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	<title>Comentários sobre: Duas Letras, Duas Mil Folhas, Um Milhão de Reais</title>
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	<description>Blog Jurídico</description>
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		<title>Por: Fabão</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/cases/713#comment-560</link>
		<dc:creator>Fabão</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 16:41:44 +0000</pubDate>
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		<description>Sim, sim, o artigo 18 é um dos meus preferidos nas minhas argumentações. Mas há um entendimento sumulado segundo o qual a independência em voga restringe-se à adoção da tese a ser adotada; não transige a possibilidade de deixar de atuar no feito que lhe está distribuído.

Remarque-se que não endosso o despedício provocado por recursos intermináveis. Por seu turno, temos de admitir que a subjetividade da teoria jurídica daria margem a todo tipo de conchavos com o particular, sob o pretexto da independência profissional.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, sim, o artigo 18 é um dos meus preferidos nas minhas argumentações. Mas há um entendimento sumulado segundo o qual a independência em voga restringe-se à adoção da tese a ser adotada; não transige a possibilidade de deixar de atuar no feito que lhe está distribuído.</p>
<p>Remarque-se que não endosso o despedício provocado por recursos intermináveis. Por seu turno, temos de admitir que a subjetividade da teoria jurídica daria margem a todo tipo de conchavos com o particular, sob o pretexto da independência profissional.</p>
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		<title>Por: Daniel Fábio Jacob Nogueira</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/cases/713#comment-545</link>
		<dc:creator>Daniel Fábio Jacob Nogueira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 05:19:48 +0000</pubDate>
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		<description>Fabão, 

Vou incluir a tua sugestão na minha pauta de futuros posts (que já está imensa). De qualquer modo, um dos próximos artigos que pretendo publicar é justamente sobre o custo da &quot;desconfiança jurídica&quot; na nossa sociedade. Quando um advogado público - que também goza da proteção do art. 18 do Estatuto da Ordem dos Advogados ( Art. 18 - A relação de emprego, na qualidade de advogado, não retira a isenção técnica nem reduz a independência profissional inerentes à advocacia) - precisa defender uma tese que acredita indefensável com medo algum futuro corregedor idiota, há desperdício de valiosos e limitados recursos públicos. Noutras palavras, o nosso sistema jurídico legitima o consciente desperdício de dinheiro dos contribuintes por um servidor-advogado, apenas para evitar que um futuro servidor-advogado cometa um abuso de seus poderes. Transferem o ônus do Estado fiscalizar e punir para toda a sociedade, que tem que arcar com as ineficiências que tais desconfianças sistêmicas geram.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fabão, </p>
<p>Vou incluir a tua sugestão na minha pauta de futuros posts (que já está imensa). De qualquer modo, um dos próximos artigos que pretendo publicar é justamente sobre o custo da &#8220;desconfiança jurídica&#8221; na nossa sociedade. Quando um advogado público &#8211; que também goza da proteção do art. 18 do Estatuto da Ordem dos Advogados ( Art. 18 &#8211; A relação de emprego, na qualidade de advogado, não retira a isenção técnica nem reduz a independência profissional inerentes à advocacia) &#8211; precisa defender uma tese que acredita indefensável com medo algum futuro corregedor idiota, há desperdício de valiosos e limitados recursos públicos. Noutras palavras, o nosso sistema jurídico legitima o consciente desperdício de dinheiro dos contribuintes por um servidor-advogado, apenas para evitar que um futuro servidor-advogado cometa um abuso de seus poderes. Transferem o ônus do Estado fiscalizar e punir para toda a sociedade, que tem que arcar com as ineficiências que tais desconfianças sistêmicas geram.</p>
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	<item>
		<title>Por: Fabão</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/cases/713#comment-537</link>
		<dc:creator>Fabão</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 20:35:13 +0000</pubDate>
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		<description>Trabalho na advocacia pública e é importante que os advogados privados compreendam uma coisa: interpor ou não um recurso quase nunca é faculdade do agente que atue como advogado ou procurador. Muitas vezes o bom senso tem de ser deixado de lado porque não se sabe se lá adiante será nomeado um corregedor imbecil (sim, isso é possível) que irá complicar a vida de quem não recorreu.

Não poucas vezes tentei convencer os escalões superiores de que esse ou aquele recurso era improsperável, algumas vezes prejudicial, ou seja, caso provido, a diferença perseguida pela Fazenda para baixar sua dívida não compensaria os juros e correção avolumados pela demora na execução e até o risco de multa por litigância de má-fé. E quase sempre tive que engolir um singelo não, de toda modalidade de chefe, pois no serviço público há os que saem da linha para se locupletar e os que andam na linha, mas têm medo de tudo. Os primeiros não farão nada que fuja às normas se não “levarem algum”. E isso não é comigo. Portanto, deles ganhei vários “nãos”. Dos segundos, nem precisa explicar porque já ganhei também ..rs.
 
Por isso já opus, sim, recursos como o do colega, em “duas singelas linhas”, haja vista a absoluta falta de o que defender. Constrangido, claro. E graças ao meu senso de justiça apurado – modéstia à parte - muitas vezes torci para que a parte ex-adversa ganhasse, sem que isso implicasse em ser desidioso, quando possível. É ao juiz que cabe fazer justiça; ao advogado cabe defender os interesses do seu cliente. Se o cliente insiste numa ação desastrosa, minha obrigação, segundo o Código de Ética da OAB, é desestimulá-lo (como faço), e não descumprir o dever de fidelidade.

Outra coisa: sempre que posso contribuo para a edição de súmulas administrativas (que a direção do órgão baixa, com matérias de entendimento pacífico, determinando que não se recorrerá). E acredite, a quantidade de súmulas tem crescido.

Aproveitando a oportunidade e sua destreza com a matéria tributária, Daniel, sugiro que escreva algo (se já não o fez) explicando porque posso adquirir um produto da ZFM pela internet, com nota fiscal, pagando frete, mais barato que os vendidos no comércio em Manaus.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Trabalho na advocacia pública e é importante que os advogados privados compreendam uma coisa: interpor ou não um recurso quase nunca é faculdade do agente que atue como advogado ou procurador. Muitas vezes o bom senso tem de ser deixado de lado porque não se sabe se lá adiante será nomeado um corregedor imbecil (sim, isso é possível) que irá complicar a vida de quem não recorreu.</p>
<p>Não poucas vezes tentei convencer os escalões superiores de que esse ou aquele recurso era improsperável, algumas vezes prejudicial, ou seja, caso provido, a diferença perseguida pela Fazenda para baixar sua dívida não compensaria os juros e correção avolumados pela demora na execução e até o risco de multa por litigância de má-fé. E quase sempre tive que engolir um singelo não, de toda modalidade de chefe, pois no serviço público há os que saem da linha para se locupletar e os que andam na linha, mas têm medo de tudo. Os primeiros não farão nada que fuja às normas se não “levarem algum”. E isso não é comigo. Portanto, deles ganhei vários “nãos”. Dos segundos, nem precisa explicar porque já ganhei também ..rs.</p>
<p>Por isso já opus, sim, recursos como o do colega, em “duas singelas linhas”, haja vista a absoluta falta de o que defender. Constrangido, claro. E graças ao meu senso de justiça apurado – modéstia à parte &#8211; muitas vezes torci para que a parte ex-adversa ganhasse, sem que isso implicasse em ser desidioso, quando possível. É ao juiz que cabe fazer justiça; ao advogado cabe defender os interesses do seu cliente. Se o cliente insiste numa ação desastrosa, minha obrigação, segundo o Código de Ética da OAB, é desestimulá-lo (como faço), e não descumprir o dever de fidelidade.</p>
<p>Outra coisa: sempre que posso contribuo para a edição de súmulas administrativas (que a direção do órgão baixa, com matérias de entendimento pacífico, determinando que não se recorrerá). E acredite, a quantidade de súmulas tem crescido.</p>
<p>Aproveitando a oportunidade e sua destreza com a matéria tributária, Daniel, sugiro que escreva algo (se já não o fez) explicando porque posso adquirir um produto da ZFM pela internet, com nota fiscal, pagando frete, mais barato que os vendidos no comércio em Manaus.</p>
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	<item>
		<title>Por: Daniel Fábio Jacob Nogueira</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/cases/713#comment-492</link>
		<dc:creator>Daniel Fábio Jacob Nogueira</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 03:52:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=713#comment-492</guid>
		<description>Moreira, 
Eu certamente espero que estejas certo; o cliente mais ainda. Assim que sair a decisão deste feito, eu publico aqui no bLex. Mas as minhas desconfianças é que o processo morre na falta de capacidade tributária ativa. O procurador nem soube como contestar esse ponto da nossa inicial, e sequer argumentou que o Amazonas seria o &quot;Estado de Origem&quot;. Disse em duas singelas linhas que a mercadoria saía daqui, portanto o ICM devia ser pago aqui. 
Olha como estão gastando nossos tributos: com gente que o desperdiça em tentativas vãs de cobranças indevidas...
Obrigado pelo comentário.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Moreira,<br />
Eu certamente espero que estejas certo; o cliente mais ainda. Assim que sair a decisão deste feito, eu publico aqui no bLex. Mas as minhas desconfianças é que o processo morre na falta de capacidade tributária ativa. O procurador nem soube como contestar esse ponto da nossa inicial, e sequer argumentou que o Amazonas seria o &#8220;Estado de Origem&#8221;. Disse em duas singelas linhas que a mercadoria saía daqui, portanto o ICM devia ser pago aqui.<br />
Olha como estão gastando nossos tributos: com gente que o desperdiça em tentativas vãs de cobranças indevidas&#8230;<br />
Obrigado pelo comentário.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: mmoreira</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/cases/713#comment-483</link>
		<dc:creator>mmoreira</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 22:23:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=713#comment-483</guid>
		<description>Perfeita a tese defendida. 
Olhando a questão por outro anglo, também não poderia o fisco do Amazonas querer cobrar imposto em um operação envolvendo duas unidades federativas que gozam da mesma isenção fiscal. Veja que as remessas tanto para zfm como para boa vista gozam da mesma isenção, ou melhor, da mesma suspensão do icms, suspensão essa que torna-se isenção pela industrialização ou comercialização (esta dentro da propria área incentivada), portanto, incabível a cobrança do imposto nessa operação.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Perfeita a tese defendida.<br />
Olhando a questão por outro anglo, também não poderia o fisco do Amazonas querer cobrar imposto em um operação envolvendo duas unidades federativas que gozam da mesma isenção fiscal. Veja que as remessas tanto para zfm como para boa vista gozam da mesma isenção, ou melhor, da mesma suspensão do icms, suspensão essa que torna-se isenção pela industrialização ou comercialização (esta dentro da propria área incentivada), portanto, incabível a cobrança do imposto nessa operação.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Júlio Souto</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/cases/713#comment-477</link>
		<dc:creator>Júlio Souto</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 12:22:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=713#comment-477</guid>
		<description>Mas Dr., pare com isso! Esperando lealdade do fisco para interpretar a lei corretamente? Eles sabem que estão errados e cobram de sac***** pq alguem sempre paga. Ou então alguém deixou de receber um faz me rir. O fisco não respeita a ninguém e não tem escrúpulos.  Mesmo sabendo seu erro faz tudo para receber.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mas Dr., pare com isso! Esperando lealdade do fisco para interpretar a lei corretamente? Eles sabem que estão errados e cobram de sac***** pq alguem sempre paga. Ou então alguém deixou de receber um faz me rir. O fisco não respeita a ninguém e não tem escrúpulos.  Mesmo sabendo seu erro faz tudo para receber.</p>
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