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	<title>Comentários sobre: Avanço ou Retrocesso?</title>
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	<link>http://blex.com.br/index.php/2009/cases/456</link>
	<description>Blog Jurídico</description>
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		<title>Por: Saulo Michiles</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/cases/456#comment-4216</link>
		<dc:creator>Saulo Michiles</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jul 2010 12:16:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=456#comment-4216</guid>
		<description>Post interessantíssimo, a começar pelo título. É o tipo de decisão em que o senso comum nos leva a comemorar como um avanço. No entanto, todas as questões jurídicas que afetam diretamente (compartilho da visão que 99% das decisões jurídicas afetam, ao menos, indiretamente a esfera econômica) a esfera econômica têm consequências indiretas que são muito difíceis de serem percebidas, principalmente, pelo senso comum.
Essas consequências foram muito bem abordadas no post, e complementadas no comentário do Dr. Daniel, quando se refere à política das meia-entradas. O mesmo poderia se dizer, sem entrar em maiores detalhes e para citar apenas alguns exemplos, das meia-passagens de ônibus para estudante, que claramente onera todos os outros usuários do sistema e da gratuidade das universidades públicas brasileiras, que fazem com que a sociedade, em sua maioria, paupérrima, pague a instrução Superior da minoria rica.
Quanto ao tema específico da decisão, compartilho das sensações antagônicas do blogueiro, talvez tendendo um pouco mais para a discordância da decisão. Em primeira análise, uma boa saída seria a entrega de celular de baixo custo para a continuidade do contrato desde que limitados a um ou dois aparelhos por ano de contrato.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Post interessantíssimo, a começar pelo título. É o tipo de decisão em que o senso comum nos leva a comemorar como um avanço. No entanto, todas as questões jurídicas que afetam diretamente (compartilho da visão que 99% das decisões jurídicas afetam, ao menos, indiretamente a esfera econômica) a esfera econômica têm consequências indiretas que são muito difíceis de serem percebidas, principalmente, pelo senso comum.<br />
Essas consequências foram muito bem abordadas no post, e complementadas no comentário do Dr. Daniel, quando se refere à política das meia-entradas. O mesmo poderia se dizer, sem entrar em maiores detalhes e para citar apenas alguns exemplos, das meia-passagens de ônibus para estudante, que claramente onera todos os outros usuários do sistema e da gratuidade das universidades públicas brasileiras, que fazem com que a sociedade, em sua maioria, paupérrima, pague a instrução Superior da minoria rica.<br />
Quanto ao tema específico da decisão, compartilho das sensações antagônicas do blogueiro, talvez tendendo um pouco mais para a discordância da decisão. Em primeira análise, uma boa saída seria a entrega de celular de baixo custo para a continuidade do contrato desde que limitados a um ou dois aparelhos por ano de contrato.</p>
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	<item>
		<title>Por: Direito &#38; Economia, e o Prêmio dos Empregados &#171; bLex</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/cases/456#comment-216</link>
		<dc:creator>Direito &#38; Economia, e o Prêmio dos Empregados &#171; bLex</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 20:31:22 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Direito &amp; Economia, e o Prêmio dos Empregados    Por Ney Bastos O bLex em vários post tem enfrentando a importante ligação entre o direito e economia, inclusive eu próprio já analisei tal questão, quando do comentário da decisão do STJ a respeito de furto ou perda de aparelhos celulares que estivessem no período de fi.... [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Direito &amp; Economia, e o Prêmio dos Empregados    Por Ney Bastos O bLex em vários post tem enfrentando a importante ligação entre o direito e economia, inclusive eu próprio já analisei tal questão, quando do comentário da decisão do STJ a respeito de furto ou perda de aparelhos celulares que estivessem no período de fi&#8230;. [...]</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Daniel Fábio Jacob Nogueira</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/cases/456#comment-185</link>
		<dc:creator>Daniel Fábio Jacob Nogueira</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 22:33:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=456#comment-185</guid>
		<description>Arlindo, 

Dê uma olhadinha no seguinte post: http://blex.com.br/index.php/2009/analise/84

Lá discutimos a questão da disciplina de Direito e Economia. 

No demais, a observação de ambos é relevante. É um enorme engano acreditar que o empresário é quem pagará por esta - e outras - alterações normativas e interpretativas. O economista americano Milton Freidman (vencedor do Premio Nobel) popularizou a frase &quot;&lt;em&gt;There is no such thing as a free lunch&lt;/em&gt;&quot; (Almoço de graça não é algo que exista). Se o Estado interfere no modelo de negócio para determinar que uma benesse seja dada ao consumidor, a reação natural do empresário será a de imediatamente adaptar o modelo de negócio para que a benesse seja - direta ou indiretamente - subsidiada pelos consumidores. Por desenho do modelo capitalista, é o consumidor que sempre pagará a conta, de um modo ou de outro.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Arlindo, </p>
<p>Dê uma olhadinha no seguinte post: <a href="http://blex.com.br/index.php/2009/analise/84" rel="nofollow">http://blex.com.br/index.php/2009/analise/84</a></p>
<p>Lá discutimos a questão da disciplina de Direito e Economia. </p>
<p>No demais, a observação de ambos é relevante. É um enorme engano acreditar que o empresário é quem pagará por esta &#8211; e outras &#8211; alterações normativas e interpretativas. O economista americano Milton Freidman (vencedor do Premio Nobel) popularizou a frase &#8220;<em>There is no such thing as a free lunch</em>&#8221; (Almoço de graça não é algo que exista). Se o Estado interfere no modelo de negócio para determinar que uma benesse seja dada ao consumidor, a reação natural do empresário será a de imediatamente adaptar o modelo de negócio para que a benesse seja &#8211; direta ou indiretamente &#8211; subsidiada pelos consumidores. Por desenho do modelo capitalista, é o consumidor que sempre pagará a conta, de um modo ou de outro.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Arlindo</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/cases/456#comment-178</link>
		<dc:creator>Arlindo</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 14:18:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=456#comment-178</guid>
		<description>Caro Ney,
Talvez eu não tenha realmente me expressado muito bem nessas poucas linhas. Quando vi a notícia no portal do STJ, passei a analisar exatamente sob o ângulo que você utilizou em seu post, o que, a meu ver, vem de um argumento interessante, pois não parte da análise pura das regras jurídicas, mas também sob o aspecto econômico.
Não sei se é de seu conhecimento, mas o Direito norte-americano tem forte embasamento na Economia. Ainda não tive a oportunidade de pesquisar mais a respeito, mas, se houver oportunidade, colocarei um post levando em consideração este aspecto, o que, a meu ver, você fez muito bem. Caso escreva algo, retorno para convidá-lo a ler e expor seus comentários.
Apenas gostaria de destacar que, na verdade, não parti da premissa sobre quem &quot;paga o pato&quot;. Apenas raciocinei sobre a decisão do STJ, o que é fato. Mas a discussão, a meu ver, é longa, e acredito que você captou bem as nuances que decorrem da decisão.
Forte abraço.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Ney,<br />
Talvez eu não tenha realmente me expressado muito bem nessas poucas linhas. Quando vi a notícia no portal do STJ, passei a analisar exatamente sob o ângulo que você utilizou em seu post, o que, a meu ver, vem de um argumento interessante, pois não parte da análise pura das regras jurídicas, mas também sob o aspecto econômico.<br />
Não sei se é de seu conhecimento, mas o Direito norte-americano tem forte embasamento na Economia. Ainda não tive a oportunidade de pesquisar mais a respeito, mas, se houver oportunidade, colocarei um post levando em consideração este aspecto, o que, a meu ver, você fez muito bem. Caso escreva algo, retorno para convidá-lo a ler e expor seus comentários.<br />
Apenas gostaria de destacar que, na verdade, não parti da premissa sobre quem &#8220;paga o pato&#8221;. Apenas raciocinei sobre a decisão do STJ, o que é fato. Mas a discussão, a meu ver, é longa, e acredito que você captou bem as nuances que decorrem da decisão.<br />
Forte abraço.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ney Bastos</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/cases/456#comment-167</link>
		<dc:creator>Ney Bastos</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 21:25:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=456#comment-167</guid>
		<description>Caro Arlindo,

Primeiramente gostaria de agradecer sua visita e comentário, pois o objetivo do blog é o fomento à discussão jurídica.

Especificamente quanto aos seus comentários, com a devida vênia e sem a pretensão de ser o dono da verdade, acredito que os mesmos partam de uma premissa equivocada, a de que no choque de interesses entre fornecedor e consumidor, aquele deve pagar o pato, visto que o único caminho realmente viável é a repartição dos prejuízos, conforme foi proposto no blog, pois a imposição exclusiva ao fornecedor de tal ônus, certamente se voltará contra o consumidor, que finalisticamente seria quem financiaria os investimentos no controle dos bloqueios dos ceculares, por exemplo, conforme proposto em seu comentário.

Trata-se de uma readequação econômica que certamente ocorreria, pois os serviços encareceriam aos consumidores em geral com o fito de custear tais controles.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Arlindo,</p>
<p>Primeiramente gostaria de agradecer sua visita e comentário, pois o objetivo do blog é o fomento à discussão jurídica.</p>
<p>Especificamente quanto aos seus comentários, com a devida vênia e sem a pretensão de ser o dono da verdade, acredito que os mesmos partam de uma premissa equivocada, a de que no choque de interesses entre fornecedor e consumidor, aquele deve pagar o pato, visto que o único caminho realmente viável é a repartição dos prejuízos, conforme foi proposto no blog, pois a imposição exclusiva ao fornecedor de tal ônus, certamente se voltará contra o consumidor, que finalisticamente seria quem financiaria os investimentos no controle dos bloqueios dos ceculares, por exemplo, conforme proposto em seu comentário.</p>
<p>Trata-se de uma readequação econômica que certamente ocorreria, pois os serviços encareceriam aos consumidores em geral com o fito de custear tais controles.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Arlindo</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/cases/456#comment-151</link>
		<dc:creator>Arlindo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 20:28:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=456#comment-151</guid>
		<description>Prezado Ney,
Tomei conhecimento hoje do bLex, e logo me deparei com o seu post que passo a comentar. Aproveito para recomendar meu blog (http://papolegal.wordpress.com.br), onde postei esta notícia, porém sem tecer maiores comentários.
Vejo que, no Brasil, temos um problema grave com relação à efetividade das normas. A norma não pode pressupor a má-fé e, posto isso, não se faz um controle posterior quanto à sua efetividade. Atente para os seguintes detalhes:
1) O custo de um aparelho, para as operadoras, é muito abaixo daquele do comércio. É claro que sempre há a necessidade da contrapartida para que se verifique o investimento, mas partamos do pressuposto de que a oneração é sempre bastante inferior àquele valor de retorno que se espera com a fidelização.
2) Nada impede que as operadoras realizem um controle sobre os celulares cadastrados, impedindo que os mesmos sejam &quot;desbloqueados&quot; por terceiros. Entretanto, ao que parece, parte-se sempre do pressuposto de que ninguém é confiável (ou é?): consumidor, a própria operadora, as demais operadoras, e por aí vai.
Concluindo: alguém deverá &quot;pagar o pato&quot;. Sobrou pro empresário. Mas por que este não investe em um controle simples, em conjunto com seus concorrentes, a fim de prevenir a fraude? Não seria mais leal e, a longo prazo, proveitoso, que investir no &quot;toma lá dá cá&quot;?
Espero ter me feito compreender.
Abraços.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado Ney,<br />
Tomei conhecimento hoje do bLex, e logo me deparei com o seu post que passo a comentar. Aproveito para recomendar meu blog (<a href="http://papolegal.wordpress.com.br" rel="nofollow">http://papolegal.wordpress.com.br</a>), onde postei esta notícia, porém sem tecer maiores comentários.<br />
Vejo que, no Brasil, temos um problema grave com relação à efetividade das normas. A norma não pode pressupor a má-fé e, posto isso, não se faz um controle posterior quanto à sua efetividade. Atente para os seguintes detalhes:<br />
1) O custo de um aparelho, para as operadoras, é muito abaixo daquele do comércio. É claro que sempre há a necessidade da contrapartida para que se verifique o investimento, mas partamos do pressuposto de que a oneração é sempre bastante inferior àquele valor de retorno que se espera com a fidelização.<br />
2) Nada impede que as operadoras realizem um controle sobre os celulares cadastrados, impedindo que os mesmos sejam &#8220;desbloqueados&#8221; por terceiros. Entretanto, ao que parece, parte-se sempre do pressuposto de que ninguém é confiável (ou é?): consumidor, a própria operadora, as demais operadoras, e por aí vai.<br />
Concluindo: alguém deverá &#8220;pagar o pato&#8221;. Sobrou pro empresário. Mas por que este não investe em um controle simples, em conjunto com seus concorrentes, a fim de prevenir a fraude? Não seria mais leal e, a longo prazo, proveitoso, que investir no &#8220;toma lá dá cá&#8221;?<br />
Espero ter me feito compreender.<br />
Abraços.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Daniel Fábio Jacob Nogueira</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/cases/456#comment-146</link>
		<dc:creator>Daniel Fábio Jacob Nogueira</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 11:01:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=456#comment-146</guid>
		<description>Uma das frases jurídicas que mais me impressiona é a que diz: &quot;Quando a Lei ignora a realidade, a realidade se vinga e ignora a Lei&quot;. Isso também é verdade quando a lei ignora a realidade econômica. Esse post me faz lembrar da lei da meia-entrada para estudantes em shows e espetáculos. Em alguns shows, estudantes representam mais de 80% do público. O que fazem os promotores? Estipulam como valor nominal do show o dobro do valor que verdadeiramente querem cobrar. A &quot;meia&quot; é o valor real da entrada, e a &quot;inteira&quot; custa o dobro. Mas aí eles vendem &quot;meia&quot; para qualquer um e não fazem qualquer fiscalização na entrada o espetáculo. O único efeito dessa lei protecionista mal-feita foi a de - paradoxalmente - aumentar o custo para quem compra inteira, e aumentar o lucro do produtor. Vislumbro que algum fenômeno semelhante deve ocorrer com a aplicação desse precedente à vida real. 

Parabens pelo post.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das frases jurídicas que mais me impressiona é a que diz: &#8220;Quando a Lei ignora a realidade, a realidade se vinga e ignora a Lei&#8221;. Isso também é verdade quando a lei ignora a realidade econômica. Esse post me faz lembrar da lei da meia-entrada para estudantes em shows e espetáculos. Em alguns shows, estudantes representam mais de 80% do público. O que fazem os promotores? Estipulam como valor nominal do show o dobro do valor que verdadeiramente querem cobrar. A &#8220;meia&#8221; é o valor real da entrada, e a &#8220;inteira&#8221; custa o dobro. Mas aí eles vendem &#8220;meia&#8221; para qualquer um e não fazem qualquer fiscalização na entrada o espetáculo. O único efeito dessa lei protecionista mal-feita foi a de &#8211; paradoxalmente &#8211; aumentar o custo para quem compra inteira, e aumentar o lucro do produtor. Vislumbro que algum fenômeno semelhante deve ocorrer com a aplicação desse precedente à vida real. </p>
<p>Parabens pelo post.</p>
]]></content:encoded>
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