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Perto de repórteres?

Hoje amanheci, e como faço todos os dias, comecei a minha leitura diária de jornais e sites de notícia. Ao ler a coluna Sim & Não do Jornal A Crítica, no entanto, tomei um imenso susto ao me deparar com a seguinte notícia:

Justificativa Conversa do advogado Daniel Nogueira com o juiz federal Márcio Freitas, novo relator do processo de Amazonino, chamou atenção. Ele explicava ao magistrado o imbróglio da procuração que o tirou do caso.

Seriedade Perto  de repórteres, Daniel Nogueira sustentou ao juiz: “Não faço traquinagem, sou um advogado sério e não tenho nenhum vínculo com a Prefeitura de Manaus”.

A minha surpresa se deu por dois motivos. Primeiro, que a minha conversa com Sua Excelência o Dr. Márcio Freitas não se deu “perto de repórteres”. Conversei com o Magistrado dentro do seu gabinete no Tribunal Regional Eleitoral. Se repórteres ouviram a conversa é porque ficaram propositalmente espionando para interceptar a conversa do lado de fora do gabinete. Segundo que o trecho da suposta citação, transcrita entre aspas como falta literal minha, peca por fala de precisão. Talvez os repórteres, ao encostarem os ouvidos na parede do gabinete, entenderam mal. Apesar de acreditar que sou sim um advogado sério, apesar de ser fato que eu não participo de traquinagens e apesar de não manter vínculo com a Prefeitura de Manaus, não faz o menor sentido que eu tenha dito isso ao julgador. Só para dar um exemplo da imprecisão da citação, basta perceber que a Prefeitura de Manaus não é parte e nem interessada nesse processo.

Eu até sei exatamente qual foi a frase que eu disse ao Juiz Federal que, mal interpretada (ou melhor, mal interceptada pela escuta ambiental feita do lado de fora da porta do gabinete) tenha dado ensejo à equivocada citação acima. No entanto, a conversa foi reservada, e portanto manterei reservado o seu conteúdo. Mas aprendi a lição: da próxima vez que for despachar com um julgador, peticionarei à presidência do tribunal para que mantenha guarda no corredor da sala de gabinetes, de modo a evitar que o juiz me receba dentro de seu gabinete, mas “perto de repórteres”.

8 comments to Perto de repórteres?

  • Eddington Rocha

    A imprensa é assim mesmo: interpreta os fatos que (talvez) aconteceram e publicam para que todos leiam conforme seu entendimento. Cabe aos personagens da estória se defender dos fatos, muitas vezes pra lá de prejudiciais, que advém após isto, semelhante aos maltrapilhos que eram jogados nas arenas romanas para lutar contra leões e tinham que fazer milagre para sobreviver, lógicamente em “troca” do deleite dos imperadores e espectadores.

    Tem o veículo citado credibilidade? Ao meu ver, há tempos que não.

    Até mais.

  • Rodrigo Dias

    Daniel
    Sempre soube do seu caráter e do teu respeito para com a legalidade e moralidade.
    Há quem pense que tu consigas tudo só pelo fato de ter atuado em causas de A, B, ou C, mas esquecem, não sabem ou, pior ainda, ignoram o imenso profissional que és.
    És assim como profissional e como pessoa.
    Simpatia, respeito, educação e sorriso, ainda abrem portas e conquistam pessoas. Isso não pode ser confundido com traquinagem ou por de baixo dos panos.
    E mais, tratando-se de comentários extraídos da imprensa amazonense, há questionar-se quanto credibilidade de quem diz.
    Um forte abraço.

  • Fred Távora

    Caro dr., infelizmente é mais um dentre tantos, que tem a imagem prejudicada por esses ditos profissionais da imprensa, que há muito tempo desvirtuaram o objetivo de tão importante profissão.

    Olvidam os famigerados “jornalistas”, que suas matérias devem retratar a realidade dos fatos e não a realidade do seus desejos e/ou do sensacionalismo.

    No entanto, aproveitando a oportunidade, eis um bom tema para ser abordado no tópico sobre danos morais, notadamente pelo fato de que notícias inverídicas são capazes de ferir o direito de imagem e, por via de consequencia causar abalo moral indenizável.

  • Marco Aurélio Choy

    Caro Daniel,

    Sempre tive muito orgulho das parcerias profissionais que tivemos, mesmo porque você sempre foi uma referência ética, de respeito, de dignidade, todos que te conhecem sabem disso. Um abraço meu irmão, e como já diria alguém que conhecemos: “que a luz do vosso conhecimento continue iluminando todos nós…”

  • Eid Badr

    Vejam o quê alguns desses “profissionais” da imprensa fazem para agradar as redações dos jornais. Na ausência de fatos, cria-se um e pronto.

  • Mário Nogueira

    Daniel,

    Very quiet at this time,
    Acho que é muito barulho por pouca coisa, afinal não poderiam ter escutado nada além do que foi dito, ou melhor,, sei de alguns profissionais que se falassem a mesma coisa para o juiz na sequencia a reporter escutaria muita risada, afinal nem todos podem falar isso em alto e bom som.

  • Daniel Fábio Jacob Nogueira

    Agradeço a todos pelo apoio. De um ou de outro modo, ainda quero acreditar na seridade de nossa imprensa, e que acontecido tenha sido um fato isolado, fruto de algum equivoco de reportagem. Não posso acreditar que, nos tempos modernos, o maior jornal desta metrópole dos trópicos tenha a audácia de dolosamente alterar os fatos. Por isso, tratei o episódio como algum equivoco: Reestabeleci os fatos neste post, e – desde que tais coisas não venham a se repetir – para mim o assunto esta encerrado.

  • Fana

    é a triste realidade de alguns “profissionais” do jornalismo… e digo mais, com a “não obrigação” do diploma, acho que vai piorar o modo como se venderá jornal…
    não querendo render o assunto, mas vc estava presente quando a des/dora. presidente “retalhou” o jornal que estampou algumas notícias… para simplesmente vender jornal…

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