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	<title>Comentários sobre: Por Que o Ensino Jurídico Público é Melhor Que o Privado?</title>
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	<description>Blog Jurídico</description>
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		<title>Por: Isabella Jacob Nogueira</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/analise/743#comment-1275</link>
		<dc:creator>Isabella Jacob Nogueira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 01:10:59 +0000</pubDate>
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		<description>Caroline,

Lendo atentamente meu comentário notará que em nenhum momento utilizei a palavra &quot;surpreendentemente&quot;, falei apenas que fiquei surpresa com o resultado, pois são duas instituições muito mal vistas por razões concretas, tanto que estão sendo penalizadas pelo MEC.
Continuando a leitura com atenção, perceberá também que compartilho de seu pensamento que existem, sim, alunos competentíssimos nas universidades particulares e que esta competição foi uma prova disto.
Existem ótimos alunos nestas instituições, o grande problema é que não têm capacidade de admitir a péssima qualidade da faculdade à qual pertencem. Se o fizessem, poderiam pensar em migrar para instituições particulares melhores (existem várias muito boas na cidade e com bons conceitos no MEC, é só procurar!) e talvez tivessem um futuro mais promissor na carreira.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caroline,</p>
<p>Lendo atentamente meu comentário notará que em nenhum momento utilizei a palavra &#8220;surpreendentemente&#8221;, falei apenas que fiquei surpresa com o resultado, pois são duas instituições muito mal vistas por razões concretas, tanto que estão sendo penalizadas pelo MEC.<br />
Continuando a leitura com atenção, perceberá também que compartilho de seu pensamento que existem, sim, alunos competentíssimos nas universidades particulares e que esta competição foi uma prova disto.<br />
Existem ótimos alunos nestas instituições, o grande problema é que não têm capacidade de admitir a péssima qualidade da faculdade à qual pertencem. Se o fizessem, poderiam pensar em migrar para instituições particulares melhores (existem várias muito boas na cidade e com bons conceitos no MEC, é só procurar!) e talvez tivessem um futuro mais promissor na carreira.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Juarez Silva (Manaus)</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/analise/743#comment-1269</link>
		<dc:creator>Juarez Silva (Manaus)</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Dec 2009 19:37:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=743#comment-1269</guid>
		<description>Minha contribuição é a visão de um Educador e aplicável não apenas ao caso do Direito.

De fato a generalização em alguns casos não reflete a realidade, mas regra é regra, excessão é excessão... .

O fato de determinados cursos serem mais efetivos nas IES-públicas, tem raizes em toda uma conjuntura e condições sócio-históricas dos seus ingressantes e egressos, o que se reflete tanto nas condições oferecidas pela IES quanto no desempenho acadêmico dos estudantes e obviamente na vida profissional.

O perfil sócio-histórico dos estudantes de  IES públicas é na regra diferente do das privadas, ou seja, as IES-públicas recebem os estudantes mais preparados, que tem melhores condições de continuar estudando, que ao se formar tem mais e melhores oportunidades na carreira e que por conseguinte acabam retornando à vida acadêmica como professores nas próprias IES-públicas, gerando um círculo vicioso... .

É bem verdade que no atual paradigma educacional o centro do processo ensino-aprendizagem é o próprio estudante, não o professor ou a instituição..., mas é claro que as condições prévias ao acesso universitário, as condições vigentes durante tal período e as encontradas após a graduação, fazem toda a diferença.

No caso específico do Direito e de outros &quot;Cursos filé&quot; (que dão alta mobilidade social) há uma &quot;tendência sócio-histórica-familiar&quot; que é &quot;regra&quot; (apesar das honrosas exceções); quem está nesses cursos nas IES-privadas em geral são pessoas que não tem a tal &quot;tendência sócio-histórica-familiar&quot;, as escolas por sua vez também não tem &quot;tradição&quot; já que só foi possível a criação das mesmas a partir de um &quot;recente&quot; aumento da mobilidade social nas classes que tradicionalmente não tinham condições de acessar o Ensino Superior.

Apenas para registrar, no Brasil apenas 20% do Ensino superior se dá em Instituições públicas..., os 80% restantes é privado, justamente aonde está a maioria dessa &quot;massa emergente&quot; em busca de qualificação.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Minha contribuição é a visão de um Educador e aplicável não apenas ao caso do Direito.</p>
<p>De fato a generalização em alguns casos não reflete a realidade, mas regra é regra, excessão é excessão&#8230; .</p>
<p>O fato de determinados cursos serem mais efetivos nas IES-públicas, tem raizes em toda uma conjuntura e condições sócio-históricas dos seus ingressantes e egressos, o que se reflete tanto nas condições oferecidas pela IES quanto no desempenho acadêmico dos estudantes e obviamente na vida profissional.</p>
<p>O perfil sócio-histórico dos estudantes de  IES públicas é na regra diferente do das privadas, ou seja, as IES-públicas recebem os estudantes mais preparados, que tem melhores condições de continuar estudando, que ao se formar tem mais e melhores oportunidades na carreira e que por conseguinte acabam retornando à vida acadêmica como professores nas próprias IES-públicas, gerando um círculo vicioso&#8230; .</p>
<p>É bem verdade que no atual paradigma educacional o centro do processo ensino-aprendizagem é o próprio estudante, não o professor ou a instituição&#8230;, mas é claro que as condições prévias ao acesso universitário, as condições vigentes durante tal período e as encontradas após a graduação, fazem toda a diferença.</p>
<p>No caso específico do Direito e de outros &#8220;Cursos filé&#8221; (que dão alta mobilidade social) há uma &#8220;tendência sócio-histórica-familiar&#8221; que é &#8220;regra&#8221; (apesar das honrosas exceções); quem está nesses cursos nas IES-privadas em geral são pessoas que não tem a tal &#8220;tendência sócio-histórica-familiar&#8221;, as escolas por sua vez também não tem &#8220;tradição&#8221; já que só foi possível a criação das mesmas a partir de um &#8220;recente&#8221; aumento da mobilidade social nas classes que tradicionalmente não tinham condições de acessar o Ensino Superior.</p>
<p>Apenas para registrar, no Brasil apenas 20% do Ensino superior se dá em Instituições públicas&#8230;, os 80% restantes é privado, justamente aonde está a maioria dessa &#8220;massa emergente&#8221; em busca de qualificação.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Alunos indignados!</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/analise/743#comment-1261</link>
		<dc:creator>Alunos indignados!</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 04:30:13 +0000</pubDate>
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		<description>UEA voltou na &quot;repescagem&quot;.
UEA não poderia perder para a UNIP.
O preconceito que existe por parte dos advogados contra alunos da UNIP que são agora taxados de &quot;fracos&quot; é algo desprezível, os jurados deram nota máxima a UNIP, tivemos o acesso as notas de todos, e no final, numa repescagem, colocam a UNIP em 4º lugar e a brilhante UEA em 3º? 


Pior:

Generalizar? Recusar liminarmente um currículo? Infelizmente é o preço que os alunos da UNIP, mesmo os brilhantes irão pagar.

Queres escolher um bom estagiário? Faça uma seleção!

Uma série de alunos com alto preparo, estudam em universivades privadas por não aceitar as ditaduras das públicas.Sem falar do péssimo atendimento daquelas pessoas que lá trabalham. 

Um advogado deve ser livre de preconceitos!

Aos colegas da UNIP e Nilton Lins, desejo-lhes sorte!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>UEA voltou na &#8220;repescagem&#8221;.<br />
UEA não poderia perder para a UNIP.<br />
O preconceito que existe por parte dos advogados contra alunos da UNIP que são agora taxados de &#8220;fracos&#8221; é algo desprezível, os jurados deram nota máxima a UNIP, tivemos o acesso as notas de todos, e no final, numa repescagem, colocam a UNIP em 4º lugar e a brilhante UEA em 3º? </p>
<p>Pior:</p>
<p>Generalizar? Recusar liminarmente um currículo? Infelizmente é o preço que os alunos da UNIP, mesmo os brilhantes irão pagar.</p>
<p>Queres escolher um bom estagiário? Faça uma seleção!</p>
<p>Uma série de alunos com alto preparo, estudam em universivades privadas por não aceitar as ditaduras das públicas.Sem falar do péssimo atendimento daquelas pessoas que lá trabalham. </p>
<p>Um advogado deve ser livre de preconceitos!</p>
<p>Aos colegas da UNIP e Nilton Lins, desejo-lhes sorte!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Caroline Diniz</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/analise/743#comment-1257</link>
		<dc:creator>Caroline Diniz</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Dec 2009 22:50:57 +0000</pubDate>
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		<description>Prezada Isabella, não entendi o &quot;surpreendentemente&quot; usado em sua narrativa, pois nas duas universidades penalizadas pelo MEC, existem excelentes e brilhantes alunos como na conceituada Federal, como exemplo cito o brilhante acadêmico da UNIP, que sem dúvida representou muito bem a Instituição, como prova tivemos as vitórias nas rodadas contra a Universidade Estadual, que por motivos claros, não pode ser deixada de fora da vitória. Nem é preciso citar os &quot;motivos claros&quot;, afinal, seria péssimo para a UEA perder para uma Universidade com o conceito negativo pelo MEC não é mesmo?
Sou totalmente favorável que as universidades sejam responsabilizadas pelos danos aos acadêmicos, mas sou totalmente contra o pensamento de que em tais faculdades existam somente alunos despreparados, se assim fosse, não existiriam ex alunos procuradores, juízes, advogados..e etc!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezada Isabella, não entendi o &#8220;surpreendentemente&#8221; usado em sua narrativa, pois nas duas universidades penalizadas pelo MEC, existem excelentes e brilhantes alunos como na conceituada Federal, como exemplo cito o brilhante acadêmico da UNIP, que sem dúvida representou muito bem a Instituição, como prova tivemos as vitórias nas rodadas contra a Universidade Estadual, que por motivos claros, não pode ser deixada de fora da vitória. Nem é preciso citar os &#8220;motivos claros&#8221;, afinal, seria péssimo para a UEA perder para uma Universidade com o conceito negativo pelo MEC não é mesmo?<br />
Sou totalmente favorável que as universidades sejam responsabilizadas pelos danos aos acadêmicos, mas sou totalmente contra o pensamento de que em tais faculdades existam somente alunos despreparados, se assim fosse, não existiriam ex alunos procuradores, juízes, advogados..e etc!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Método Socrático do Ensino Jurídico &#171; bLex</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/analise/743#comment-764</link>
		<dc:creator>Método Socrático do Ensino Jurídico &#171; bLex</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 14:31:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=743#comment-764</guid>
		<description>[...] Fábio Jacob Nogueira Ultimamente o bLex tem debatido questões relacionadas ao ensino jurídico. No meu último post sobre o assunto, disse que iria &#8220;retornar a esse tema e fazer algumas sugestões que poderiam contribuir para [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Fábio Jacob Nogueira Ultimamente o bLex tem debatido questões relacionadas ao ensino jurídico. No meu último post sobre o assunto, disse que iria &#8220;retornar a esse tema e fazer algumas sugestões que poderiam contribuir para [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Adevogados &#171; bLex</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/analise/743#comment-750</link>
		<dc:creator>Adevogados &#171; bLex</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 02:04:30 +0000</pubDate>
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		<description>[...]    Por Ney Bastos O post do Daniel a respeito do paralelo entre o ensino público e o privado (com o qual eu discordei parcialmente em comentário que fiz) me fez lembrar de algo que é reflexo [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...]    Por Ney Bastos O post do Daniel a respeito do paralelo entre o ensino público e o privado (com o qual eu discordei parcialmente em comentário que fiz) me fez lembrar de algo que é reflexo [...]</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Isabella Jacob Nogueira</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/analise/743#comment-709</link>
		<dc:creator>Isabella Jacob Nogueira</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 16:48:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=743#comment-709</guid>
		<description>Caro Daniel,

Quanto ao comentário do meu querido colega Fábio, concordo com a afirmação de que as faculdades particulares têm, sim, melhorado gradativamente nos últimos anos e tenho algo a acrescentar: como estudante da UEA, confesso a minha surpresa com a classificação final do júri simulado do MP. Em primeiro lugar, a centenária UFAM, como já virou costume. Em segundo lugar, a Uninorte, uma instituição particular. Em terceiro lugar a UEA.
No tramite da competição, os representantes da instituição à qual pertenço enfrentaram várias faculdades particulares, obtendo resultados apertadíssimos e até mesmo perdendo para duas delas (surpreendentemente, as duas mais negativamente conceituadas na área).  
Mesmo obtendo primeiro e segundo lugar na classificação individual, houve por parte da maioria de meus colegas da UEA uma certa decepção com o resultado, motivado pelo grande preconceito destinado aos  acadêmicos de faculdades particulares. Não estavam decepcionados de ter obtido o terceiro lugar, mas, sim, de ter &quot;perdido&quot; para estas instituições tão mal vistas. 
Isto prova não somente que o nível do ensino particular está melhorando mas também que, independente da instituição da qual é egresso, a capacidade intelectual e qualidade profissional de um operador do Direito dependem principalmente de seus esforços.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Daniel,</p>
<p>Quanto ao comentário do meu querido colega Fábio, concordo com a afirmação de que as faculdades particulares têm, sim, melhorado gradativamente nos últimos anos e tenho algo a acrescentar: como estudante da UEA, confesso a minha surpresa com a classificação final do júri simulado do MP. Em primeiro lugar, a centenária UFAM, como já virou costume. Em segundo lugar, a Uninorte, uma instituição particular. Em terceiro lugar a UEA.<br />
No tramite da competição, os representantes da instituição à qual pertenço enfrentaram várias faculdades particulares, obtendo resultados apertadíssimos e até mesmo perdendo para duas delas (surpreendentemente, as duas mais negativamente conceituadas na área).<br />
Mesmo obtendo primeiro e segundo lugar na classificação individual, houve por parte da maioria de meus colegas da UEA uma certa decepção com o resultado, motivado pelo grande preconceito destinado aos  acadêmicos de faculdades particulares. Não estavam decepcionados de ter obtido o terceiro lugar, mas, sim, de ter &#8220;perdido&#8221; para estas instituições tão mal vistas.<br />
Isto prova não somente que o nível do ensino particular está melhorando mas também que, independente da instituição da qual é egresso, a capacidade intelectual e qualidade profissional de um operador do Direito dependem principalmente de seus esforços.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Marcos dos Santos Carmo Filho</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/analise/743#comment-700</link>
		<dc:creator>Marcos dos Santos Carmo Filho</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 22:48:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=743#comment-700</guid>
		<description>Se o ensino é a combinação de corpo docente, estrutura e corpo discente, a minha pouca experiência indica que, em média, os dois primeiros fatores são muito melhores no ensino particular, enquanto o terceiro é melhor nas faculdades públicas (até porque as vagas são restritas).

O corpo docente das faculdades públicas é uma mistura de alguns profissionais fantásticos, completamente dedicados ao magistério, com uma grande quantidade de dinossauros medíocres, acomodados em suas cadeiras. A estabilidade de que gozam costuma levar boa parte desses profissionais a adotar o método de ensino &quot;o material para a prova está na xerox&quot;, também conhecido como &quot;te vira&quot;.

A estrutura varia, mas, via de regra, não se pode esperar ter acesso a livros com menos do que cinco anos, e acredito que esteja sendo otimista. É claro que, para matérias às quais o estudo de material mais antigo é essencial - como a Filosofia, a Sociologia etc. -, esse material é muito bem-vindo. Mas, para o Direito, que exige do profissional atualização constante, a falta de renovação do material físico e as limitações de acesso a material virtual causam dificuldades.

Nas particulares, por outro lado, o aluno sente a dor de financiar o próprio ensino no órgão mais sensível (o bolso), portanto *percebe* o poder de exigir retorno na forma de material atualizado, acesso à internet e professores assíduos, atualizados e dispostos a prestar o serviço contratado. Os profissionais acomodados podem até sobreviver bastante tempo nas instituições, mas não têm a segurança de que continuarão lecionando não importa o que façam.

Entretanto, como a política de acesso às faculdades particulares é basicamente &quot;pode pagar, pode estudar&quot;, realmente se acaba com um corpo discente aprovado sem critério. Tanto os alunos dedicados quanto os desinteressados têm a mesma oportunidade. A qualidade dos alunos é uma caixinha de surpresas. 

Também é comum que os alunos se achem no direito de ganhar a aprovação porque têm filhos, doenças, trabalho, parentes com problemas ou outras circunstâncias. O que é uma evidente distorção de valores. 

A faculdade não existe para entregar diplomas. Existe para formar profissionais. O fato de ter família e precisar enfrentar imensas dificuldades para pagar a faculdade não diminui o mínimo que um profissional precisa saber para ser considerado apto a exercer a profissão. O aluno é consumidor do serviço educacional, não do diploma.

Isso não é percebido com a mesma frequência nas faculdades públicas porque seus alunos costumam ser mais jovens - com menor probabilidade de já terem constituído família e maior disposição para o trabalho, quando não recebem auxílio de seus familiares.

Encerrando o comentário... o potencial do ensino particular é muito maior que o do público, ainda mais quando são levados em consideração os financiamentos e bolsas educacionais, que permitem o acesso de alunos mais humildes, porém mais dedicados. O único defeito real das faculdades particulares - *atualmente* intrínseco a elas - é a indisposição para cobrar desempenho satisfatório dos alunos.


Marcos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Se o ensino é a combinação de corpo docente, estrutura e corpo discente, a minha pouca experiência indica que, em média, os dois primeiros fatores são muito melhores no ensino particular, enquanto o terceiro é melhor nas faculdades públicas (até porque as vagas são restritas).</p>
<p>O corpo docente das faculdades públicas é uma mistura de alguns profissionais fantásticos, completamente dedicados ao magistério, com uma grande quantidade de dinossauros medíocres, acomodados em suas cadeiras. A estabilidade de que gozam costuma levar boa parte desses profissionais a adotar o método de ensino &#8220;o material para a prova está na xerox&#8221;, também conhecido como &#8220;te vira&#8221;.</p>
<p>A estrutura varia, mas, via de regra, não se pode esperar ter acesso a livros com menos do que cinco anos, e acredito que esteja sendo otimista. É claro que, para matérias às quais o estudo de material mais antigo é essencial &#8211; como a Filosofia, a Sociologia etc. -, esse material é muito bem-vindo. Mas, para o Direito, que exige do profissional atualização constante, a falta de renovação do material físico e as limitações de acesso a material virtual causam dificuldades.</p>
<p>Nas particulares, por outro lado, o aluno sente a dor de financiar o próprio ensino no órgão mais sensível (o bolso), portanto *percebe* o poder de exigir retorno na forma de material atualizado, acesso à internet e professores assíduos, atualizados e dispostos a prestar o serviço contratado. Os profissionais acomodados podem até sobreviver bastante tempo nas instituições, mas não têm a segurança de que continuarão lecionando não importa o que façam.</p>
<p>Entretanto, como a política de acesso às faculdades particulares é basicamente &#8220;pode pagar, pode estudar&#8221;, realmente se acaba com um corpo discente aprovado sem critério. Tanto os alunos dedicados quanto os desinteressados têm a mesma oportunidade. A qualidade dos alunos é uma caixinha de surpresas. </p>
<p>Também é comum que os alunos se achem no direito de ganhar a aprovação porque têm filhos, doenças, trabalho, parentes com problemas ou outras circunstâncias. O que é uma evidente distorção de valores. </p>
<p>A faculdade não existe para entregar diplomas. Existe para formar profissionais. O fato de ter família e precisar enfrentar imensas dificuldades para pagar a faculdade não diminui o mínimo que um profissional precisa saber para ser considerado apto a exercer a profissão. O aluno é consumidor do serviço educacional, não do diploma.</p>
<p>Isso não é percebido com a mesma frequência nas faculdades públicas porque seus alunos costumam ser mais jovens &#8211; com menor probabilidade de já terem constituído família e maior disposição para o trabalho, quando não recebem auxílio de seus familiares.</p>
<p>Encerrando o comentário&#8230; o potencial do ensino particular é muito maior que o do público, ainda mais quando são levados em consideração os financiamentos e bolsas educacionais, que permitem o acesso de alunos mais humildes, porém mais dedicados. O único defeito real das faculdades particulares &#8211; *atualmente* intrínseco a elas &#8211; é a indisposição para cobrar desempenho satisfatório dos alunos.</p>
<p>Marcos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Leonardo Barreto</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/analise/743#comment-698</link>
		<dc:creator>Leonardo Barreto</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 21:07:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=743#comment-698</guid>
		<description>Caro Daniel,

Fico agradecido pelo posicionamento tomado. Acredito que a proposta precípua do blex é dinamizar e levantar questões interessantes sobre as atualidades de nosso ordenamento, e não ser um mero identificador de erros alheios.
De fato ainda terei bastante tempo para aprimorar o poder da fácil, direta e objetiva comunicação. 

mais uma vez, obrigado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Daniel,</p>
<p>Fico agradecido pelo posicionamento tomado. Acredito que a proposta precípua do blex é dinamizar e levantar questões interessantes sobre as atualidades de nosso ordenamento, e não ser um mero identificador de erros alheios.<br />
De fato ainda terei bastante tempo para aprimorar o poder da fácil, direta e objetiva comunicação. </p>
<p>mais uma vez, obrigado.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Daniel Fábio Jacob Nogueira</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/analise/743#comment-697</link>
		<dc:creator>Daniel Fábio Jacob Nogueira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 19:43:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=743#comment-697</guid>
		<description>José, 

Tens razão. Foi um mero golpe do teclado, mas obrigado por identificá-lo. Já corrigi no comentário original</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>José, </p>
<p>Tens razão. Foi um mero golpe do teclado, mas obrigado por identificá-lo. Já corrigi no comentário original</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: José Augusto</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/analise/743#comment-696</link>
		<dc:creator>José Augusto</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 18:48:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=743#comment-696</guid>
		<description>Dr. Daniel
Só para ajudar... expressar  é com &quot;X&quot; e não com &quot;S&quot; (espressar, sic).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Dr. Daniel<br />
Só para ajudar&#8230; expressar  é com &#8220;X&#8221; e não com &#8220;S&#8221; (espressar, sic).</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fábio Lindoso e Lima</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/analise/743#comment-695</link>
		<dc:creator>Fábio Lindoso e Lima</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 18:40:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=743#comment-695</guid>
		<description>Caro Daniel,

Volto a me pronunciar neste post para trazer uma contribuição que pode exemplificar bem os comentários feitos no sentido de que a qualidade do ensino privado está melhorando (e, de fato, acho que está).

Na última semana, foi realizado o concurso de júri simulado do Ministério Público. Nesta competição, cada faculdade de direito é representada por uma equipe (saliente-se que cada instituição faz o processo de seleção por sua conta e risco) e as equipes simulam um julgamento, alternando entre o papel do Parquet e dos advogados de defesa.

A Universidade Federal do Amazonas possui - apesar do pouco (para não dizer inexistente) apoio da instituição - 5 títulos, sendo 4 destes nas últimas competições.

Quem, como eu, acompanhou as últimas competições provavelmente percebeu que a discrepância, tanto em matéria de conhecimento quanto em técnica de oratória e convencimento, que havia entre a UFAM e as outras instituições veio diminuindo a cada ano. 

O júri simulado deste ano mostrou isto de maneira muito clara.

A UFAM foi vencedora em uma final disputadíssima com uma instituição de ensino privado, cujo nome não me recordo. A vitória veio, mas veio apertada: o placar foi de 4x3. 

Embora tenha a convicção de que um placar de júri não, necessariamente, reflete a competência dos participantes, é um indicativo bastante convincente de que foi páreo duro e é, também, um indicativo de que o prognóstico quanto às instituições de ensino privado é positivo.

Forte abraço!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Daniel,</p>
<p>Volto a me pronunciar neste post para trazer uma contribuição que pode exemplificar bem os comentários feitos no sentido de que a qualidade do ensino privado está melhorando (e, de fato, acho que está).</p>
<p>Na última semana, foi realizado o concurso de júri simulado do Ministério Público. Nesta competição, cada faculdade de direito é representada por uma equipe (saliente-se que cada instituição faz o processo de seleção por sua conta e risco) e as equipes simulam um julgamento, alternando entre o papel do Parquet e dos advogados de defesa.</p>
<p>A Universidade Federal do Amazonas possui &#8211; apesar do pouco (para não dizer inexistente) apoio da instituição &#8211; 5 títulos, sendo 4 destes nas últimas competições.</p>
<p>Quem, como eu, acompanhou as últimas competições provavelmente percebeu que a discrepância, tanto em matéria de conhecimento quanto em técnica de oratória e convencimento, que havia entre a UFAM e as outras instituições veio diminuindo a cada ano. </p>
<p>O júri simulado deste ano mostrou isto de maneira muito clara.</p>
<p>A UFAM foi vencedora em uma final disputadíssima com uma instituição de ensino privado, cujo nome não me recordo. A vitória veio, mas veio apertada: o placar foi de 4&#215;3. </p>
<p>Embora tenha a convicção de que um placar de júri não, necessariamente, reflete a competência dos participantes, é um indicativo bastante convincente de que foi páreo duro e é, também, um indicativo de que o prognóstico quanto às instituições de ensino privado é positivo.</p>
<p>Forte abraço!</p>
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	<item>
		<title>Por: Daniel Fábio Jacob Nogueira</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/analise/743#comment-694</link>
		<dc:creator>Daniel Fábio Jacob Nogueira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 17:49:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=743#comment-694</guid>
		<description>Caro Leonardo,

Nosso amigo Jeremias realmente pegou um pouco pesado na tinta. O que talvez ele quis dizer é que, nos dias atuais, o uso de linguagem excessivamente rebuscada já não é mais uma característica do direito moderno. Nem tampouco foi justo dizer que teu comentário representou um vazio de ideias. Como acadêmico, terás bastante tempo para te acostumares a expressar as opiniões de modo mais claro e direto. De qualquer modo, peço que essas críticas não te impeçam de continuar comentando e contribuíndo conosco aqui no bLex. Nós valorizamos todas as participações: os comentários feitos por leigos no Direito são tão bemvindos quanto aquelas muito bem construídas participações de grandes nomes do mundo jurídico.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Leonardo,</p>
<p>Nosso amigo Jeremias realmente pegou um pouco pesado na tinta. O que talvez ele quis dizer é que, nos dias atuais, o uso de linguagem excessivamente rebuscada já não é mais uma característica do direito moderno. Nem tampouco foi justo dizer que teu comentário representou um vazio de ideias. Como acadêmico, terás bastante tempo para te acostumares a expressar as opiniões de modo mais claro e direto. De qualquer modo, peço que essas críticas não te impeçam de continuar comentando e contribuíndo conosco aqui no bLex. Nós valorizamos todas as participações: os comentários feitos por leigos no Direito são tão bemvindos quanto aquelas muito bem construídas participações de grandes nomes do mundo jurídico.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: Leonardo Barreto</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/analise/743#comment-693</link>
		<dc:creator>Leonardo Barreto</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 14:29:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=743#comment-693</guid>
		<description>Resolvi participar deste blog com o intuito de demonstrar os anseios de um acadêmico referente ao assunto que estava sendo discutido. Minha humilde opinião é corolário da vontade de me locupletar do valoroso saber jurídico explanados pelos outros participantes,porém, não vejo a argúcia transparecida pelo post a cima criado, fica a ideia de que não fui conciso em meu raciocínio e que não tive sucesso em minhas colocações, mas fico grato pelas observações pertinentes quanto a gramática, afinal de contas sou estudante e AINDA posso errar.
E em resposta ao senhor Jeremias Benedito quanto a ultima colocação:

&quot;É inútil o esforço de esconder atrás de palavras ocas o vazio de ideias.&quot;

Peço que repense o que é vazio de ideias, pois tenho a plena certeza de que minha mensagem foi entendida claramente. 

ps. Qualquer dúvida quanto as palavras utilizadas, procure no www.dicionarioaurelio.com.br

Desde já, obrigado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Resolvi participar deste blog com o intuito de demonstrar os anseios de um acadêmico referente ao assunto que estava sendo discutido. Minha humilde opinião é corolário da vontade de me locupletar do valoroso saber jurídico explanados pelos outros participantes,porém, não vejo a argúcia transparecida pelo post a cima criado, fica a ideia de que não fui conciso em meu raciocínio e que não tive sucesso em minhas colocações, mas fico grato pelas observações pertinentes quanto a gramática, afinal de contas sou estudante e AINDA posso errar.<br />
E em resposta ao senhor Jeremias Benedito quanto a ultima colocação:</p>
<p>&#8220;É inútil o esforço de esconder atrás de palavras ocas o vazio de ideias.&#8221;</p>
<p>Peço que repense o que é vazio de ideias, pois tenho a plena certeza de que minha mensagem foi entendida claramente. </p>
<p>ps. Qualquer dúvida quanto as palavras utilizadas, procure no <a href="http://www.dicionarioaurelio.com.br" rel="nofollow">http://www.dicionarioaurelio.com.br</a></p>
<p>Desde já, obrigado.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Jeremias Benedito</title>
		<link>http://blex.com.br/index.php/2009/analise/743#comment-692</link>
		<dc:creator>Jeremias Benedito</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 13:28:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blex.com.br/?p=743#comment-692</guid>
		<description>Fantástica a contribuição do Leonardo Barreto. Ela sintetiza, de maneira magistral, os vícios mais comuns que um estudante de direito deve evitar, seja ele de escola pública ou privada, ao produzir um texto. A lista de atributos negativos presentes no texto é longa mas, para poupar os leitores, passo a nominar os mais evidentes: falta de trato com as regras gramaticais básicas (... &quot;é digno de encômios as observações&quot;... Não há concordância nem de sujeito com o verbo, nem de gênero entre substantivo e adjetivo); falta de coerência no texto; uso inadequado de palavras com as quais o autor não tem familiaridade (&quot;Destarte&quot; ficou ótimo!) e não menos relevante, boçalidade e empáfia sem par. 

É inútil o esforço de esconder atrás de palavras ocas o vazio de ideias.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fantástica a contribuição do Leonardo Barreto. Ela sintetiza, de maneira magistral, os vícios mais comuns que um estudante de direito deve evitar, seja ele de escola pública ou privada, ao produzir um texto. A lista de atributos negativos presentes no texto é longa mas, para poupar os leitores, passo a nominar os mais evidentes: falta de trato com as regras gramaticais básicas (&#8230; &#8220;é digno de encômios as observações&#8221;&#8230; Não há concordância nem de sujeito com o verbo, nem de gênero entre substantivo e adjetivo); falta de coerência no texto; uso inadequado de palavras com as quais o autor não tem familiaridade (&#8220;Destarte&#8221; ficou ótimo!) e não menos relevante, boçalidade e empáfia sem par. </p>
<p>É inútil o esforço de esconder atrás de palavras ocas o vazio de ideias.</p>
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