientes de uso coletivo, total ou parcialmente fechados em qualquer dos seus lados por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Parece que alguns  bares da cidade de Manaus ainda não tomaram conhecimento ou simplesmente  ignoraram – alternativa que acho ser a mais apropriada – os termos  da lei que proíbe o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos  e derivados em ambientes de uso coletivo, total ou parcialmente fechados  em qualquer dos seus lados por parede, divisória, teto ou telhado,  ainda que de forma provisória, onde haja permanência ou circulação de pessoas  (Lei Antifumo).<span id="more-1019"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Segundo o §2º  do art. 1º da Lei Antifumo (Lei 1.364/2009), <em>“a expressão recintos  de uso coletivo compreende, dentre  outros, os ambientes de trabalho, de estudo, de cultura, de lazer, de  esporte ou de entretenimento, áreas comuns de condomínios, casas de  espetáculos, teatros, cinemas, bares, lanchonetes, boates,  restaurantes, praças de alimentação, hotéis, pousadas, centros comerciais,  bancos e similares, supermercados, açougues, padarias, farmácias e  drogarias, repartições públicas, instituições de  saúde, escolas, museus, bibliotecas, espaços de exposições, veículos  públicos ou privados de transporte coletivo, viaturas oficiais de qualquer  espécie e táxis”.</em></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Pois bem, na  sexta-feira passada, dia 08/01/2010, estive com minha esposa e um casal  de amigos no bar &#8220;O Chefão&#8221;, localizado na Rua Ferreira Pena,  Centro, e várias pessoas estavam fumando no ambiente, inclusive charuto.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Fiz uma reclamação  direta ao garçom que imediatamente chamou o “gerente do salão”  para resolver o problema por mim inaugurado, aliás, inaugurado por  todas as pessoas que estavam transgredindo uma lei municipal.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Após ouvir  minha reclamação e, principalmente, meu pedido para que o empreendimento  solicitasse que as pessoas ali presentes – inclusive um casal que  se encontrava em uma mesa ao meu lado – parassem de fumar, o “senhor  gerente” se limitou a dizer que aquele local era destinado aos fumantes,  ou seja, nós, os incomodados, que fôssemos para outra mesa.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Resumo da ópera:  ninguém parou de fumar e, pior, fomos obrigados a respeitar a norma  interna do empreendimento e voltar para casa com o peculiar fedor de  cigarro impregnado em nossas roupas e corpos.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">&#8220;O Chefão&#8221;,  isso não existe mais!!! Fumar agora somente <strong>(i)</strong> nos locais de  culto religioso em que o uso de produto fumígeno faça parte do ritual; <strong> (ii)</strong> nas instituições de tratamento da saúde que tenham pacientes  autorizados a fumar pelo médico que os assista; <strong>(iii)</strong> nas vias  públicas e nos espaços ao ar livre; <strong>(iv)</strong> nas residências;  e <strong>(v) </strong>nos estabelecimentos específica e exclusivamente destinados  ao consumo no próprio local de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos  ou de qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco,  desde que essa condição esteja anunciado, de forma clara, na respectiva  entrada (art. 5º da Lei 1.364/2009). </span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">O irônico é  que o art. 2º da Lei Antifumo dispõe expressamente que <em>“o responsável  pelos recintos de que trata esta lei deverá  advertir os eventuais infratores sobre a proibição nela contida, bem  como sobre a obrigatoriedade, caso persista na conduta coibida, de imediata  retirada do local, se necessário mediante o auxílio de força policial”. </em></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Diante de toda  essa situação, comecei a fazer alguns questionamentos: O problema  está na ausência de fiscalização enérgica e efetiva, na falta  de educação das pessoas ou na inércia dos próprios empreendimentos? </span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Será que  o verdadeiro cidadão – aquele que respeito o direito alheio – verá  a aplicação desta norma ou a Lei Antifumo será mais uma a ser desrespeitada  e os não fumantes que se virem?</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><em>Nota: Para uma posição crítica à Lei Anti Fumo de Manaus, não deixe de ler o post <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL2luZGV4LnBocC8yMDA5L2xlZ2lzLzIzNA==">Preciosismo que beira ao absurdo</a> de Luis Fabian. </em><br />
</span></p>
</div>
</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden; position: absolute; left: -10000px; top: 413px; width: 1px; height: 1px;">
<h2><a title=\"Permanent Link to Preciosismo que beira ao absurdo\" rel=\"bookmark\" href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=Li4vaW5kZXgucGhwLzIwMDkvbGVnaXMvMjM0">Preciosismo que beira ao absurdo </a></h2>
</div>
 <img src="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=1019" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Serviço Baré</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Dec 2009 22:27:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Fábio Jacob Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Regra dos 20%]]></category>
		<category><![CDATA[Interesse Local]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço Baré]]></category>
		<category><![CDATA[Tema Livre]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Manaus é uma das maiores capitais do Brasil. Por conta da generosidade na natureza tem vocação natural para o turismo (pelo menos como porta de entrada para o ecoturismo). Nesse cenário, seria natural que houvesse uma bem estruturada indústria de serviços destinada a atender esse público. </p> <p>Infelizmente, as coisas na prática não são bem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Manaus é uma das maiores capitais do Brasil. Por conta da generosidade na natureza tem vocação natural para o turismo (pelo menos como porta de entrada para o ecoturismo). Nesse cenário, seria natural que houvesse uma bem estruturada indústria de serviços destinada a atender esse público.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Infelizmente, as coisas na prática não são bem assim. Por alguma razão que não consigo entender, Manaus não tem cultura de serviço. Não me considero um cidadão particularmente propenso a reclamar, mas é raro o fim de semana em que não tenha algo a criticar sobre a atitude de um garçom, de um atendente de cinema ou de um vendedor de loja.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Por exemplo: comer na nossa cidade é um exercício de paciência. Pedir <em>delivery </em>é loteria, pois você nunca sabe se aquela malfadada previsão de entrega &#8220;entre 30 a 45 minutos&#8221; é brincadeirinha ou não.   Eu já tive que<span id="more-989"></span> cancelar pedidos depois de esperar mais de duas horas e meia para receber uma simples refeição (e depois de ouvir da a atendente : &#8220;Senhor, você precisa entender que hoje temos muitos pedidos para entregar&#8221;).<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Comer fora, de igual modo, é consistentemente inconsistente. Nunca se sabe se a comida e o serviço vão valer a pena ou não.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Devo dizer que uma má experiência de quando em quando é inevitável. É claro que acidentes podem acontecer. É possível ter uma péssima noite mesmo num ótimo estabelecimento. Afinal de contas, o serviço é prestado por pessoas, e pessoas são falíveis.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">O que diferencia os estabelecimentos é a forma de lidar com esses acontecimentos imprevisíveis.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Por exemplo, logo que o Bernardino&#8217;s virou Alentejo, fomos visitar a casa. O jantar foi uma desgraça. As entradas estavam oleosas demais. As torradas de alho salgadíssimas. A porção de couve portuguesa sem graça. E o bacalhau intragável. Chamamos o garçom, que constatando o problema com a comida, substituiu o prato. Para nossa surpresa, o prato substituto estava pior que o original. Ambos estavam com um amargor insuportável. O gerente (sem ser chamado) veio à mesa para pedir desculpas e garantiu que se tratava da uma anomalia. Deixou o jantar por conta da casa, e pediu apenas que retornássemos noutra data para que pudéssemos nos certificar que qualidade do estabelecimento não tinha decaído com a mudança do proprietário.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Resultado: voltamos outras vezes, e não nos arrependemos. Aliás, há umas duas semanas estivemos no Alentejo, e a refeição foi absolutamente impecável, digna de louros. A atitude do gerente mostra que o restaurante se preocupa com seus consumidores, e por conta disso, não é por causa de uma esporádica experiência ruim que a casa perderá seus clientes.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Ressalto que não é necessário ser um restaurante de luxo para ser um restaurante preocupado com bom serviço. Às vezes almoço num restaurante de comida simples, caseira e gostosa chamado D&#8217;licianas (fica naquela rua ao lado do Angelo Ramazzoti) e o tratamento dispensado pelos proprietários – que pessoalmente dirigem a cozinha, atuam como garçons e comandam o balcão – sempre foi extraordinário.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">No entanto, na maioria das vezes, a atitude dos estabelecimentos de Manaus em relação ao serviço que dispensam à clientela pode ser resumida na seguinte frase: &#8220;Gostou, ótimo. Não gostou? Paciência!&#8221;.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Foi exatamente por isso que passei um desses dias ao comer no Waku Sese, um restaurante que serve comida regional amazônica. Eu e Ana queríamos um lanche rápido, e pedimos um tacacá, um tucupi com jambú e uma unha de caranguejo. Depois de esperar por mais de meia hora por um prato que poderia ser servido em dez minutinhos, descobrimos que o tucupi estava completamente sem sabor. Parecia água levemente salgada e levemente azeda. Tanto o tucupi com jambú quanto o tacacá ficaram absolutamente intocados (exceto pela prova inicial de cada um deles).<br />
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<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Como estávamos com pressa pedi a conta, e rachamos a unha de caranguejo. A conta – de uns trinta e poucos reais – chegou, e fui pagá-la diretamente à gerente. Disse a ela que não tínhamos comido dois dos três os pratos pedidos, pois o tucupi estava com gosto de água suja.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">A gerente, sem qualquer cerimônia, disse : &#8220;Ah é? Tá bom.&#8221; Recolheu o dinheiro da conta das minhas mãos, me deu as costas, e sem mesmo desejar boa noite ou &#8220;volte sempre&#8221;, continuou com seus afazeres.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Essa indiferença com a satisfação do cliente é que me revolta. Pior do que pagar por uma refeição que não vale comer, é ser tratado como um mero incômodo sem importância ao reclamar de algo. Nem precisava deixar de cobrar pelos pratos (que, aliás, para mim é a maior marca de um estabelecimento que realmente se preocupa com seus clientes). Bastava dar real atenção à reclamação, e mostrar que o restaurante se interessa com o bem estar daqueles que pagam os salários dos funcionários.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Como é que Manaus pretende sediar uma copa do Mundo com esse serviço de baixíssima qualidade com a qual estamos acostumados? Sim, estamos acostumados a serviço ruim. Caso contrário, a lei do mercado funcionaria, e os estabelecimentos que não se preocupassem com o bem estar e a qualidade da experiência de seus clientes estariam falidos.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Noutros mercados, onde a disputa por clientes é acirrada, a satisfação dos consumidores é levado a sério. Nos Estados Unidos, se a pizza não chegar em 30 minutos é de graça. O proprietário da pizzaria não faz isso por caridade. É que ele sabe que existem mais 30 pizzarias de onde se pode pedir entrega. Se, por algum imprevisto, o entregador atrasa, faz mais sentido perder o valor de uma pizza do que perder um cliente que pede uma pizza por mês.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Aqui, talvez diante da falta de opções de entretenimento e gastronomia, o empresário do ramo pode se dar ao luxo de esnobar clientela.  Mas essa é uma mentalidade que precisa mudar. Afinal de contas, Manaus precisa se preparar para ser um polo turístico.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Hoje, a expressão &#8220;serviço baré&#8221; é usada em tom pejorativo. Vou usar uma abordagem Iheringiana para fazer a minha pequena parcela na tentativa de melhorar esse cenário. Como tenho uma enorme quota de posts na regra dos 20% (quem não sabe o que é isso deve ler o <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL2luZGV4LnBocC9ndWlhLWRlLWNhdGVnb3JpYXMtYmxleA==">Guia de Categorias do bLex</a>), vou usar alguns deles para expor aqui episódios de desrespeito doloso à satisfação dos clientes. Faço isso como a minha contribuição para melhorar os serviços de nossa cidade. E conclamo você, leitor, a fazer a sua parte também (afinal, só somos maltratados pois permitimos que isso aconteça).<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Tenho esperança. Se cada um de nós fizer a sua parte, quem sabe em algumas décadas, quando não existir mais Zona Franca e Manaus precisar do turismo para realmente sobreviver, talvez a expressão &#8220;serviço baré&#8221; passe a descrever de um altíssimo padrão de qualidade no atendimento ao cliente. Para que isso aconteça, só temos que desacostumar com o &#8220;serviço baré&#8221; que recebemos hoje. </span></p>
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