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	<title>bLex &#187; Fábio Bandeira de Melo</title>
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	<description>Blog Jurídico</description>
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		<title>Novo CPC: Audiência Pública em Manaus</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 21:36:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bandeira de Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Flashes, Notícias e Informações Úteis]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;"> <p>Aproveitando o &#8220;gancho&#8221; deixado em outros posts do bLex, informo que será realizada, na cidade de Manaus, uma das audiências públicas para discussão sobre o novo Código de Processo Civil. <p style="text-align: justify;"> <p style="text-align: justify;"> <p>O evento será organizado pela comissão de juristas encarregada de elaborar o anteprojeto do Novo CPC [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Aproveitando o &#8220;gancho&#8221; deixado em outros posts do bLex, informo que será realizada, na cidade de Manaus, uma das audiências públicas para discussão sobre o novo Código de Processo Civil.<br />
</span></code></pre>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">O evento será organizado pela comissão de juristas encarregada de elaborar o anteprojeto do Novo CPC e buscará debatê-lo e ouvir críticas e sugestões sobre a reforma.<br />
</span></code></pre>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">As capitais onde serão realizadas as audiências públicas serão as seguintes: Fortaleza (05/03), Rio de Janeiro (11/03), Brasília (18/03), São Paulo (26/03), <span style="text-decoration: underline;"><strong>Manaus <span id="more-1171"></span>(09/04),</strong></span> Curitiba (15/04) e Porto Alegre (16/04).<br />
</span></code></pre>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Sendo assim, conclamo aos colegas advogados e demais operadores do direito de nossa cidade a comparecer a esta audiência pública, pois os participantes, além de tomarem parte neste momento histórico no direito pátrio, também contribuirão para o nascimento de um novo diploma processual.<br />
</span></code></pre>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Destaco, ainda, que Manaus foi a única cidade representante da região norte a receber a comissão de juristas encarregada de elaborar o anteprojeto do novo Código de Processo Civil (CPC), razão pela qual se torna mais relevante a presença de todos os cidadãos ao evento.<br />
</span></code></pre>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Esclareço que em momento ulterior serão informados detalhes sobre a audiência pública, como local, horário, etc.<br />
</span></code></pre>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">O pessoal do bLex vai estar lá com certeza absoluta.<br />
</span></code></pre>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Fontes:<br />
</span></code></pre>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3d3dy5zdGouZ292LmJyL3BvcnRhbF9zdGovcHVibGljYWNhby9lbmdpbmUud3NwP3RtcC5hcmVhPTM5OCZhbXA7dG1wLnRleHRvPTk2MDkz"> </a></p>
<p><span style="color: blue; font-family: Times New Roman; text-decoration: underline;"><a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3d3dy5zdGouZ292LmJyL3BvcnRhbF9zdGovcHVibGljYWNhby9lbmdpbmUud3NwP3RtcC5hcmVhPTM5OCZhbXA7dG1wLnRleHRvPTk2MDkz">http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&amp;tmp.texto=96093</a></span></code></pre>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3d3dy5taWdhbGhhcy5jb20uYnIvUXVlbnRlcy8xNyxNSTEwMjM3MCw4MTA0Mi1jb21pc3NhbytkZStyZWZvcm1hK2RvK0NQQytzZStyZXVuZStob2pl">http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI102370,81042-comissao+de+reforma+do+CPC+se+reune+hoje</a></p>
<p>===================================================</p>
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		<item>
		<title>A Malícia e o Abuso de Direito da Trabalhadora Gestante</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2010/praxis/1080</link>
		<comments>http://blex.com.br/index.php/2010/praxis/1080#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 19:45:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bandeira de Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática e Estratégia Jurídica]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça do Trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Um cliente recebeu, nesta semana, uma notificação para comparecer perante a Justiça do Trabalho, nos moldes de praxe: </p> <p style="text-align: center;"> </p> <p style="text-align: justify;">Na ação em referência, a reclamante – ex-funcionária da empresa – informou que se encontrava gestante no momento em que o nosso cliente a demitiu sem justa causa. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Um cliente recebeu, nesta semana, uma notificação para comparecer perante a Justiça do Trabalho, nos moldes de praxe:<br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://blex.com.br/wp-content/uploads/2010/01/012710_1944_AMalciaeoA1.png" alt="" /><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Na ação em referência, a reclamante – ex-funcionária da empresa – informou que se encontrava gestante no momento em que o nosso cliente a demitiu sem justa causa.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Ao final de sua demanda, a ex-funcionária requereu os salários do período em que se encontrou demitida e a indenização correspondente à estabilidade provisória (alínea &#8220;b&#8221;, inciso II, do art. 10 da ADCT).<span id="more-1080"></span><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Após analisar todo o conteúdo versado na petição inicial e realizar uma reunião com o setor de recursos humanos da empresa, obtive algumas informações que acredito pertinentes.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Antes de dar continuidade ao presente <em>post</em>, acho necessário informar que a tese abaixo colacionada, embora não seja unanimemente seguida pela nossa jurisprudência, merece reflexão, dada a razoabilidade.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Pois bem.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">No momento da rescisão do contrato de trabalho, que ocorreu em 02/02/2009, nem a reclamada, nem a reclamante – ao menos é o que se acredita –, tinham conhecimento do estado gravídico desta e, por essa razão, o processo demissão teve sua conclusão de forma satisfatória, com o pagamento de todas as verbas trabalhistas devidas à funcionária.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Compulsando os autos do processo, observei que a reclamante juntou uma ultrassonografia obstétrica realizada quando da efetivação de um exame admissional em outra empresa, na data de 06/04/2009, ou seja, dois meses após o desligamento da reclamante na empresa reclamada. O referido exame constatou que a ex-funcionária ficou gestante alguns dias antes de seu desligamento da empresa reclamada (cliente).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">O fato é que a reclamante jamais procurou a empresa reclamada para informar que engravidou antes de seu desligamento e, por conseguinte, requerer sua reintegração no quadro de funcionários – principalmente porque sempre manteve ótimas relações com a empresa.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Ao revés, aguardou <span style="text-decoration: underline;"><strong>TODO</strong></span> o período de gestação e, momentos antes de conceber seu filho – mais precisamente no 9º mês de gestação –, ingressou com uma demanda judicial para obter única e exclusivamente pecúnia, não dando qualquer oportunidade para empresa reintegrá-la em seu quadro de funcionários.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A conduta perpetrada pela ex-funcionária revelou apenas uma intenção: <span style="text-decoration: underline;"><strong>ABUSO DE DIREITO,</strong></span> pois objetivou perceber verbas correspondentes a um período que não laborou e poderia ter laborado caso pleiteasse administrativamente, ou até mesmo judicialmente, sua reintegração.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">O propósito da ex-funcionária estendeu-se até o ingresso da reclamatória, uma vez que não houve em sua na petição inicial qualquer pedido de reintegração no emprego. A preocupação da reclamante consistiu apenas em <span style="text-decoration: underline;"><strong>receber,</strong></span> e nada mais.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A reclamante buscou pura e simplesmente a obtenção de remuneração sem a prestação de serviços. A meu ver, se entendia, de fato, que tinha direito à estabilidade, a ex-funcionária deveria ter ajuizado a sua reclamatória dentro de um período em que ainda pudesse trabalhar – e receber pelo seu trabalho – e, conseqüentemente, postulado sua reintegração, mas não o fez. Somente ajuizou sua ação depois de transcorrido totalmente o período destinado à possibilidade de trabalho, buscando a obtenção direta de pecúnia.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Sei que a legislação aplicável ao caso concede ao trabalhador prazo para o ajuizamento da demanda, mas é necessário, antes de tudo, analisar a questão, sobretudo, quanto a real intenção do que se pleiteia. Se a empregada queda-se inerte durante toda a gestação, e frustra a possibilidade de laborar, buscando apenas &#8220;valores&#8221;, é evidente que não agiu de boa fé, e só desejou percepção de obter vantagem às custas do empregador.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Apesar da jurisprudência ser vacilante, existem alguns importantes julgados que reconhecem que – dependendo do caso – a conduta maliciosa da ex-empregada grávida pode sim configurar abuso de direito:<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 106pt;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">ESTABILIDADE GESTANTE &#8211; ABUSO DE DIREITO &#8211; A regra contida no art. 10o, alínea &#8220;b&#8221; do ADCT deve ser interpretada em consonância com os demais princípios insertos na Carta Magna, resultando lícita a conclusão e no sentido de que a estabilidade visa garantir o nascituro, limitando o exercício do jus variandi do empregador em relação à dispensa arbitraria da empregada gestante a partir do momento em que se confirma a gravidez. Entretanto, dúvidas não restam e no sentido de que a obreira, no momento da demissão, não tinha ciência de que estava grávida, operando verdadeiro abuso de direito, ao deixar transcorrer a quase totalidade da gestação para buscar o direito previsto no art. 10, &#8220;a&#8221; do ADCT. (TRT/SP &#8211; 01995200831902000 &#8211; RS &#8211; Ac. 2aT 20090527199 &#8211; Rel. Odette Silveira Moraes &#8211; DOE 28/07/2009)<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 106pt;">
<p style="text-align: justify; margin-left: 106pt;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">RECURSO DE REVISTA. GARANTIA DE EMPREGO.   GESTANTE.DEMORA INJUSTIFICADA NO AJUIZAMENTO DA AÇÃO. ABUSO DE DIREITO.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 106pt;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Impende considerar-se que a interpretação da norma em exame   artigo 10, II, do ADCT   não pode dissociar-se da realidade em que se insere, nem do componente de razoabilidade com o qual deve ser aplicada. Com efeito, restou consignado nos autos que a demora da reclamante em interpor a reclamação, configurou-se em abuso de direito no exercício da demanda. Significaria, na prática, condenar a empregadora, sem que lhe tenha sido oportunizado o cumprimento de sua obrigação, ante deliberada delonga da reclamante. Recurso de revista não conhecido. (TST  2ª Turma NÚMERO ÚNICO PROC: RR &#8211; 836/2001-301-02-00PUBLICAÇÃO: DJ &#8211; 18/04/2008)<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Num caso como o narrado, não consigo enxergar o direito absoluto da trabalhadora em perceber os valores acobertados pela &#8220;estabilidade da gestante&#8221;, uma vez que toda sua conduta lastreou-se em verdadeira má fé.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Encerro este <em>post</em> com as palavras do eminente professor e juiz, Valentin Carrion:&#8221;<span style="text-decoration: underline;"><strong> A LEI QUER A MANUTENÇÃO DO EMPREGO COM TRABALHO E SALÁRIOS, MAS NÃO PODE PROTEGER A MALÍCIA</strong></span>&#8220;. (CARRION, Valentin. Comentários à consolidação das leis do trabalho. 26.ª ed. Atual. e ampl. por Eduardo Carrion. São Paulo: Saraiva, 2001. p. 251.)<br />
</span></p>
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		<title>Preposto e Vínculo Empregatício em Juizado</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2010/praxis/1037</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 19:46:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bandeira de Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática e Estratégia Jurídica]]></category>
		<category><![CDATA[Juizado]]></category>
		<category><![CDATA[Novas Leis Relevantes]]></category>
		<category><![CDATA[Processo Civil]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Até a publicação da Lei nº 12.137/09, que ocorreu na data de 21/12/2009 (DOU), o §4º do art. 9º da Lei 9.099/95 dispunha que o réu, sendo pessoa jurídica ou titular de firma individual, poderia ser representado por preposto credenciado. </p> <p style="text-align: justify;">Embora a norma em referência não tratasse expressamente acerca da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Até a publicação da Lei nº 12.137/09, que ocorreu na data de 21/12/2009 (DOU), o §4º do art. 9º da Lei 9.099/95 dispunha que <em>o </em>réu, sendo pessoa jurídica ou titular de firma individual, poderia ser representado por preposto credenciado<em>.<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Embora a norma em referência não tratasse expressamente acerca da necessidade de vínculo empregatício de quem representava a pessoa jurídica em audiência, alguns magistrados insistiam em aplicar os efeitos da revelia quando o preposto credenciado não fosse empregado da pessoa jurídica por ele representada.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Com a publicação<span id="more-1037"></span> da Lei nº 12.137/09, o §4º do art. 9º da Lei 9.099/95 passou a ter a seguinte redação:<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 198pt;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">&#8220;Art. 9º. Nas causas de valor até vinte salários mínimos, as partes comparecerão pessoalmente, podendo ser assistidas por advogado; nas de valor superior, a assistência é obrigatória.<em><br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 198pt;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">(&#8230;)<em><br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 198pt;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><span style="color: black;">§4</span>º.<span style="color: black;"> O réu, sendo pessoa jurídica ou titular de firma individual, poderá ser representado por preposto credenciado, munido de carta de preposição com poderes para transigir, <span style="text-decoration: underline;"><strong>sem haver necessidade de vínculo empregatício</strong></span>&#8220;.<br />
</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Em suma, com esta mudança na norma, as empresas poderão credenciar os prepostos que entenderem aptos para representá-las nas audiências dos Juizados Especiais, com a convicção de que não sofrerão qualquer punição jurídica pela conduta adotada.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A mudança na norma, a meu sentir, é positiva tanto para empresas grandes quanto para pequenas. Por conta do Código de Defesa do Consumidor, a empresa pode ser demandada em qualquer comarca do país. Como nenhuma empresa tem empregados em todos os municípios brasileiros, fatalmente a ré tinha que contratar pessoas sem vínculo empregatício para se fazer representar em suas demandas.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Empresas menores e empresas locais sofriam bastante com o sistema anterior, pois para não correr risco de revelia tinham pagar o custeio do transporte aéreo de seus empregados. A alteração, todavia, também facilitou a vida de empresas maiores, que têm litígios massificados, pois essas frequentemente fazem uso de prepostos profissionais ligados ao escritório de advocacia.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Por fim, alerto que apesar de não mais existir a obrigação de vínculo, o preposto contratado ainda precisa conhecer os fatos da lide. Caso contrário, se o preposto não tem conhecimento algum dos fatos do litígio e há expresso pedido na inicial de depoimento pessoal do réu, o juiz pode, na linha do artigos 345 c/c 343 §2º do CPC, aplicar à empresa a pena de confissão. </span></p>
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		<item>
		<title>O &#8220;Chefão&#8221; Que Manda Mais Que A Lei</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 12:34:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bandeira de Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Regra dos 20%]]></category>
		<category><![CDATA[fumo]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço Baré]]></category>

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		<description><![CDATA[ <p>Parece que alguns bares da cidade de Manaus ainda não tomaram conhecimento ou simplesmente ignoraram – alternativa que acho ser a mais apropriada – os termos da lei que proíbe o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos e derivados em ambientes de uso coletivo, total ou parcialmente fechados em qualquer dos seus lados por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Parece que alguns  bares da cidade de Manaus ainda não tomaram conhecimento ou simplesmente  ignoraram – alternativa que acho ser a mais apropriada – os termos  da lei que proíbe o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos  e derivados em ambientes de uso coletivo, total ou parcialmente fechados  em qualquer dos seus lados por parede, divisória, teto ou telhado,  ainda que de forma provisória, onde haja permanência ou circulação de pessoas  (Lei Antifumo).<span id="more-1019"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Segundo o §2º  do art. 1º da Lei Antifumo (Lei 1.364/2009), <em>“a expressão recintos  de uso coletivo compreende, dentre  outros, os ambientes de trabalho, de estudo, de cultura, de lazer, de  esporte ou de entretenimento, áreas comuns de condomínios, casas de  espetáculos, teatros, cinemas, bares, lanchonetes, boates,  restaurantes, praças de alimentação, hotéis, pousadas, centros comerciais,  bancos e similares, supermercados, açougues, padarias, farmácias e  drogarias, repartições públicas, instituições de  saúde, escolas, museus, bibliotecas, espaços de exposições, veículos  públicos ou privados de transporte coletivo, viaturas oficiais de qualquer  espécie e táxis”.</em></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Pois bem, na  sexta-feira passada, dia 08/01/2010, estive com minha esposa e um casal  de amigos no bar &#8220;O Chefão&#8221;, localizado na Rua Ferreira Pena,  Centro, e várias pessoas estavam fumando no ambiente, inclusive charuto.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Fiz uma reclamação  direta ao garçom que imediatamente chamou o “gerente do salão”  para resolver o problema por mim inaugurado, aliás, inaugurado por  todas as pessoas que estavam transgredindo uma lei municipal.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Após ouvir  minha reclamação e, principalmente, meu pedido para que o empreendimento  solicitasse que as pessoas ali presentes – inclusive um casal que  se encontrava em uma mesa ao meu lado – parassem de fumar, o “senhor  gerente” se limitou a dizer que aquele local era destinado aos fumantes,  ou seja, nós, os incomodados, que fôssemos para outra mesa.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Resumo da ópera:  ninguém parou de fumar e, pior, fomos obrigados a respeitar a norma  interna do empreendimento e voltar para casa com o peculiar fedor de  cigarro impregnado em nossas roupas e corpos.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">&#8220;O Chefão&#8221;,  isso não existe mais!!! Fumar agora somente <strong>(i)</strong> nos locais de  culto religioso em que o uso de produto fumígeno faça parte do ritual; <strong> (ii)</strong> nas instituições de tratamento da saúde que tenham pacientes  autorizados a fumar pelo médico que os assista; <strong>(iii)</strong> nas vias  públicas e nos espaços ao ar livre; <strong>(iv)</strong> nas residências;  e <strong>(v) </strong>nos estabelecimentos específica e exclusivamente destinados  ao consumo no próprio local de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos  ou de qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco,  desde que essa condição esteja anunciado, de forma clara, na respectiva  entrada (art. 5º da Lei 1.364/2009). </span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">O irônico é  que o art. 2º da Lei Antifumo dispõe expressamente que <em>“o responsável  pelos recintos de que trata esta lei deverá  advertir os eventuais infratores sobre a proibição nela contida, bem  como sobre a obrigatoriedade, caso persista na conduta coibida, de imediata  retirada do local, se necessário mediante o auxílio de força policial”. </em></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Diante de toda  essa situação, comecei a fazer alguns questionamentos: O problema  está na ausência de fiscalização enérgica e efetiva, na falta  de educação das pessoas ou na inércia dos próprios empreendimentos? </span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Será que  o verdadeiro cidadão – aquele que respeito o direito alheio – verá  a aplicação desta norma ou a Lei Antifumo será mais uma a ser desrespeitada  e os não fumantes que se virem?</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><em>Nota: Para uma posição crítica à Lei Anti Fumo de Manaus, não deixe de ler o post <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL2luZGV4LnBocC8yMDA5L2xlZ2lzLzIzNA==">Preciosismo que beira ao absurdo</a> de Luis Fabian. </em><br />
</span></p>
</div>
</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden; position: absolute; left: -10000px; top: 413px; width: 1px; height: 1px;">
<h2><a title=\"Permanent Link to Preciosismo que beira ao absurdo\" rel=\"bookmark\" href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=Li4vaW5kZXgucGhwLzIwMDkvbGVnaXMvMjM0">Preciosismo que beira ao absurdo </a></h2>
</div>
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		<item>
		<title>O Direito de Não Esperar Pelo Juiz</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2010/praxis/1005</link>
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		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 19:22:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bandeira de Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prática e Estratégia Jurídica]]></category>
		<category><![CDATA[advocacia]]></category>
		<category><![CDATA[Juizado]]></category>
		<category><![CDATA[Processo Civil]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em determinada ocasião compareci a um dos cartórios dos juizados especiais desta capital para participar de audiência de instrução e julgamento designada para o horário de 10:30h. </p> <p style="text-align: justify;">Ocorre que o magistrado competente para presidir a audiência não se encontrava no recinto por estar acumulando funções em outro juizado. </p> <p [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Em determinada ocasião compareci a um dos cartórios dos juizados especiais desta capital para participar de audiência de instrução e julgamento designada para o horário de 10:30h.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Ocorre que o magistrado competente para presidir a audiência não se encontrava no recinto por estar acumulando funções em outro juizado.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Pois bem, passada <span style="text-decoration: underline;"><strong>uma hora</strong></span> sem que o MM. Juiz comparecesse ao juizado onde a audiência do meu cliente seria realizada, achei por bem fazer uso de uma das prerrogativas profissionais do advogado. Pedi que o cartório certificasse a hora e a ausência do magistrado e, munido da certidão requerida, retirei-me do recinto após comunicação devidamente protocolizada ao juízo.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Fiz isso por conta de um direito que, apesar de textualmente previsto no art. 7º, XX, do Estatuto da OAB, infelizmente é muito pouco utilizado pelos colegas advogados<span id="more-1005"></span>:<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 108pt;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><strong>&#8220;Art. 7</strong>º São direitos do advogado:<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 108pt;"><span style="color: black; font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">XX &#8211; retirar-se do recinto onde se encontre aguardando pregão para ato judicial,<strong> após trinta minutos do horário designado</strong> e ao qual ainda não tenha comparecido a autoridade que deva presidir a ele, mediante comunicação protocolizada em juízo.&#8221;<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">A rigor, nem seria necessário me municiar de certidão. A obtive por mera cautela, pois a lei autoriza o advogado a se retirar após protocolar simples comunicação ao juízo.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Para minha surpresa, obtive a informação – através do acompanhamento processual realizado no site do TJ/AM – que o magistrado realizou o pregão da audiência e, na oportunidade, &#8220;indeferiu&#8221; o pedido realizado naquela petição, bem como decretou a revelia do meu cliente.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Ocorre que a peça protocolizada não era um requerimento para ser deferido ou indeferido pelo magistrado. A hipótese do art. 7º, XX do Estatuto é uma daquelas raras hipóteses em que o advogado não pede, mas sim comunica ao juízo que está exercitando um direito previsto em lei.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">O julgador pode deferir ou indeferir <span style="text-decoration: underline;">os pedidos</span> que lhes são dirigidos. Mas ao magistrado não é dado indeferir <span style="text-decoration: underline;"><strong>um direito</strong></span> previsto em lei para proteger o advogado contra atrasos do próprio juiz.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">É desnecessário delongar-se acerca da gravidade de uma decisão neste sentido, visto que esta implica em cerceamento de defesa, violando frontalmente o princípio do devido processo legal.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Não tenho dúvidas de que a decisão proferida pelo MM. Juiz será reformada na instância recursal, mas se as prerrogativas contidas no Estatuto da OAB fossem verdadeiramente consagradas e se a teórica isonomia entre advogados, juízes, promotores, etc, tivesse aplicação prática, com absoluta certeza não precisaria utilizar nenhum remédio jurídico para  reverter a situação relatada, pois ela sequer existiria.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Além disso, direitos não exercitados atrofiam e deixam de existir. Se todos os advogados se valessem rotineiramente da prerrogativa citada, os magistrados estariam acostumados à hipótese de sua aplicação. No entanto, o uso de tal direito é tão raro que é quase um evento nos cartórios amazonense (e não é por conta da assiduidade inglesa dos nossos julgadores). Portanto, é uma ocorrência tão esporádica que o juiz mal sabe lidar com tais situações,e, em alguns casos, fica irritado com o advogado que faz valer o seus direitos.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Então chego ao objetivo deste post: conclamo os colegas a não deixar que nossas prerrogativas virarem uma mera curiosidade literária. Vamos fazer uso frequente dos direitos que a lei nos assegura. Recomendo aos colegas que incluam no kit de audiências (petição, substabelecimento, atos constitutivos, carta de preposição, etc&#8230;) um formulário da comunicação do art. 7º, XX da EAOB, para, sempre que necessário, evocar a proteção legal.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Afinal de contas, só teremos nossos direitos respeitados se passarmos a exigir a sua observância.<br />
</span></p>
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		<title>Reclamação em Juizado sem Advogado</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/dia-a-dia/470</link>
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		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 01:11:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bandeira de Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano Forense]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify">Conforme inteligência do art. 9º da Lei 9.099/95 (Lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais), nas causas de valor até vinte salários mínimos, as partes comparecerão pessoalmente, podendo ser assistidas por advogados, ou seja, a assistência não é obrigatória, ao contrário do que acontece naquelas causas de valor superior a vinte salários mínimos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Conforme inteligência do art. 9º da Lei 9.099/95 (Lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais), nas causas de valor até vinte salários mínimos, as partes comparecerão pessoalmente, <span style="text-decoration: underline;"><strong>podendo</strong></span> ser assistidas por advogados, ou seja, a assistência não é obrigatória, ao contrário do que acontece naquelas causas de valor superior a vinte salários mínimos.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Para suprir a ausência de advogado, o Tribunal de Justiça instituiu um Setor de Ajuizamento onde a parte autora <strong>(i)</strong> informa a intenção de ajuizar demanda, <strong>(ii)</strong> relata os fatos que envolvem o litígio e, ao final, <strong>(iii)</strong> consigna o pedido de julga pertinente. Todos os argumentos externados pela parte são reduzirmos a termo por um funcionário do TJ/AM.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Ocorre que, por muitas vezes, esse <span style="text-decoration: underline;"><strong>termo de reclamação</strong></span> é concluído de forma ininteligível,<span id="more-470"></span> o que demonstra, pelo menos num primeiro momento, que alguns funcionários designados para aquela função não possuem a prática necessária para elaborar as peças inaugurais.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Por vezes, os vícios existentes naqueles termos de reclamação não infringem apenas as regras de nossa gramática, mas violam, de forma grotesca, os requisitos mais basilares que uma petição inicial deve conter, como a <strong>(i)</strong> disposição dos fatos e fundamentos jurídicos do pedido, <strong>(ii)</strong> o pedido, com as suas especificações, etc (Art. 282 do CPC).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Com o presente post, não pretendo discutir a necessidade de advogados naquelas causas de valor até vinte salários mínimos, mesmo porque a norma aplicável ao caso é clara sobre a sua desnecessidade. Meu objetivo, na realidade, é chamar atenção para o desrespeito à norma processual, sobretudo quanto ao teor do mencionado art. 282 do CPC e ao direito constitucional do contraditório e ampla defesa.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Como sabemos, um <span style="text-decoration: underline;"><strong>termo de reclamação</strong></span> mal redigido, tal qual uma petição inicial mal redigida, dificulta não somente a confecção de uma defesa, mas também a prolatação de uma eventual sentença de mérito sobre os fatos e o direito discutidos em determinado litígio.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Assim como <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2JsZXguY29tLmJyL2luZGV4LnBocC8yMDA5L2RpYS1hLWRpYS8xMzA=">mencionei em outro post</a>, defendo com &#8220;unhas e dentes&#8221; que &#8220;alguns requisitos processuais, pelo menos os mais basilares, devam ser respeitados, sob pena de ser comprometida a própria segurança jurídica&#8221;.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Para sanar os problemas indicados, seria interessante os responsáveis pelos Setores de Ajuizamento, presentes nos diversos Juizados de nossa comarca, ofereçam treinamento específico aos funcionários que exercem a função em referência, ou, numa pior hipótese, recrutem funcionários com esta espécie de experiência. </span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Tristeza ou Alegria?</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/dia-a-dia/404</link>
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		<pubDate>Sun, 06 Sep 2009 13:58:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bandeira de Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano Forense]]></category>
		<category><![CDATA[Mandado de Segurança]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify">Em determinada ocasião, impetrei mandado de segurança para requerer a nomeação de uma cliente aprovada em concurso público realizado em nosso estado. Por razões estratégicas, não fiz pedido de liminar: Como a cliente estava exercendo um cargo de confiança ela não tinha pressa para ser nomeada no concurso. Queria assegurar seu direito, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Em determinada ocasião, impetrei mandado de segurança para requerer a nomeação de uma cliente aprovada em concurso público realizado em nosso estado. Por razões estratégicas, não fiz pedido de liminar: Como a cliente estava exercendo um cargo de confiança ela não tinha pressa para ser nomeada no concurso. Queria assegurar seu direito, mas preferia que a nomeação demorasse um pouquinho.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Portanto, impetrei a segurança, mas propositalmente não pedi qualquer liminar. Um mês após o ajuizamento da demanda recebi uma intimação sobre esse caso que guardava a seguinte decisão:<span id="more-404"></span><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt"><em>&#8220;Pelo exposto, sem prejuízo de melhor análise da questão posta em julgamento quando do julgamento de mérito do mandamus, INDEFIRO O PEDIDO LIMINAR.<br />
Oficiem-se as autoridades impetradas para que prestem as informações pertinentes no prazo legal&#8221;.<br />
</em></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Sinceramente? Não sei se fiquei feliz por não ter nenhum pedido liminar denegado, <span style="text-decoration: underline;"><strong>DE FATO</strong></span> – uma vez que o mandado de segurança não consignou qualquer pedido neste sentido –, ou se fiquei triste por ter a certeza que a minha petição inicial não foi lida. No final decidi ficar alegre: Imagine o problema que teria sido para minha cliente se a liminar tivesse sido deferida!</span></p>
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		<title>Às Escuras</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/dia-a-dia/340</link>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 01:53:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bandeira de Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano Forense]]></category>
		<category><![CDATA[Delegacia]]></category>
		<category><![CDATA[Penal]]></category>
		<category><![CDATA[sigilo]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify">Na realidade, o nome deste Post deveria ser &#8220;De Calças Curtas&#8221;, mas infelizmente este título já foi utilizado por mim em outro assunto disposto no bLex, e como primo pela originalidade, achei melhor criar outra denominação para este comentário. </p> <p style="text-align: justify">Não atuo na área criminal, mas em situações eventuais, acompanho os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Na realidade, o nome deste Post deveria ser <span style="text-decoration: underline;"><strong>&#8220;De Calças Curtas&#8221;</strong></span>, mas infelizmente este título já foi utilizado por mim em outro assunto disposto no bLex, e como primo pela originalidade, achei melhor criar outra denominação para este comentário.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Não atuo na área criminal, mas em situações eventuais, acompanho os funcionários de alguns clientes (empresas) que, porventura, são notificados para comparecer nas Delegacias Especializadas de nossa capital.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Nesta semana recebi uma notificação enviada por uma determinada delegacia especializada a um funcionário de uma empresa que patrocino. O teor do documento enviado possuía um certo grau de &#8220;mistério&#8221;, <span id="more-340"></span>pois consignava a seguinte redação:<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">&#8220;O(a) Delegado(a) de Polícia Civil, (&#8230;), no exercício de suas atribuições funcionais, notifica o Sr. (funcionário da empresa), residente (&#8230;), <span style="text-decoration: underline;"><strong>a comparecer no seu gabinete</strong></span> na Delegacia (&#8230;), situada (&#8230;), no dia (&#8230;), às (&#8230;)h, <span style="text-decoration: underline;"><strong>para prestar esclarecimento referente à ocorrência devidamente registrada nesta delegacia</strong></span>&#8220;.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Após ler o documento, de imediato, conclui que nós – eu e o funcionário da empresa –iríamos comparecer àquela delegacia para prestar os esclarecimentos requeridos, <span style="text-decoration: underline;"><strong>às escuras</strong></span>, uma vez que não havia qualquer referência na notificação sobre quem registrou a ocorrência e, principalmente, qual o teor do registro, ou seja, o documento não continha informações primárias sobre os motivos de seu envio e, por conseguinte, dificultava até mesmo a apresentação de subsídios para a instrução do inquérito.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Confesso que meu conhecimento na área penal é limitado, mas aprendi, ainda nos bancos da faculdade, que um inquérito policial, embora possua característica inquisitiva e sigilosa – ressalvada a exceção do art. 7º, XIII a XV, e § 1º, da Lei n.º 8.906/1994 –, também deva ser pautado dentro dos limites da lei, e que sua relatividade probatória seja apenas considerada na &#8220;teoria&#8221;, uma vez que alguns depoimentos colhidos durante a formação do inquérito sirvam, na &#8220;prática&#8221;, como elemento para fundamentar uma ação penal.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Acredito que uma notificação – pertencente a um inquérito que verse sobre crime contra relação de consumo, p. ex. –, alcance os ideais buscados pelo inquérito policial com maior eficácia se contiver informações sobre quem realizou o registro de ocorrência e qual o seu teor, uma vez que o preposto da empresa, no presente exemplo, compareceria ao local munido de todas as informações necessárias para a formação do inquérito.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Dessa forma, não consigo vislumbrar a necessidade da notificação deixar de constar informações sobre os motivos de seu envio, exceto nas situações que exigem sigilo absoluto no inquérito policial.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt"><br />
</span></p>
 <img src="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=340" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Semana Nacional da “CONCILIAÇÃO”</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/dia-a-dia/321</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 21:15:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bandeira de Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano Forense]]></category>
		<category><![CDATA[Audiência]]></category>
		<category><![CDATA[Política Judiciária]]></category>
		<category><![CDATA[Processo Civil]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=321</guid>
		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify">Em dezembro ocorrerá a Semana Nacional da Conciliação. O evento é uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com tribunais regionais e estaduais. </p> <p style="text-align: justify">O movimento do CNJ visa incentivar a cultura de conciliação entre as partes, propondo aos operadores do Direito e jurisdicionados uma mudança do comportamento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Em dezembro ocorrerá a Semana Nacional da Conciliação. O evento é uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com tribunais regionais e estaduais.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">O movimento do CNJ visa incentivar a cultura de conciliação entre as partes, propondo aos operadores do Direito e jurisdicionados uma mudança do comportamento adversarial normalmente associado às lides judiciais, para que se possibilite a harmonização de interesses.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Embora o evento seja denominado como SEMANA NACIONAL DA <span style="text-decoration: underline;"><strong>CONCILIAÇÃO</strong></span>, alguns magistrados estão inclinados a realizar este ano <span style="text-decoration: underline;"><strong>audiências de instrução e julgamento</strong></span> durante a realização do evento.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Isso é problemático por dois aspectos. <span id="more-321"></span>De um lado, existe a questão da limitação temporal. Caso as audiências de instrução e julgamento sejam realizadas, concomitantemente às inúmeras conciliações espremidas durante essa semana haverá, seguramente, a impossibilidade física de comparecimento – principalmente das empresas – em TODAS as audiências. Quem já teve a experiência de uma semana de conciliação  sabe da loucura que é participar de múltiplas audiências  em série. Adicionar instruções a esse turbilhão só servirá para prejudicar o evento iniciado pelo CNJ.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">O segundo e mais importante aspecto diz respeito ao foco. Além da dificuldade de comparecimento a todos os eventos – conciliações e instruções –, é importante esclarecer que as empresas, ao invés de concentrarem seus esforços para analisar os processos pautados para a semana nacional de conciliação, obrigatoriamente, darão preferência àqueles que serão instruídos, tendo em vista que a falta de apresentação das respectivas defesas acarretará prejuízo à empresa, em razão de do risco imediato de condenação.  Em anos anteriores tivemos a possibilidade de montar com alguns clientes políticas estruturadas de acordo para essa semana. Isso só foi possível em função de ser dado a advogados e empresas focar no intuito de compor interesses com a parte contrária. A decisão desses poucos magistrados de promover audiências de instrução e julgamento na constância desse evento não se mostra razoável e, principalmente, está em contrariedade com os ideais almejados pelo CNJ.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Acredito que o objetivo buscado pelo CNJ, quando da instituição da Semana Nacional da Conciliação, tenha sido o de CONCILIAR as partes!!! É para este fim que os MM. Juízes deveriam concentrar seus esforços durante esse evento e não para continuar agindo como fazem durante as demais 51 semanas do ano.<br />
</span></p>
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		<title>De Calças Curtas</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 15:46:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bandeira de Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano Forense]]></category>
		<category><![CDATA[Audiência]]></category>
		<category><![CDATA[Juizado]]></category>
		<category><![CDATA[Processo Civil]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify">Não raro, recebo ligações de clientes (empresas) requerendo a minha presença, em caráter de urgência, em audiências de conciliação que são convoladas – transformadas – em &#8220;instrução e julgamento&#8221;. </p> <p style="text-align: justify">A situação relatada, obviamente, não é uma anomalia jurídica, pois o art. 27 da Lei 9.099/95 (Lei dos Juizados Especiais) prevê [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Não raro,  recebo ligações de clientes (empresas) requerendo a minha presença, em caráter de urgência, em audiências de conciliação que são convoladas – transformadas – em &#8220;instrução e julgamento&#8221;.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">A situação relatada, obviamente, não é uma anomalia jurídica, pois o art. 27 da Lei 9.099/95 (Lei dos Juizados Especiais) prevê possibilidade de &#8220;transformação&#8221; da audiência de conciliação em instrução e julgamento. Contudo, aquela norma estabelece, da mesma forma, que <span style="text-decoration: underline;"><strong>a convolação somente ocorrerá quando não resultar prejuízo para defesa.</strong></span><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Imaginemos a seguinte situação: uma determinada empresa recebe um mandado de intimação para comparecer a uma <span style="text-decoration: underline;"><strong>audiência de conciliação</strong></span> e, em razão disso, recolhe subsídios suficientes para aquele evento determinado. O preposto da empresa, desacompanhado de patrono <span id="more-306"></span>– pois a legislação aplicável ao caso permite comparecimento apenas do preposto da empresa em audiência de conciliação em juizado, independentemente do valor da causa –, chega ao local e recebe a <span style="text-decoration: underline;"><strong>&#8220;grata&#8221;</strong></span> informação de que o evento será convolado – transformado – em instrução e julgamento.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">De certo, a situação acima relatada acarreta &#8220;grave&#8221; prejuízo para a defesa – ou num português bem claro, deixa tanto o preposto como o advogado de &#8220;calças curtas&#8221; –, pois, conforme mencionado, a empresa recebeu mandado de intimação para comparecer a uma audiência de conciliação e, em razão disso, obteve as informações necessárias para aquele evento específico, sendo certo que uma audiência de instrução e julgamento, além de exigir subsídios mais detalhados sobre a demanda, também necessita da apresentação de provas – documentais ou testemunhais, p.ex. – para combater as alegações da parte autora.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Fica, então, uma dica para os Juizados que pretendem convolar suas audiências de conciliação: &#8220;Fica V.Sa. intimada para comparecer à <span style="text-decoration: underline;"><strong>audiência de conciliação, instrução e julgamento</strong></span> designada para (&#8230;)&#8221;.<br />
</span></p>
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		<title>Indicação de Livro: Câncer, Direito e Cidadania</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/news/204</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 11:13:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bandeira de Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Flashes, Notícias e Informações Úteis]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify">Peço licença aos leitores do bLex para fugir um pouco dos temas que diariamente estão sendo abordados neste universo de discussões. </p> <p style="text-align: justify">Há alguns dias recebi um livro chamado &#8220;CÂNCER, DIREITO E CIDADANIA&#8220;, escrito pela advogada Antonieta Barbosa, que informa, dentre outros assuntos, como a lei pode beneficiar os pacientes portadores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><img align="right" src="http://blex.com.br/wp-content/uploads/2009/08/082609_1112_IndicaodeLi1.png" alt=""/><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Peço licença aos leitores do bLex para fugir um pouco dos temas que diariamente estão sendo abordados neste universo de discussões.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Há alguns dias recebi um livro chamado &#8220;<a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3d3dy5zdWJtYXJpbm8uY29tLmJyL3Byb2R1dG8vMS8xOTYzNzY2P2ZyYW5xPTI2NTYxNg==">CÂNCER, DIREITO E CIDADANIA</a>&#8220;, escrito pela advogada <a href="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hbnRvbmlldGFiYXJib3NhLmFkdi5ici8=">Antonieta Barbosa</a>, que informa, dentre outros assuntos, como a lei pode beneficiar os pacientes portadores de câncer e seus familiares.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">O trabalho da autora visou agrupar informações esparsas sobre os direitos do paciente portador de câncer, servindo, como a própria advogada diz em sua obra, como <em>&#8220;um guia para ter à mão em casos de emergência, pois contém, além de todo esse &#8216;garimpo-jurídico&#8217;, informações sobre os diversos tipos de câncer e respectivos tratamentos, prevenção, dados estatísticos do INCA e uma rede de endereços, serviços e benefícios disponíveis em todos os Estados do Brasil e na Internet&#8221;</em>.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Achei interessante o conteúdo do livro e, sobretudo, a sua finalidade, pois, apesar da doença atingir milhares de pessoas em todo o mundo, a difusão dos &#8220;benefícios&#8221; concedidos pela legislação pátria é extremamente parca.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Como o assunto merece destaque e o teor do trabalho possui relevante valor social, podendo ser considerado, inclusive, de utilidade pública, resolvi indicá-lo aos leitores do bLex.</span></p>
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		<title>Princípio da Mediunidade</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 10:53:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bandeira de Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano Forense]]></category>
		<category><![CDATA[Informalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Juizado]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify">Em determinada ocasião, recebi uma ligação de um cliente requerendo minha presença, em caráter de urgência, numa audiência de instrução e julgamento que acontecia em uma das varas do Juizado Especial Cível de Manaus. </p> <p style="text-align: justify">Chegando ao local, pedi o dossiê do caso que se encontrava com o preposto e, ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Em determinada ocasião, recebi uma ligação de um cliente requerendo minha presença, em caráter de urgência, numa audiência de instrução e julgamento que acontecia em uma das varas do Juizado Especial Cível de Manaus.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Chegando ao local, pedi o dossiê do caso que se encontrava com o preposto e, ao analisar a petição inicial, observei um <span style="text-decoration: underline;"><strong>&#8220;detalhe&#8221;</strong></span> que, a meu ver, prejudicaria o prosseguimento do feito. Dizia a inicial ao qualificar o autor:<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt"> FULANO DE TAL<strong>,</strong> brasileiro, <span style="text-decoration: underline;"><strong>&#8220;<em>DE CUJUS</em>&#8220;, <span id="more-130"></span></strong>&#8230;.</span><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Com um sorriso no rosto, entrei na sala de audiência certo que conseguiria extinguir o feito. Ledo Engano.  Para minha surpresa, ao levantar a questão preliminar, o MM. Juiz rebateu  minha defesa com a seguinte frase:<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 36pt"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt"><strong>&#8220;MAS DOUTOR, E O PRINCÍPIO DA INFORMALIDADE? NÃO VAMOS NOS ATER ÀS FORMALIDADES EXIGIDAS NA JUSTIÇA COMUM. RECORDO QUE ESTAMOS NO JUIZADO, LOCAL ONDE ESTE PRINCÍPIO DEVE SER APLICADO&#8221;.<br />
</strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Tomei um susto. Princípio da informalidade? Na verdade, acho que o princípio avocado, naquela ocasião, deveria ser o da <strong>&#8220;MEDIUNIDADE&#8221;</strong> e que o magistrado apenas equivocou-se quanto ao seu nome, tendo em vista que seria necessária uma &#8220;sessão espírita&#8221;, DAS BOAS, e com a presença de um médium, para que o autor prestasse seu depoimento pessoal.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Não questiono que o princípio da informalidade deva ser aplicado nos Juizados Especiais, mesmo porque o art. 2º da Lei 9.099/95 assim determina. Entretanto, alguns requisitos processuais, pelo menos os mais basilares, devem ser respeitados, sob pena de ser comprometida a própria segurança jurídica.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Fica, então, a dica para aqueles que pretendam patrocinar as causas de <span style="text-decoration: underline;"><strong>clientes</strong></span> falecidos em Juizados Especiais: FULANO DE TAL<strong>,</strong> brasileiro, <strong><span style="text-decoration: underline;">&#8220;<em>DE CUJUS</em>&#8220;, </span></strong>neste ato representado por seu <strong>MÉDIUM</strong>&#8230;<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify">
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		<title>Nem tudo que reluz é ouro</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Aug 2009 17:16:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bandeira de Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano Forense]]></category>
		<category><![CDATA[CDC]]></category>
		<category><![CDATA[Citação]]></category>
		<category><![CDATA[Consumidor]]></category>
		<category><![CDATA[Inversão do ônus da Prova]]></category>
		<category><![CDATA[Juizado]]></category>
		<category><![CDATA[Prática Forense]]></category>
		<category><![CDATA[Processo Civil]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify">Há alguns dias um cliente me encaminhou um mandado de citação, referente a uma ação distribuída em uma das varas do Juizado Especial Cível desta Comarca, que consignava, dentre outras observações, a seguinte: &#8220;Nos litígios que versarem sobre a relação de consumo, em sendo malograda a conciliação, será aplicada a inversão do ônus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Há alguns dias um cliente me encaminhou um mandado de citação, referente a uma ação distribuída em uma das varas do Juizado Especial Cível desta Comarca, que consignava, dentre outras observações, a seguinte: <span style="text-decoration: underline;"><strong>&#8220;Nos litígios que versarem sobre a relação de consumo, em sendo malograda a conciliação, será aplicada a inversão do ônus da prova, na forma do art. 6º, VIII, da Lei 8.078/90&#8243;.</strong></span><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Após receber o documento enviado, observei que outras varas dos Juizados Especiais Cíveis também enviam mandados com a mesma observação<span id="more-122"></span>, o que me levou a concluir que aquela mensagem havia se tornado uma espécie de regra processual.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">O conteúdo daqueles mandados me causou espanto, uma vez que, já nos bancos das faculdades, os acadêmicos de direito aprendem que a aplicação da inversão do ônus da prova não é automática, exceto na hipótese do art. 38 da mencionada Lei 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor), que versa sobre propaganda enganosa, o que não era o caso da demanda.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">A aplicação objetiva da inversão do ônus da prova, sem qualquer dúvida, acarreta prejuízo grave ao fornecedor de produtos ou serviços – principalmente naquelas situações em que o combate dos fatos alegados pelo autor depende de &#8220;prova negativa&#8221; –, assim como lesiona os princípios do contraditório e da ampla defesa, ambos constitucionalmente consagrados (art. 5º, LV, CF).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Na realidade, a aplicação do ônus da prova deve atentar aos princípios da hermenêutica, de maneira que a imposição de ônus impossível a determinada parte não seja utilizada como <span style="text-decoration: underline;"><strong>praxe processual,</strong></span> fato este identificado na observação constante nos mandados de citação expedidos por alguns Juizados Especiais Cíveis desta capital.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">O inciso I, do parágrafo único, do art. 333, do Código de Processo Civil dispõe claramente que <span style="text-decoration: underline;"><strong>&#8220;é nula a convenção que distribui de maneira diversa o ônus da prova quando tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito&#8221;</strong></span>.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Inclusive, essa é a idéia do citado inciso VIII, do art. 6º, do Código de Defesa do Consumidor. Mas o que se observa na prática, é que o consumidor, por demandar contra uma grande empresa, possui direito objetivo ao benefício da inversão do ônus da prova. Tal situação mostra-se cômoda ao consumidor, pois somente tem a preocupação de &#8220;lançar&#8221; seu pedido nos autos do processo e permanecer inerte, aguardando o fornecedor contrapor suas alegações, com toda a responsabilidade probatória.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">O instituto disposto no CDC é a <span style="text-decoration: underline;"><strong>possibilidade</strong></span> da inversão do ônus da prova, e não a dispensa probatória por parte do consumidor.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">É importante que o instituto em questão seja concedido apenas quando supridas as exigências subjetivas – verossimilhança das alegações e hipossuficiência &#8220;técnica&#8221; do consumidor –, constadas sempre <span style="text-decoration: underline;"><strong>caso a caso,</strong></span> segundo a análise do juiz, de forma a evitar um desequilíbrio processual entre as partes.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family:Times New Roman; font-size:12pt">Destarte, não é porque a ação judicial versa sobre relação de consumo, que a inversão do ônus da prova será aplicada automaticamente. Se assim o fosse, o inciso VIII, do art. 6º, do CDC, não teria disposto que a inversão do ônus da prova, em favor do consumidor, será aplicada quando,<strong><br />
<span style="text-decoration: underline;">a critério do juiz, for verossímil a sua alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências</span></strong>. <span style="text-decoration: underline;"><strong>Nem tudo que reluz é ouro!</strong></span><br />
</span></p>
 <img src="http://blex.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=122" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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