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	<title>bLex &#187; Tema Livre</title>
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	<description>Blog Jurídico</description>
	<lastBuildDate>Tue, 15 May 2012 17:45:41 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Vídeo:Salvamento de Tartaruga em Cagarras</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Nov 2011 01:26:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Fábio Jacob Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Regra dos 20%]]></category>
		<category><![CDATA[Scuba]]></category>
		<category><![CDATA[Tema Livre]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Nossos leitores mais fieis sabem que assim como o mundo não é todo jurídico, nem só de direito vive o bLex. Portanto, aproveito minha quota de posts de tema livre para compartilhar este videozinho de minha autoria.</p> <p>Recomendo ligar a caixa de som. </p> <p></p> ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nossos leitores mais fieis sabem que assim como o mundo não é todo jurídico, nem só de direito vive o bLex. Portanto, aproveito minha quota de posts de tema livre para compartilhar este videozinho de minha autoria.</p>
<p>Recomendo ligar a caixa de som. </p>
<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/_am3RY1ummI" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Acho Que O Errado Sou Eu</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Apr 2011 16:41:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Felipe Avelino Medina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Regra dos 20%]]></category>
		<category><![CDATA[Tema Livre]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Fazendo uso da minha cota de posts desvinculados de discussões doutrinárias ou quanto à advocacia, venho apresentar um verdadeiro desabafo e fazer uma crítica (mais uma, pra quem me conhece) acerca do trânsito na minha cidade.</p> <p style="text-align: justify;">Todos os dias todos nós vemos exemplos de desrespeito às Leis de trânsito, TODOS OS [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Fazendo uso da minha cota de posts desvinculados de discussões doutrinárias ou quanto à advocacia, venho apresentar um verdadeiro desabafo e fazer uma crítica (mais uma, pra quem me conhece) acerca do trânsito na minha cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos os dias todos nós vemos exemplos de desrespeito às Leis de trânsito, TODOS OS DIAS. Acredito que já estou acostumado (mas não conformado) com estacionamento em fila dupla, trânsito na contra mão, não ter livre a faixa da esquerda, pedestres atravessando embaixo das passarelas ou a 3 metros da faixa de pedestres. Isso tudo é comum, é Manaus.</p>
<p style="text-align: justify;">Os problemas de trânsito da cidade estão aí pra qualquer um ver, não preciso ficar citando exemplos, mas na noite de 08.04.2011 testemunhei uma situação que acredito ser realmente o cúmulo do desrespeito e da falta de preparo dos motoristas que transitam em nossas ruas, e nesse caso, levando passageiros.</p>
<p style="text-align: justify;">Pois bem, a situação foi a seguinte: conduzia eu pela Avenida Efigênio Sales e deparei-me com um engarrafamento nos dois sentidos. Após alguns metros, o sentido Rua Recife – Bola do Coroado foi liberado, mas o outro sentido (onde estava o meu destino) estava ainda bastante congestionado, desde o viaduto. Não satisfeito com o trânsito pesado numa noite de sexta-feira, juntei-me à fila dos outros desgraçados que estavam quase parados. Eis que ao chegar à frente do centro comercial do condomínio Mundi, pouco depois da entrada do Condomínio Efigênio Sales, observei que havia um ônibus num ângulo estranho.</p>
<p style="text-align: justify;">Logo imaginei tratar-se de um acidente, mas para o meu desespero (eu realmente fico desesperado com esses absurdos) a verdade é que o motorista do ônibus estava realizando um RETORNO por cima do canteiro central. Não acreditei quando vi aquele pequeno automóvel parando o trânsito de uma avenida nas duas mãos, e o pior, por cima do canteiro central.  motorista do ônibus realizou a manobra, juro à vocês, indo para frente e para trás, até obter o ângulo exato para &#8220;encaixar&#8221; o veículo conduzido.</p>
<p style="text-align: justify;">Se alguém duvidar do meu relato, trago a prova do crime<span id="more-1570"></span>:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><iframe title="YouTube video player" width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/1sEeGABFIJQ" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O que me entristece é que eu tenho certeza que não é a primeira vez que isso acontece, e nem será a última. Na verdade, aposto que cada um de vocês leitores já presenciou um carro fazendo um retorno por cima dos canteiros centrais da cidade. Mototaxistas então, esses já nem mais se dão ao trabalho de fazer retorno nos locais corretos.</p>
<p style="text-align: justify;">Apenas pra que não fique como um mero desabafo, a contravenção cometida pelo &#8220;motorista&#8221; do ônibus está prevista no art. 206 do Código de Trânsito Brasileiro:</p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 170pt;"><span style="font-size: 9pt;">Art. 206. Executar operação de retorno:<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 170pt;"><span style="font-size: 9pt;">(&#8230;)<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 170pt;"><span style="font-size: 9pt;"> III &#8211; passando por cima de calçada, passeio, ilhas, ajardinamento ou canteiros de divisões de pista de rolamento, refúgios e faixas de pedestres e nas de veículos não motorizados;<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 170pt;"><span style="font-size: 9pt;">(&#8230;)<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 170pt;"><span style="font-size: 9pt;">Infração &#8211; gravíssima;<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 170pt;"><span style="font-size: 9pt;">Penalidade &#8211; multa.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Olhando aquela cena ontem e pensando nela agora, eu me questiono se o erro não é meu. Sim, porque naquele momento aparentemente só eu achei aquilo estranho, e certamente, entre eu e o cidadão que realizou a manobra, só quem está preocupado com ela sou eu.</p>
<p style="text-align: justify;">A falta de respeito às leis de trânsito nesta cidade (e não me venham apresentar como &#8220;defesa&#8221; o argumento de que no país todo é assim, isso só me deixa mais revoltado) é uma de suas maiores características, e é uma constante tão perfeita que assim como eu sei que vai chover nos meses de inverno, eu sei que filas duplas vão estar formadas nas frentes das escolas nos meses de aula.</p>
<p style="text-align: justify;">O fato por mim presenciado na noite de ontem serviu pra sepultar minhas esperanças de ter um trânsito civilizado na cidade, de ver a Lei de trânsito respeitada. Ainda assim acho que não vou perder a capacidade de em indignar e de reclamar dos absurdos do dia a dia, e é justamente por causa disso, meus amigos, que eu sinceramente acredito que o errado sou eu.</p>
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		<title>Bom é Que Não Estava</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Apr 2011 17:53:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Fábio Jacob Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Regra dos 20%]]></category>
		<category><![CDATA[Tema Livre]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Como sabem os leitores mais antigos, os autores do bLex tem uma quota de até 20% de seus posts para falar de assuntos que não tem qualquer conexão com o direito. Há tempos que não uso essa prerrogativa e hoje é um dia ideal para fazê-lo.</p> <p style="text-align: justify;">É que hoje minha espertíssima [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Como sabem os leitores mais antigos, os autores do bLex tem uma quota de até 20% de seus posts para falar de assuntos que não tem qualquer conexão com o direito. Há tempos que não uso essa prerrogativa e hoje é um dia ideal para fazê-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">É que hoje minha espertíssima e amada sobrinha Ana Júlia completa dois aninhos de idade, data que não poderia deixar passar em branco.</p>
<p style="text-align: justify;">E, para marcar esse dia especial, nada melhor do que a própria Ana Júlia.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes, para não desmerecer demais meus dotes culinários, preciso explicar a uma história por trás do vídeo.</p>
<p style="text-align: justify;">Minha sobrinha tinha intolerância a lacticínios. Por isso, o seu &#8220;tetêi&#8221; (que é o nome que ela própria deu à mamadeira) era feito com leite de soja.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu, tio coruja que sou, guardava uma latinha de leite de soja lá em casa justamente para <span id="more-1563"></span>as oportunidades em que Julinha ia dormir lá.</p>
<p style="text-align: justify;">Recentemente, a pequena Ana Júlia evoluiu com sua alimentação e ela passou a tomar leite de verdade.</p>
<p style="text-align: justify;">Mês passado ela foi dormir lá em casa e a mãe dela esqueceu de explicar esse pequeno detalhe.</p>
<p style="text-align: justify;">Eis que, quando deu a hora de dormir, o titiozão aqui foi para a cozinha e &#8211; com todo o amor e dedicação – preparou o tetêi com o leite de soja que tava lá guardadinho especialmente para ela.</p>
<p style="text-align: justify;">A reação dela foi tão inusitada, que filmamos a segunda vez que a oferecemos a mesma mamadeira.</p>
<p style="text-align: justify;">Com vocês, Ana Júlia e a mamada de leite de soja:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/99NcJzV3vUc?hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/99NcJzV3vUc?hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Parabéns, Julinha. Que o Senhor te guarde. Teu tio te ama muito.</p>
 <img src="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=1563" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O Fim da Era Dunga e da Era Lula!</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2010/etc/1368</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 13:18:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ney Bastos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Regra dos 20%]]></category>
		<category><![CDATA[Tema Livre]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify">Terminada a Copa do Mundo, para seleção brasileira, foi anunciada a demissão do técnico Dunga, se é que ele mereça receber tal adjetivação, menos pelo esperado fracasso na copa e mais pela indiscutível inexperiência daquele que em verdade se aventurou no ramo. </p> <p style="text-align: justify">Da mesma forma estamos chegando perto do final [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Terminada a Copa do Mundo, para seleção brasileira, foi anunciada a demissão do técnico Dunga, se é que ele mereça receber tal adjetivação, menos pelo esperado fracasso na copa e mais pela indiscutível inexperiência daquele que em verdade se aventurou no ramo.
</p>
<p style="text-align: justify">Da mesma forma estamos chegando perto do final da era Lula, ao menos pelos próximos quatro anos, já que há quem aposte que o atual presidente postulará novamente o posto já nas próximas eleições.
</p>
<p style="text-align: justify">Entre os dois, algumas semelhanças e muitas diferenças, sobretudo pelo fato do Dunga não haver aprendido algumas lições com o carismático Lula.
</p>
<p style="text-align: justify">Ambos são importantes dirigentes da nação, o Lula, Presidente da República comanda o Estado Brasileiro, enquanto o Dunga comanda a seleção brasileira, umas das mais importantes instituições deste país, &#8220;pátria de chuteiras&#8221;.
</p>
<p style="text-align: justify">Ambos têm ainda enorme dificuldade de lidar com o vernáculo<span id="more-1368"></span>, não apenas em construções elaboradas, coisa que todos nós escorregamos(eu pelo menos sou useiro e vezeiro), mas até mesmo nas regras mais simplórias. Plural pra quê? Concordância verbal? Isso é pra quem só tá preocupado em enrolar.
</p>
<p style="text-align: justify">Como é de costume do brasileiro, tenho teorias pra tudo e da mesma forma que credito os erros de português do Dunga tão somente a sua indubitável ignorância(li em algum lugar que no dia da convocação da copa, pior que não levar o Neymar e o Ganso, foi ter deixar o português de fora) os do Lula creio que sejam partilhados por  este motivo e uma exitosa tática de se aproximar do povo.
</p>
<p style="text-align: justify">O povo adorar ouvir as besteiras que o Lula fala, os chavões do futebol etc. Sentem que o Lula é como eles, o que dá a esperança de que faça um governo voltado pra massa, da mesma forma que nutrem um sonho de ver a si ou a um próximo, um dia, no mesmo lugar.
</p>
<p style="text-align: justify">O gosto pelo futebol é outro ponto de contato, já que o presidente passou dois mandados dando pitacos e fazendo uso de metáforas futebolísticas.
</p>
<p style="text-align: justify">Da mesma forma, é facilmente perceptível que a escalação da equipe de ambos teve muitos erros cometidos, sendo certo que há, contudo, uma diferença crucial que será enfrentada depois.
</p>
<p style="text-align: justify">Ninguém discute que ambos tinham tudo pra dar certo, bastava não fazer besteira, o Lula pegou o país arrumadinho para alcançar o <em>status</em> que hoje goza, estável economicamente e com uma conjuntura internacional ótima, enfrentando uma crise apenas quando já estava muito mais fácil de enfrentá-la, enquanto ao Dunga bastava convocar os melhores em um enorme leque de opções.    <em><br />
		</em>
	</p>
<p style="text-align: justify">Creio que as semelhanças param por aí, pois o Dunga foi imposto goela abaixo da nação brasileira e nunca conseguiu convencer, verdade que quando ganhou algumas coisas que não valem nada aumentou um pouco a popularidade, mas muito pouco.
</p>
<p style="text-align: justify">Já o Lula não apenas chegou ao poder pelos braços do povo, como nele se manteve da mesma forma, seja por ter sido reeleito, seja por ter mantido índices &#8220;nunca antes vistos na história deste país&#8221;  de popularidade.
</p>
<p style="text-align: justify">Muito por seu jeito bonachão, boa praça. Eu mesmo tenho a impressão de que ele seria um ótimo parceiro em uma roda de bar, coisa que dizem que muito lhe apraz, eu tomando uma Antarctica Original e ele uma boa caninha.
</p>
<p style="text-align: justify">Já o Dunga não só é muito chato, como é prepotente e mal educado, daquele tipo que estraga qualquer momento, por mais agradável que seja. Confunde seriedade com ser ranzinza. Passou as turras com a imprensa, todo o período em que foi técnico da seleção, demonstrando pouquíssimo controle emocional e uma dificuldade enorme de lidar com críticas, o que é absurdo pra quem ocupa um cargo desta natureza.
</p>
<p style="text-align: justify"> A rispidez nas respostas, independentemente das perguntas, foi uma tônica de praticamente todas as entrevistas concedidas pelo letrado técnico, o que só contribui para que a insatisfação inicial de sua nomeação permanecesse.
</p>
<p style="text-align: justify"> Quanto aos erros de escalação, outra diferença brota, Lula soube mudar na hora certa, com uma habilidade tal, que conseguiu apagar completamente o erro da nomeação. Não afundou  junto com os nomes iniciais, sem se preocupar com &#8220;coerência&#8221;, livrou o seu, ainda podendo dizer que salvou a nação.
</p>
<p style="text-align: justify">Já o pobre Dunga, teimoso como uma mula, preferiu morrer abraçado a reconhecer um erro. Ora, o período que precede a copa não é mesmo de experiências? Não, preferiu soldados, de chumbo, diga-se de passagem, a bons jogadores. A sensação de poder, a soberba e teimosia taparam os ouvidos. Pra que Ganso, Neymar, Gaucho ou Adriano? se nos temos Júlio Batista, Josué, Kleberson e Grafite.
</p>
<p style="text-align: justify">Coerência e pacto, sim, mas com o bom futebol, jamais com a mediocridade.
</p>
<p style="text-align: justify">No final restou provado. Craques descompromissados conseguem o mesmo que limitados esforçados, nada.
</p>
<p style="text-align: justify">Mais uma vez de se falar em temperança, mas como? Vindo de alguém que xinga gratuitamente um jornalista em rede mundial.
</p>
<p style="text-align: justify">Quem não sabia que o Filipe Melo e louco? que o Julio Batista jamais seria capaz de substituir o Kaká? que em uma necessidade ele olharia pro banco e não teria uma única boa opção ofensiva de meio-campo? Ate o Dunga sabia.
</p>
<p style="text-align: justify">Sei que parece fácil falar depois da derrota, mas os que me rodeiam sabem que falei isso tudo muito antes e inclusive durante os jogos da copa, de forma que apenas um pequeno grupo de pessoas &#8216;e capaz de assistir o jogo comigo, sem reclamar de minha &#8221; chatice&#8221; e falta de patriotismo.
</p>
<p style="text-align: justify">Pois bem, um fez tudo certinho. Até fez um monte de besteiras, mas conseguiu consertar todas com seu jogo de cintura, enquanto o outro erro tudo o que tinha pra errar. Convocou mal, escalou mal, mexeu mal e, principalmente, se comportou muito mal.  Tudo isso faz com que um saia ovacionado, enquanto outro saia pela porta de trás.
</p>
<p style="text-align: justify">Dunga, deverias ter aprendido com o Lula, ate podias nos ferrar, mas com jeitinho, com piadinhas engraçadas e muito bom humor que, no final, todos esqueceriam seus erros e se alguém não esquecesse, acreditaria que você não sabia de nada.
</p>
<p style="text-align: justify">
 </p>
<p style="text-align: justify">
 </p>
<p style="text-align: justify">    </p>
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		<title>Amor!</title>
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		<pubDate>Sun, 09 May 2010 05:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ney Bastos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Regra dos 20%]]></category>
		<category><![CDATA[Tema Livre]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Dez meses depois da inauguração do bLex, escrevo meu primeiro post da regra dos 20%, ou seja, sobre tema livre.</p> <p>A demora deveu-se por motivo único: o post de estréia merecia como assunto, aquilo que para mim é a coisa mais importante da vida. Sou advogado, professor, flamenguista, blogueiro etc.</p> <p>Mas antes de qualquer coisa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dez meses depois da inauguração do bLex, escrevo meu <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL2luZGV4LnBocC9ndWlhLWRlLWNhdGVnb3JpYXMtYmxleA==">primeiro post da regra dos 20%</a>, ou seja, <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL2luZGV4LnBocC9jYXRlZ29yeS9ldGM=">sobre tema livre</a>.</p>
<p>A demora deveu-se por motivo único: o post de estréia merecia como assunto, aquilo que para mim é a coisa mais importante da vida. Sou advogado, professor, flamenguista, blogueiro etc.</p>
<p>Mas antes de qualquer coisa sou pai e sou filho e tenho nestes papéis os mais importantes da minha vida, sendo certo, portanto, que não haveria como fugir destes temas.</p>
<p>Falar de sentimentos, sobretudo, em público é mais difícil que qualquer discussão jurídica. Por isso peço, desde logo, desculpas a quem aqui rendo minhas homenagens, que são minha filha e minha mãe, amores de minha vida.</p>
<p>Aproveito, ainda, para <span id="more-1318"></span>estendê-las a todas as mães neste dia único que representa uma vida inteira de dedicação e doação.  </p>
<p>E, antes de tecerem sobre mim árduas críticas ou análises técnicas, não esqueçam que o texto que segue não é nada mais que um arremedo de poesia de um arremedo de jurista. </p>
<p>“<em>Ser amante e amado por essência,</p>
<p>o homem rompe o ventre,</p>
<p>recebendo, sem qualquer medida ou cadência</p>
<p>o mais sublime dos amores. </p>
<p>Angústias, medos e preocupações</p>
<p>são conduzidas de bom grado,</p>
<p>por esse inabalável amor desapegado.  </p>
<p>O rebento segue o caminho que lhe cabe</p>
<p>na velocidade que bem entende,</p>
<p>Até  devolve, sem a mesma intensidade,</p>
<p>o que recebe desmedidamente. </p>
<p>Falta-lhe maturidade</p>
<p>Para melhor compreender ,</p>
<p>Quem, sem qualquer sobriedade</p>
<p>Sufoca-lhe de tanto bem querer. </p>
<p>Claudicar na difícil obrigação</p>
<p>de temperar o amar e o educar,</p>
<p>mas sempre com certidão,</p>
<p>é quase regra deste amor &#8211; mar. </p>
<p>Tentar respirar,</p>
<p>Sofrer, andar</p>
<p>e tropeçar em seu lugar</p>
<p>é erro corriqueiro,</p>
<p>de quem, de esquecer de si,</p>
<p>é useiro e vezeiro.  </p>
<p>As derrotas e vitórias virão sempre</p>
<p>E serão  experiências próprias,</p>
<p>Mas é quem, de seu ventre,</p>
<p>Compartilhou a vida vigorosa</p>
<p>as sentirá  de forma mais grandiosa. </p>
<p>A lei da vida indica um caminho certo,</p>
<p>Quem hoje é filho e dispensa</p>
<p>este sentimento tão dileto,</p>
<p>verá na próxima curva, a essência</p>
<p>de amar um pequeno ser inquieto. </p>
<p>Receberá de volta pouco,</p>
<p>Comparado com o que oferta,</p>
<p>Mas quem se apega em troco,</p>
<p>quando paga quantia incerta,</p>
<p>por sentimento quão louco,</p>
<p>que torna CLARA sua função na terra.”</em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Serviço Baré III: O Lixo Que Querem Nos Vender Para Comer</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2010/etc/1277</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Apr 2010 13:52:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Fábio Jacob Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Regra dos 20%]]></category>
		<category><![CDATA[Interesse Local]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço Baré]]></category>
		<category><![CDATA[Tema Livre]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">ATUALIZADO COM CONTRIBUIÇÃO DO LEITOR RODRIGO DIAS. </p> <p style="text-align: justify;">Nota: Este post – que não tem abordagem jurídica e faz parte da quota de temas livres do autor – faz parte de uma série que comenta os problemas crônicos de prestação de serviços em Manaus. Para visitar os demais posts da série, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ATUALIZADO COM CONTRIBUIÇÃO DO LEITOR RODRIGO DIAS.</strong></span><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Nota: Este post – que não tem abordagem jurídica e faz parte da quota de temas livres do autor – faz parte de uma série que comenta os problemas crônicos de prestação de serviços em Manaus. <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL2luZGV4LnBocC90YWcvc2Vydmljby1iYXJl">Para visitar os demais posts da série, clique neste link</a>.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Uma das músicas nacionais que mais me incomodou na adolescência foi O Resto do Mundo de Gabriel, o Pensador. A letra é uma narrativa de primeira pessoa do cotidiano de um indigente, cuja maior aspiração na vida é morar num barraco de favela. Em determinado trecho – que, devo dizer, deixou marcas profundas na minha impressionável consciência adolescente – a música fala da experiência de sobreviver do lixo alheio:</p>
<p><em>Eu gostaria de ter um pingo de orgulho<br />
Mas isso é impossível pra quem come o entulho<br />
Misturado com os ratos e com as baratas<br />
E com o papel higiênico usado<br />
Nas latas de lixo<br />
Eu vivo como um bicho ou pior que isso<span id="more-1277"></span><br />
</em></p>
<p><em>Eu sou o resto<br />
O resto do mundo<br />
Eu sou mendigo, um indigente, um indigesto, um vagabundo<br />
Eu sou&#8230; Eu num sou ninguém<br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;">Das cenas provocadas pela miséria humana, uma das que mais me parte o coração é ver pessoas procurando por alimento no lixo.</p>
<p style="text-align: justify;">Afinal, ver um cidadão tão necessitado, tão dobrado pela fome que se vê forçado a catar comida dentre os detritos dos mais abastados é o suficiente para tirar o sossego de qualquer um que não tenha um coração de pedra. É a memória dessas cenas que me leva a contribuir para amenizar as desigualdades sociais herdadas por esses pobres cidadãos. E é assombração dessa visão que me leva a dobrar os joelhos e agradecer ao Senhor por ser um daqueles que – sem qualquer mérito próprio – foi abençoado de nascer numa família que me deu condições, desde o berço, de viver dignamente.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://blex.com.br/wp-content/uploads/2010/04/042610_1350_ServioBarII1.gif" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">Aparentemente, o supermercado Carrefour da Paraíba está praticando uma ação social pouco difundida: quer que todos os seus consumidores sintam na pele como é ter que catar verduras no lixo. Mas tem um diferencial: para ter o privilégio de escolher comida no lixo, querem que os consumidores paguem preços exorbitantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Explico.</p>
<p style="text-align: justify;">Normalmente faço compras supermercados de outras redes. Mas, no final de semana retrasado, fui fazer compras com a minha digníssima e, por conveniência (estávamos indo ao Manauara) decidimos experimentar o Carrefour da Paraíba.</p>
<p style="text-align: justify;">Lá, descobri esse relevante projeto social empreendido pela multinacional francesa.</p>
<p style="text-align: justify;">Para ser sincero, levou um tempo para sacar o que estava acontecendo. Começou quando vi o sofrível estado das cebolas oferecidas ao consumidor. Até então, pensava que era apenas um vacilo do controle de qualidade.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;"><img src="http://blex.com.br/wp-content/uploads/2010/04/042610_1350_ServioBarII2.png" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">No entanto, comecei a desconfiar de algo quando fui comprar os tomates. Além de podres, e com fungos à mostra, os tomates – em pleno supermercado – estavam infestados de pequenos insetos voadores. Achei muita coincidência: cebolas podres, tomates podres&#8230;.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://blex.com.br/wp-content/uploads/2010/04/042610_1350_ServioBarII3.png" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">&#8230; mas só pude ter certeza mesmo depois de ver o estado da couve-flor, que ao invés da costumeira cor branca, estava infestada de fungos, amassada, aguanda, recheada de  misteriosos pontos marrons e pretos&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://blex.com.br/wp-content/uploads/2010/04/042610_1350_ServioBarII4.png" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">&#8230; ai só então tive certeza do que estava acontecendo. Um produto podre nas prateleiras é atribuível a erro do controle de qualidade. Dois produtos podres, podem até ser coincidência. Três ou mais produtos podres, só pode ser campanha institucional do estabelecimento. Como não consigo acreditar que uma rede multinacional como o Carrefour tenha a cara de pau de simplesmente tentar empurrar injustificadamente múltiplas verduras podres para as cestas seus consumidores, a única explicação lógica que resta é essa tentativa de conscientização.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, quem quiser saber quão degradante é a experiência de escolher sua comida no lixo, mas não quer se aporrinhar &#8220;<em>com os ratos e com as baratas/ E com o papel higiênico usado<br />
/ Nas latas de lixo</em>&#8220;, basta se dirigir ao Carrefour da Paraíba. Ah, e também tem que estar disposto a pagar preço de verduras normais.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">*****</p>
<p style="text-align: justify;">Atualizaçao: O Leitor Rodrigo Dias entrou em contato com bLex para dizer que a campanha está ocorrendo, pelo jeito, em várias lojas do Carrefour em Manaus. Prova disso é o estado dos maracujás encontrados pelo leitor  noutro estabelecimento da rede:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDEwLzA0L21hcmEuanBn"><a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDEwLzA0L21hcmEuanBn"><img class="aligncenter size-full wp-image-1280" title="mara" src="http://blex.com.br/wp-content/uploads/2010/04/mara.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
 <img src="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=1277" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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		<title>Quem Vem Com Tudo Não Cansa</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 14:34:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Lindoso e Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Regra dos 20%]]></category>
		<category><![CDATA[Tema Livre]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Acabo de bacharelar-me em direito pela Universidade Federal do Amazonas. Não foi nada fácil. Foram quatro anos em que praticamente desbravei a mata amazônica intelectual. Minto. Do ponto de vista estritamente acadêmico, a Amazônia está mais para o Saara do que para a rica diversidade da fauna e flora tropicais. Entre mortos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Acabo de bacharelar-me em direito pela Universidade Federal do Amazonas. Não foi nada fácil. Foram quatro anos em que praticamente desbravei a mata amazônica intelectual. Minto. Do ponto de vista estritamente acadêmico, a Amazônia está mais para o Saara do que para a rica diversidade da fauna e flora tropicais. Entre mortos e feridos, porém, salvaram-se todos.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">De canudo na mão é hora de estufar o peito e bradar aos sete ventos: E agora?<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Faço parte do não tão seleto grupo composto por aqueles que já finalizaram o curso de direito, mas não lograram êxito em nenhum concurso público. É o famigerado limbo jurídico. É estar entre o céu e o inferno, no amargo meio-termo entre o acadêmico e o operador do direito.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">De onde estou, todavia, tenho uma visão privilegiada. Muito porque, apesar de já ter concluído os ensinamentos básicos da lei (e no que os tribunais dizem ser a lei) não possuo experiência profissional. Isto me habilita a questionar: para onde está caminhando a justiça?<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Se é que esta velha senhora caminha.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Este tipo de questionamento é novo para mim. Faço parte de uma geração politicamente apática. Não vi a ditadura e durante <span id="more-1093"></span>o primeiro aborto democrático do país eu ainda me interessava muito mais por bola de gude e futebol de botão. Durante a sanha das privatizações eu ouvia muito e entendia muito pouco. Até confesso que mais por desinteresse do que por qualquer outra coisa. Não é preciso muito para notar que eu sou meio avesso a essa coisa toda de política. Políticos não me levam a sério. Eu só devolvo na mesma moeda.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Mas o tempo passa e a coisa muda. O tempo passa e a gente começa a sentir a necessidade de saber o que se passa. É aí que eu me pergunto: para onde vai a justiça? Onde é que eu estou amarrando meu burro?<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Do alto de minha imaturidade – tanto profissional quanto pessoal – ouso lhes tentar responder. A justiça caminha com os passos dos seus operários e na direção que estes determinam, ainda que este batalhão de novos profissionais nade contra a maré. A cada geração de novos operadores do direito renasce a esperança de que se possa mudar um sistema viciado e falho. E é nestas verdadeiras &#8220;peças de reposição&#8221; é que repousa a expectativa de mudança.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Um sistema só é tão bom quanto seus componentes. Só funciona se houver perfeita interação entre suas engrenagens. Algumas destas engrenagens não funcionam mais. Já estão desgastadas.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Diz-se muito para o recém bacharel em Direito. Fala-se sobre justiça e mais ainda sobre fazer a diferença. Fazer a diferença porque dentro de cada calhamaço de papel há uma vida e um destino.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Não poderia concordar mais. Todo bacharel em Direito deve ouvir estas verdades porque a responsabilidade que cada um de nós carrega é absurda. Por mais que o número de processos seja extraordinário e isto transmita uma falsa sensação de que o impacto social não é assim tão grande, ainda há a responsabilidade imensa. O direito é um instrumento de mudança social.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Acho, porém, que algumas destas palavras também poderiam ser destinadas aos profissionais que já estão atuando há tempos. Não que eu não encontre exemplos do contrário, mas muitos destes profissionais não encontram mais o mesmo entusiasmo de antes para fazer frente às sucessões de injustiças geradas pelo citado sistema falho. É compreensível. Nadar contra a corrente de fato é cansativo.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A estes futuros colegas deixo a certeza de que vem por aí uma geração com vontade e ciente do tamanho da responsabilidade. Espero que esta nova safra de bacharéis traga de volta o sentimento de nostalgia dos primeiros anos na labuta, e que este seja contagiante. Se esta vontade de construir algo melhor será materializada, ou não, é incerto. O que é certo, no final, é que quem vem com tudo não cansa.</span></p>
 <img src="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=1093" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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		<title>Serviço Baré</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Dec 2009 22:27:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Fábio Jacob Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Regra dos 20%]]></category>
		<category><![CDATA[Interesse Local]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço Baré]]></category>
		<category><![CDATA[Tema Livre]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Manaus é uma das maiores capitais do Brasil. Por conta da generosidade na natureza tem vocação natural para o turismo (pelo menos como porta de entrada para o ecoturismo). Nesse cenário, seria natural que houvesse uma bem estruturada indústria de serviços destinada a atender esse público. </p> <p>Infelizmente, as coisas na prática não são bem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Manaus é uma das maiores capitais do Brasil. Por conta da generosidade na natureza tem vocação natural para o turismo (pelo menos como porta de entrada para o ecoturismo). Nesse cenário, seria natural que houvesse uma bem estruturada indústria de serviços destinada a atender esse público.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Infelizmente, as coisas na prática não são bem assim. Por alguma razão que não consigo entender, Manaus não tem cultura de serviço. Não me considero um cidadão particularmente propenso a reclamar, mas é raro o fim de semana em que não tenha algo a criticar sobre a atitude de um garçom, de um atendente de cinema ou de um vendedor de loja.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Por exemplo: comer na nossa cidade é um exercício de paciência. Pedir <em>delivery </em>é loteria, pois você nunca sabe se aquela malfadada previsão de entrega &#8220;entre 30 a 45 minutos&#8221; é brincadeirinha ou não.   Eu já tive que<span id="more-989"></span> cancelar pedidos depois de esperar mais de duas horas e meia para receber uma simples refeição (e depois de ouvir da a atendente : &#8220;Senhor, você precisa entender que hoje temos muitos pedidos para entregar&#8221;).<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Comer fora, de igual modo, é consistentemente inconsistente. Nunca se sabe se a comida e o serviço vão valer a pena ou não.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Devo dizer que uma má experiência de quando em quando é inevitável. É claro que acidentes podem acontecer. É possível ter uma péssima noite mesmo num ótimo estabelecimento. Afinal de contas, o serviço é prestado por pessoas, e pessoas são falíveis.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">O que diferencia os estabelecimentos é a forma de lidar com esses acontecimentos imprevisíveis.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Por exemplo, logo que o Bernardino&#8217;s virou Alentejo, fomos visitar a casa. O jantar foi uma desgraça. As entradas estavam oleosas demais. As torradas de alho salgadíssimas. A porção de couve portuguesa sem graça. E o bacalhau intragável. Chamamos o garçom, que constatando o problema com a comida, substituiu o prato. Para nossa surpresa, o prato substituto estava pior que o original. Ambos estavam com um amargor insuportável. O gerente (sem ser chamado) veio à mesa para pedir desculpas e garantiu que se tratava da uma anomalia. Deixou o jantar por conta da casa, e pediu apenas que retornássemos noutra data para que pudéssemos nos certificar que qualidade do estabelecimento não tinha decaído com a mudança do proprietário.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Resultado: voltamos outras vezes, e não nos arrependemos. Aliás, há umas duas semanas estivemos no Alentejo, e a refeição foi absolutamente impecável, digna de louros. A atitude do gerente mostra que o restaurante se preocupa com seus consumidores, e por conta disso, não é por causa de uma esporádica experiência ruim que a casa perderá seus clientes.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Ressalto que não é necessário ser um restaurante de luxo para ser um restaurante preocupado com bom serviço. Às vezes almoço num restaurante de comida simples, caseira e gostosa chamado D&#8217;licianas (fica naquela rua ao lado do Angelo Ramazzoti) e o tratamento dispensado pelos proprietários – que pessoalmente dirigem a cozinha, atuam como garçons e comandam o balcão – sempre foi extraordinário.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">No entanto, na maioria das vezes, a atitude dos estabelecimentos de Manaus em relação ao serviço que dispensam à clientela pode ser resumida na seguinte frase: &#8220;Gostou, ótimo. Não gostou? Paciência!&#8221;.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Foi exatamente por isso que passei um desses dias ao comer no Waku Sese, um restaurante que serve comida regional amazônica. Eu e Ana queríamos um lanche rápido, e pedimos um tacacá, um tucupi com jambú e uma unha de caranguejo. Depois de esperar por mais de meia hora por um prato que poderia ser servido em dez minutinhos, descobrimos que o tucupi estava completamente sem sabor. Parecia água levemente salgada e levemente azeda. Tanto o tucupi com jambú quanto o tacacá ficaram absolutamente intocados (exceto pela prova inicial de cada um deles).<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Como estávamos com pressa pedi a conta, e rachamos a unha de caranguejo. A conta – de uns trinta e poucos reais – chegou, e fui pagá-la diretamente à gerente. Disse a ela que não tínhamos comido dois dos três os pratos pedidos, pois o tucupi estava com gosto de água suja.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">A gerente, sem qualquer cerimônia, disse : &#8220;Ah é? Tá bom.&#8221; Recolheu o dinheiro da conta das minhas mãos, me deu as costas, e sem mesmo desejar boa noite ou &#8220;volte sempre&#8221;, continuou com seus afazeres.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Essa indiferença com a satisfação do cliente é que me revolta. Pior do que pagar por uma refeição que não vale comer, é ser tratado como um mero incômodo sem importância ao reclamar de algo. Nem precisava deixar de cobrar pelos pratos (que, aliás, para mim é a maior marca de um estabelecimento que realmente se preocupa com seus clientes). Bastava dar real atenção à reclamação, e mostrar que o restaurante se interessa com o bem estar daqueles que pagam os salários dos funcionários.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Como é que Manaus pretende sediar uma copa do Mundo com esse serviço de baixíssima qualidade com a qual estamos acostumados? Sim, estamos acostumados a serviço ruim. Caso contrário, a lei do mercado funcionaria, e os estabelecimentos que não se preocupassem com o bem estar e a qualidade da experiência de seus clientes estariam falidos.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Noutros mercados, onde a disputa por clientes é acirrada, a satisfação dos consumidores é levado a sério. Nos Estados Unidos, se a pizza não chegar em 30 minutos é de graça. O proprietário da pizzaria não faz isso por caridade. É que ele sabe que existem mais 30 pizzarias de onde se pode pedir entrega. Se, por algum imprevisto, o entregador atrasa, faz mais sentido perder o valor de uma pizza do que perder um cliente que pede uma pizza por mês.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Aqui, talvez diante da falta de opções de entretenimento e gastronomia, o empresário do ramo pode se dar ao luxo de esnobar clientela.  Mas essa é uma mentalidade que precisa mudar. Afinal de contas, Manaus precisa se preparar para ser um polo turístico.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Hoje, a expressão &#8220;serviço baré&#8221; é usada em tom pejorativo. Vou usar uma abordagem Iheringiana para fazer a minha pequena parcela na tentativa de melhorar esse cenário. Como tenho uma enorme quota de posts na regra dos 20% (quem não sabe o que é isso deve ler o <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL2luZGV4LnBocC9ndWlhLWRlLWNhdGVnb3JpYXMtYmxleA==">Guia de Categorias do bLex</a>), vou usar alguns deles para expor aqui episódios de desrespeito doloso à satisfação dos clientes. Faço isso como a minha contribuição para melhorar os serviços de nossa cidade. E conclamo você, leitor, a fazer a sua parte também (afinal, só somos maltratados pois permitimos que isso aconteça).<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Tenho esperança. Se cada um de nós fizer a sua parte, quem sabe em algumas décadas, quando não existir mais Zona Franca e Manaus precisar do turismo para realmente sobreviver, talvez a expressão &#8220;serviço baré&#8221; passe a descrever de um altíssimo padrão de qualidade no atendimento ao cliente. Para que isso aconteça, só temos que desacostumar com o &#8220;serviço baré&#8221; que recebemos hoje. </span></p>
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		<title>Processo Empresas</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 03:28:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe do bLex</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Tema Livre]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Este mês o bLex está prevendo alguns posts sobre o dano moral. Para abrir esse tema sério de modo leve, segue uma tirinha (obtida em algum lugar da internet e por nós traduzida) que retrata a nossa preocupação com o rumos tomados pelos tais casos de danos morais: </p> <p></p> <p> (Não há atribuição da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Este mês o bLex está prevendo alguns posts sobre o dano moral. Para abrir esse tema sério de modo leve, segue uma tirinha (obtida em algum lugar da internet e por nós traduzida) que retrata a nossa preocupação com o rumos tomados pelos tais casos de danos morais:<span id="more-792"></span><br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt"><img class="alignnone size-full wp-image-793" title="processo" src="http://blex.com.br/wp-content/uploads/2009/11/processo.jpg" alt="processo" width="318" height="403" /></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt"><br />
(Não há atribuição da autoria original pois não conseguimos identificar o autor) </span></p>
 <img src="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=792" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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		<title>Explicando a Pausa</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/etc/641</link>
		<comments>http://blex.com.br/index.php/2009/etc/641#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 23:49:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Fábio Jacob Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Regra dos 20%]]></category>
		<category><![CDATA[Tema Livre]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Caros leitores </p> <p>Essa semana o bLex deu uma diminuída (temporária) no ritmo de postagem. Temos a política de fazer pelo menos uma publicação por dia, e pelo menos 10 publicações por semana. Mas, por minha exclusiva culpa ontem, dia 01 de outubro, foi o primeiro dia útil desde o lançamento do bLex que ficamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Caros leitores<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Essa semana o bLex deu uma diminuída (temporária) no ritmo de postagem. Temos a política de fazer pelo menos uma publicação por dia, e pelo menos 10 publicações por semana. Mas, por minha exclusiva culpa <span id="more-641"></span>ontem, dia 01 de outubro, foi o primeiro dia útil desde o lançamento do bLex que ficamos sem publicar nada.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">O problema é que tive que viajar, e eu estava um pouco&#8230;.<br />
</span></p>
<p><img src="http://blex.com.br/wp-content/uploads/2009/10/100209_2349_Explicandoa1.jpg" alt="" /><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt"><br />
</span></p>
<p><span style="font-size:12pt"><span style="font-family:Times New Roman">&#8230; ocupado. </span><span style="font-family:Wingdings"> <img src='http://blex.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  </span><span style="font-family:Times New Roman"> Meus colegas submeteram os posts, mas não pude publicá-los. Segunda-feira estarei de volta e retornaremos ao ritmo normal. Ainda publicarei algumas coisas durante o fim-de-semana para compensar. Obrigado a nossos leitores pela compreensão.</span></span></p>
 <img src="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=641" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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		<title>Em Homenagem aos Nossos Estagiários</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 02:23:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe do bLex</dc:creator>
				<category><![CDATA[Regra dos 20%]]></category>
		<category><![CDATA[estágio]]></category>
		<category><![CDATA[Tema Livre]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Como os temas estão tão sérios e sisudos, a Equipe do bLex aproveita seu post de tema livre para fazer uma homenagem ao nosso querido estagiário Fábio Lindoso, e à estagiária dele, Isabella&#8230; </p> <p>Aproveitamos para lembrar que o Jacob &#38; Nogueira continua procurado estagiários&#8230;. </p> [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Como os temas estão tão sérios e sisudos, a Equipe do bLex aproveita seu post de tema livre para fazer uma homenagem ao nosso querido estagiário Fábio Lindoso, e à estagiária dele, Isabella&#8230;<br />
</span><span id="more-531"></span><br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/tvttK4gZzCk&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/tvttK4gZzCk&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Aproveitamos para lembrar que o <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL2luZGV4LnBocC8yMDA5L25ld3MvNDg1">Jacob &amp; Nogueira continua procurado estagiários&#8230;.</a><br />
</span></p>
 <img src="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=531" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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		<title>Em Nome do Pai</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 13:33:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Fábio Jacob Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Regra dos 20%]]></category>
		<category><![CDATA[Tema Livre]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>De acordo com as regras do bLex, cada autor pode publicar 20% de seus posts sobre temas livres. Isto quer dizer que para cada 4 posts profissionais, posso fazer um post sobre qualquer coisa que me der na telha. Tendo publicado 6 contribuições neste blog, eu estava tentando decidir como usar minha quota da &#8220;Regra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">De acordo com as regras do bLex, cada autor pode publicar 20% de seus posts sobre temas livres. Isto quer dizer que para cada 4 posts profissionais, posso fazer um post sobre qualquer coisa que me der na telha. Tendo publicado 6 contribuições neste blog, eu estava tentando decidir como usar minha quota da &#8220;Regra dos 20%&#8221; quando hoje, ao realizar a minha diária leitura dos jornais da cidade, me deparo com a seguinte nota na Coluna Sim &amp; Não do <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hY3JpdGljYS5jb20uYnI=">A Crítica</a>:<br />
</span></p>
<p style="margin-left: 72pt">
<div style="margin-left: 72pt"><em><strong>Multa </strong>O ex-titular da Seduc Vicente Nogueira foi condenado ontem pelo TCE a pagar multa de R$ 197,3 mil por irregularidades em sua prestação de contas de 2001. De  200 contratos analisados pela Corte, 74 apresentavam problemas, segundo o TCE.  Procurado, Nogueira respondeu que vai aguardar notificação do Tribunal de Contas do Estado.</em></div>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Imediatamente soube qual seria meu tema livre. Para quem não sabe, Vicente Nogueira é meu pai. <span id="more-255"></span>Fiz questão de nem mesmo ligar para falar com ele antes de publicar este post e não tenho procuração para defendê-lo neste assunto. Sequer sei qual o motivo específico para a aplicação da multa, mas aposto meu ante-braço direito que é alguma questão formal.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">A teoria da argumentação ensina que o ouvinte diminui a importância de defesa que é feita a partir de alguém com um ponto de vista comprometido. Não há como negar minha parcialidade nesta questão. Mesmo assim, me vejo obrigado a expressar o que penso sobre o assunto.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Quem conhece e trabalha com o Dr. Vicente Nogueira (é doutor mesmo pois ele tem doutorado) sabe que ele é uma pessoa absolutamente honrada e ética. Meu pai é o mais velho de 15 filhos tidos entre um alfaiate e uma dona de casa no bairro da Aparecida. Sua infância não foi confortável como aquela que ele pôde nos proporcionar. Numa prole de 18 filhos (3 dos quais adotados) , vivendo com poucas posses, havia uma real probabilidade estatística de que algum deles descambasse para uma vida de crime, de vagabundagem, de prostituição. Mas Seu Brígido e Dona Glória, meus avós, cuidaram de incutir em todos os seus filhos um elevado código de conduta moral. Acreditavam também no peso da educação. Apesar de meus avós terem concluído apenas a oitava e a quarta série do ensino fundamental, 16 de seus 18 filhos terminaram a faculdade, e muitos têm títulos acadêmicos avançados de mestrado e doutorado.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">O resultado do trabalho de Seu Brígido e Dona Glória é visível: criaram um clã de pessoas dedicadas e decentes. Não é à toa que os filhos de um alfaiate e uma dona de casa se estabeleceram profissionalmente em diversas áreas. Dentre os filhos de Brígido e Glória você encontra presidentes de multinacionais, servidores públicos em altos cargos de carreira, odontólogos, promotores de justiça, assistentes sociais, professores, empresários, todos respeitados em suas respectivas áreas. Hoje, com o falecimento de Seu Brígido, é a Dona Glória quem assume e exerce a posição de matriarca dos Nogueira.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">O código moral de Dona Glória pode ser ilustrado com um exemplo recente. Meu pai compareceu a dois eventos consecutivos, acompanhado de minha avó. No primeiro, um juiz de direito estava fazendo um discurso e apontou que meu pai era um homem conhecido por sua honradez e que sobre sua reputação como homem público não recaia uma só mácula. No segundo evento, um político teceu rasgados elogios à &#8220;incomparável inteligência e genialidade&#8221; de Vicente Nogueira.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Após ambos os eventos, minha avó chamou meu pai e disse: &#8220;<em>Fico feliz pelos elogios que você recebeu do político, mas inteligência é um apenas um dom; fico verdadeiramente orgulhosa é com elogios do juiz, pois honestidade é um aspecto do caráter que você exerce por opção.</em>&#8221;<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Posso dizer com a segurança de alguém que o conhece intimamente: meu pai nunca tocou em um centavo de dinheiro público que não estivesse em seu contra-cheque. Esses, os saqueadores dos cofres públicos, parecem estar a salvo de penalizações do Tribunal de Contas. Enfiam as mãos em milhões de reais e ficam ilesos. Agora, se um homem de bem comete alguma irregularidade formal, sofre multa de duzentos mil reais!<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Para alguém que vive de seu salário, isto é muito dinheiro. Quem se locupletou do erário de forma escusa já é punido com raridade pelo TCE, mas, se for punido, usa os rendimentos do dinheiro que furtou para pagar a condenação. Entretanto, quem trabalhou de forma honesta e dedicou seu tempo a melhorar o serviço público vai tirar de onde 200 mil reais de multa? Vendendo algum patrimônio construído após décadas de poupança e sacrifício?<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">É por isto que homens de bem cada vez mais se afastam do serviço público. Se não contam com a rede de proteção própria da politicagem, se sujeitam a passar anos com dor de cabeça no Tribunal de Contas, além de colocarem em risco seu patrimônio conquistado no suor, por conta de algum problema formal que, em função da arcana e confusa legislação administrativa brasileira, não foi detectado a tempo. O que este tipo de situação faz é convidar saqueadores a assumirem cargos de direção, pois provisionam, no seu próprio caixa desviado, uma parcela para resolver eventuais problemas de contas.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Caso mantida esta decisão, o patrimônio material de meu pai pode até ficar desfalcado. Mas a sua honra, jamais.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt"><br />
</span></p>
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